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Valor oferecido pelo fundo aumentou de R$ 7,55 para R$ 8,31 por ação da Zamp (BKBR3) — mercado não acreditava em oferta maior
O apetite do Mubadala é muito maior do que os analistas acreditavam. O fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos acaba de aumentar sua oferta pelas operações da Zamp (BKBR3), dona do Burger King no Brasil.
Provando que seu apetite pelo negócio é alto, o Mubadala aumentou em 10,1% o preço por ação em uma nova proposta.
Agora, a oferta é de R$ 8,31 por papel da Zamp, enquanto a anterior falava em R$ 7,55. No pregão da última sexta-feira, BKBR3 fechou a R$ 7,47 por ação. Se considerada a sessão de 29 de julho, a última antes da primeira oferta, o prêmio diante do novo preço é de 34%.
No pregão desta segunda-feira (12), as ações da Zamp já sobem 7%, reflexo da nova proposta.
Até poucas semanas atrás, alguns gestores acreditavam que tal movimento seria praticamente impossível e que dificilmente o Mubadala aumentaria o preço oferecido. Outros falavam até mesmo que havia uma ameaça de que ele zerasse sua posição, enquanto a avaliação do mercado era de que tal oferta subestimava o valor real da Zamp.

Agora, com a nova oferta, o leilão da aquisição das ações ordinárias (OPA) foi adiado do dia 15 de setembro para o próximo dia 26, quando saberemos se essa será a proposta final capaz de garantir o controle da empresa nas mãos do fundo soberano.
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Essa fome do Mubadala pela Zamp considera, além dos fundamentos da empresa, um movimento que tem sido visto com maior frequência no mercado — o de fundos de private equity comprando fatias em empresas de capital aberto. O motivo, claro, é o preço baixo de um ativo com liquidez considerável, algo que não ocorre com companhias fechadas.
A primeira oferta do veículo foi feita em agosto, com o objetivo de comprar 45,15% das ações de emissão da companhia, ao preço de R$ 7,55 por ação, num negócio que movimentaria R$ 938,6 milhões.
Assim, o Mubadala se tornaria controlador da empresa, com 50,10% do capital social da operadora do Burger King.
Esse avanço não agradou a todos. Algumas semanas depois, um grupo de acionistas assinou uma carta onde afirmaram não ter interesse em aceitar a oferta de aquisição do fundo.
O documento leva a assinatura das gestoras Atmos Capital, Fitpart, BW GSS, Mar Asset Management e Vista Capital, que, juntas, representam 20,44% do capital social da Zamp.
Antes, o conselho de administração também já havia se manifestado contrário ao negócio.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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