O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Mubadala quer comprar 45% das ações do Burger King Brasil (BKBR3) numa OPA, oferecendo um preço 21% maior que o fechamento de sexta
O mês de agosto começou com uma notícia quentinha para os acionistas do Burger King Brasil (BKBR3) — digamos que a novidade acabou de sair da grelha. O Mubadala, fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, vai lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) para comprar 45,15% das ações da companhia, ao preço de R$ 7,55 por papel.
Para quem detém ações BKBR3, o valor anunciado pode soar como um molho especial para a carteira: os papéis do Burger King fecharam o pregão da última sexta-feira (29) cotados a R$ 6,22. Portanto, falamos de um prêmio de 21,4% em relação ao valor de tela.
E, para o Mubadala, a oferta serve para, digamos, completar o combo com refrigerante e fritas: os investidores de Abu Dhabi já são donos de 4,95% das operações brasileiras do BK; caso a OPA seja bem-sucedida, eles chegarão a uma fatia de 50,10% — e, portanto, serão os novos controladores da companhia.
Vale lembrar que o Burger King Brasil tem passado por mudanças bastante profundas nos últimos meses: Ariel Grunkraut foi anunciado como novo presidente da companhia em maio; ele substituirá Iuri Miranda, que estava no comando desde o IPO da empresa, em 2017.
Além disso, a holding que controla o negócio foi rebatizada como ZAMP S.A. — basicamente, é o nome oficial da máster franqueadora dos restaurantes Burger King e Popeyes no Brasil. Pois, se os planos da Mubadala derem certo, a ZAMP será mais uma joia na coroa do fundo dos Emirados Árabes.
Como era de se imaginar, a OPA proposta pelo Mubadala trouxe filas enormes ao Burger King — ao menos, na bolsa: os papéis BKBR3 abriram o dia em forte alta de 16%, a R$ 7,22, ajustando-se ao preço da oferta. E encerraram a sessão com ganho maior ainda: 18,81%, a R$ 7,39.
Leia Também
E olha que as ações do BK Brasil já acumulavam alta de pouco mais de 7% desde o começo do ano, destoando do clima mais cauteloso visto no mercado de ações como um todo. Com os ganhos desta segunda-feira, BKBR3 agora avança quase 25% do começo de 2022 para cá.
Esses números, no entanto, escondem uma realidade mais dura para o Burger King Brasil: no longo prazo, seu desempenho em bolsa é bastante negativo — os papéis renovaram as mínimas históricas no começo do ano. Ou seja: em meio à forte desvalorização, o Mubadala pode ter identificado uma boa oportunidade de compra.
Basta lembrar, por exemplo, que as ações BKBR3 foram precificadas a R$ 18,00 no IPO, chegando a superar os R$ 23,00 em 2019. Aliás, o preço da OPA, a R$ 7,55, é inferior até mesmo às cotações vistas em março de 2020, no pior momento da pandemia.
Ou seja: mesmo com os shoppings e comércios abertos novamente — e, portanto, com as operações do Burger King voltando ao normal —, a empresa hoje vale menos que no auge da crise do Covid-19; e isso sem contar os avanços para digitalização das vendas e outras iniciativas para otimização de custos.

Indo para a parte financeira do negócio: o Mubadala quer comprar pouco mais de 124 milhões de ações do Burger King Brasil (BKBR3), ao preço de R$ 7,55 por papel — a operação, portanto envolve quase R$ 1 bilhão. Uma cifra elevada, mas que, para o fundo de Abu Dhabi, é quase o dinheiro de uma casquinha de creme.
Isso porque o Mubadala tem quase US$ 300 bilhões em ativos sob gestão no mundo; somente no Brasil, em que está presente desde 2014, o fundo já fez investimentos de aproximadamente US$ 5 bilhões. Portanto, o pedaço da coroa do BK Brasil não é exatamente um corte nobre dos aportes no país.
Dito isso, a bola agora está com o conselho de administração do Burger King — o colegiado está estudando os termos da OPA e irá se manifestar em até 15 dias com um parecer sobre a oferta. O prêmio de 21% embutido na oferta parece interessante, mas não é garantia de que a operação receberá sinal verde.
Veja, por exemplo, as avaliações dos grandes bancos e corretoras: segundo dados compilados pelo TradeMap, as ações BKBR3 são acompanhadas por 11 casas, tendo 10 recomendações de compra e uma neutra. O preço-alvo médio para os papéis é de R$ 10,95; mesmo a instituição mais pessimista tem um preço-alvo superior ao da OPA, precificando os ativos a R$ 9,00.
Portanto, é possível que vejamos novos capítulos nessa história — e uma eventual pressão para que o Mubadala aumente o valor da OPA.
O Burger King Brasil (BKBR3) fechou o primeiro trimestre de 2022 com prejuízo líquido de R$ 36,4 milhões, cifra 80% menor que as perdas de R$ R$ 162,4 milhões contabilizadas no mesmo período do ano passado; a receita líquida cresceu 42% na mesma base de comparação, para R$ 801,2 milhões.
Por mais que a empresa siga no vermelho, há uma tendência de recuperação operacional em andamento, o que é evidenciado pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização): a linha ficou positiva em R$ 101 milhões nos três primeiros meses de 2022; há um ano, estava negativa em R$ 31,8 milhões.
Ao todo, a companhia contava com 947 restaurantes no Brasil ao fim de março, sendo 894 unidades do Burger King e 53 do Popeyes; as lojas nos shopping centers representam cerca de 70% do total, com restaurantes de rua ficando com os outros 30%.
Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas
No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia
A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos
O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real
Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX
Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana
Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso
A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo
Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia
A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista
Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo
Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial
O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”
Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos
A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros
Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata
Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões