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Os analistas decidiram retirar a recomendação de venda para o Nubank diante da forte queda dos papéis e após os resultados do primeiro trimestre
Depois de uma estreia triunfante na bolsa, o Nubank (NUBR33) vive dias difíceis, com uma queda acumulada de mais de 50% das ações em apenas seis meses. Mas o calvário do banco digital no mercado pode estar perto do fim, pelo menos segundo o BTG Pactual.
Os analistas do banco decidiram retirar a recomendação de venda para o Nubank diante da forte queda dos papéis e após os resultados do primeiro trimestre, divulgados na última segunda-feira.
Mas para o BTG ainda não é hora de comprar as ações — a recomendação agora é neutra. Os analistas também reduziram o preço-alvo para os papéis negociados em Nova York de US$ 6 para US$ 4.
Lembrando que o Nubank também é negociado na forma de BDRs (recibos de ações) na B3. No pregão de ontem, os papéis NUBR33 fecharam a R$ 3,49, em alta de 8,39%.
Os analistas do BTG não escondem a admiração pelo banco digital liderado por David Vélez. “Acreditamos que o Nubank está bem posicionado para possivelmente se tornar a fintech líder da América Latina nos próximos cinco a dez anos”, escreveram, em um relatório a clientes.
O problema está — ou pelo menos estava — no valor que o banco do cartão de crédito roxo era avaliado quando chegou à bolsa.
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Os analistas ainda entendem que o Nubank está caro, mas o valor de mercado atual de US$ 19,9 bilhões — abaixo de Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil — parece mais razoável.
Para o BTG, o resultado do primeiro trimestre do Nubank veio melhor que o esperado. A fintech atingiu os 60 milhões de clientes, um avanço de 11% no trimestre, com uma taxa de ativação de 78%.
Ao mesmo tempo, a empresa registrou um forte aumento do crédito, e mesmo o avanço da inadimplência no período não preocupou os analistas.
Por outro lado, o fim do período de "lock-up", que impedia a venda das ações por alguns acionistas relevantes do banco digital, pode criar uma pressão vendedora no mercado.
Enfim, diante dos bons números e da forte queda das ações, os analistas do BTG decidiram dar o "benefício da dúvida" e mudar a recomendação para neutra.
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