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Para a SPX, se inflação cair para qualquer valor dentro da banda de tolerância em 2023 seria ‘uma grande vitória’
Com a inflação passando de 12% nos últimos 12 meses, a gestora SPX estima que o preço a se pagar pela desaceleração da alta de preços viria na forma de recessão.
De acordo com a gestora, o PIB brasileiro teria de contrair 4% para que a inflação caia para o centro da meta no ano que vem. Lembrando que a meta para 2023 é de 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
“Posteriormente, seria preciso cortar drasticamente os juros para não errar a meta de 2024 para baixo”, afirma a SPX na carta do gestor mais recente.
No entanto, a gestora de Rogério Xavier ressalta que prender-se a modelos teóricos para exigir uma convergência da inflação mais abrupta “é falta de bom senso”.
“Consideraríamos uma grande vitória se a inflação retrocedesse dos atuais 12% para algum valor dentro da banda de tolerância em 2023”, aponta a SPX.
Com o Banco Central elevando os juros para tentar conter a inflação, a SPX prevê que o Brasil caminha para o “antigo equilíbrio dos juros altos, câmbio apreciado e baixo crescimento crônico.”
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“Em política monetária, os extremos não costumam ser bons, e o papel dos bancos centrais deve ser suavizar os ciclos, e não adicionar volatilidade”, reforça a gestora.
No último relatório Focus, as expectativas do mercado apontam para uma inflação de 8,89% no final de 2022 e crescimento de 1,20% do PIB.
O fundo multimercado SPX Nimitz fechou o mês de maio com valorização de 1,38%, puxada pela estratégia de juros. O fundo manteve posições favoráveis à alta de juros em países nos quais a gestora acredita haver desequilíbrio entre as condições econômicas e os preços de mercado.
Veja abaixo a atribuição de performance do SPX Nimitz:
| SPX NIMITZ | MAIO 2022 | 2022 |
| Ações | -0,17% | 0,27% |
| Commodities | -0,07% | 0,28% |
| Crédito | -0,04% | 0,01% |
| Juros | 1,06% | 14,62% |
| Moedas | -0,18% | 3,72% |
| Taxas e custos | -0,25% | -4,48% |
| CDI | 1,03% | 4,34% |
| TOTAL | 1,38% | 18,77% |
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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