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O temor de que o Fed decida elevar os juros americanos em um ritmo mais elevado chegou a levar o Ibovespa abaixo dos 102 mil pontos.
Os dados da inflação americana divulgados na última sexta-feira (14) parecem ter envelhecido tão bem quanto leite fora da geladeira.
Já se passaram alguns dias desde que o mercado teve a certeza de que a inflação está em níveis mais preocupantes do que o imaginado, mas ainda não foi tempo o suficiente para digerir bem a informação. Muito pelo contrário.
A cautela entre os investidores tem sido crescente desde então, e a proximidade da próxima reunião do Federal Reserve, que será amanhã, deixa tudo com uma dose extra de urgência e preocupação.
Na sexta-feira, quando a surpresa com a inflação foi divulgada, a projeção de um aumento nos juros de 0,75 ponto percentual era mínima, mas em apenas poucos dias essa passou a ser a aposta majoritária do mercado.
A pressão da alta dos juros em Nova York provoca uma alta volatilidade nas bolsas. Até que o Fed divulgue efetivamente a sua decisão, os temores dos investidores vão continuar guiando os negócios.
Acompanhando o movimento misto das bolsas americanas, o Ibovespa também se afastou das mínimas e encerrou a sessão em queda de 0,52%, aos 102.063 pontos. O dólar à vista avançou 0,38%, a R$ 5,1343.
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A recém-privatizada Eletrobras (ELET3) conseguiu escapar do movimento de aversão ao risco e subiu mais de 3%, mas o movimento pouco teve a ver com a cerimônia de toque da campainha da B3. Sem um pronunciamento do presidente e com discursos pouco empolgantes, a emoção mesmo ficou do lado de fora.
O departamento de trabalho norte-americano divulgou hoje um novo indicador de inflação dos Estados Unidos.
O índice de preços ao produtor (PPI) aumentou 0,8% em maio no comparativo mensal, em linha com o esperado. Nos 12 meses encerrados em maio, o indicador subiu 10,8%.
Já o núcleo do PPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 0,5% em maio ante abril, contra uma projeção de 0,6%.
Apesar da cerimônia sem sal na bolsa, as ações da Eletrobras (ELET3;ELET6) escaparam da queda e reverteram as perdas acumuladas ontem. Outras empresas do setor elétrico também se favoreceram do movimento. Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
| ELET3 | Eletrobras ON | R$ 41,46 | 3,39% |
| CPFE3 | CPFL Energia ON | R$ 32,25 | 2,58% |
| ELET6 | Eletrobras PNB | R$ 40,28 | 2,29% |
| WEGE3 | Weg ON | R$ 24,26 | 1,85% |
| HAPV3 | Hapvida ON | R$ 5,72 | 1,60% |
Com as taxas de juros de médio e longo prazo atingindo as máximas em 10 anos, as empresas de consumo, varejo e tecnologia foram as mais penalizadas. Confira as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| VIIA3 | Via ON | R$ 2,29 | -10,20% |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 7,66 | -6,70% |
| POSI3 | Positivo Tecnologia ON | R$ 6,14 | -6,54% |
| CMIN3 | CSN Mineração ON | R$ 4,78 | -5,72% |
| BRFS3 | BRF ON | R$ 13,16 | -5,32% |
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Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas
O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.
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