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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO DO DIA

Petróleo em queda alivia juros antes do Copom, mas bolsa fecha o dia no vermelho; dólar vai a R$ 5,15

O Ibovespa não conseguiu acompanhar o movimento das bolsas internacionais e fechou em queda firme, no aguardo da Super-Quarta

Jasmine Olga
Jasmine Olga
15 de março de 2022
18:21 - atualizado às 0:22
petróleo caindo sobre notas de dólar afeta bolsas hoje
Imagem: Shutterstock

Uma das táticas mais tradicionais na hora de tomar uma decisão é sempre a boa e velha lista de prós e contras. De um lado, tudo o que você pode ganhar, do outro, tudo o que você pode perder. Uma dinâmica semelhante ao que vimos hoje no Ibovespa.

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De forma simplificada, podemos dizer que o processo de decisão de política monetária é um nível mais avançado da brincadeira. Para combater a inflação, a elevação da taxa de juros pode ajudar, mas se o cenário econômico também estiver prejudicado, a dose do remédio pode acabar trazendo danos colaterais indesejados. 

Amanhã, o Federal Reserve, banco central americano, deve iniciar a sua jornada de normalização da taxa básica de juros. Já o BC brasileiro, deve reduzir o ritmo de alta da Selic, com a elevação de apenas um ponto percentual. Tudo isso em meio à crescente onda de impactos econômicos causados pela guerra na Ucrânia. 

Nas últimas semanas, vimos o preço do petróleo decolar com o conflito, pressionando a inflação em todo o mundo. Mas hoje, na véspera da decisão, o comportamento das commodities aliviou a pressão. Na China, cidades inteiras voltam ao isolamento social para conter surtos de covid-19, e a queda de demanda pode ajudar a lidar com a restrição de oferta vinda da Rússia.  

Se por um lado commodities em queda é uma boa notícia do ponto de vista inflacionário, por outro significa que uma bolsa fortemente concentrada em empresas produtoras e exportadoras desses ativos sente o baque com força – como é o caso do Brasil. 

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Com o petróleo caindo mais de 6% e o minério de ferro recuando 7%, o Ibovespa ficou longe do apetite por risco visto no exterior. O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,88%, aos 108.959 pontos. O dólar à vista avançou 0,76%, a R$ 5,1591. No mercado de juros, a aposta por uma alta maior do que 1 ponto percentual por parte do BC brasileiro amanhã perdeu força. 

Leia Também

CÓDIGONOMEULT FEC 
DI1F23DI jan/2313,09%13,24%
DI1F25DI Jan/2512,43%12,67%
DI1F26DI Jan/2612,24%12,49%
DI1F27DI Jan/2712,24%12,49%

No exterior, dados de inflação ao produtor nos Estados Unidos mostraram números melhores do que o esperado. A queda de 6% do petróleo também ajudou as bolsas americanas a ganharem um fôlego extra antes da tão aguardada decisão de política monetária do Federal Reserve amanhã. O Dow Jones subiu 1,82%, enquanto o S&P 500 e Nasdaq avançaram mais de 2%. 

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Um susto conhecido

A China decidiu impor novas medidas restritivas em diversas cidades para conter os novos surtos de coronavírus que começam a ser identificados no país. Segundo o governo local, foram mais de 15 mil infecções sintomáticas transmitidas localmente em 28 províncias.

A preocupação geral é de que o novo isolamento traga problemas para a cadeia produtiva, pressionando mais uma vez a inflação global. Por essa razão, a queda do petróleo e do minério de ferro aliviaram o cenário para negócios. 

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O fantasma do fiscal

A bolsa monitora os ruídos que chegam de Brasília. Ontem, surgiu a notícia de que o governo estuda elevar o valor do Auxílio Brasil, uma medida que impõe uma cautela ainda maior ao já conturbado cenário fiscal. Tendo em vista a guerra na Ucrânia, o plano seria decretar estado de calamidade, evitando assim que a medida esbarre na lei eleitoral.

Sobe e desce do Ibovespa

Com o petróleo em queda de 6% e a curva de juros dando algum respiro antes da decisão de política monetária do Banco Central brasileiro e do Fed, empresas do setor aéreo e de consumo tiveram um dia de recuperação. Confira as maiores altas do dia no Ibovespa:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
AZUL4Azul PNR$ 20,106,91%
PETZ3Petz ONR$ 17,135,87%
CIEL3Cielo ONR$ 2,575,33%
NTCO3Natura ONR$ 21,825,16%
BEEF3Minerva ONR$ 11,593,76%

A divulgação do resultado do quarto trimestre de 2021 parece ter consolidado o mau momento vivido pelo Magazine Luiza. Com margens apertadas e um cenário macroeconômico desafiador para o comércio eletrônico, as ações da ex-queridinha da bolsa fecharam com um recuo de mais de 8%. Confira também as maiores quedas dentro do principal índice da bolsa:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 4,87-8,63%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 5,72-5,30%
GGBR4Gerdau PNR$ 27,56-4,54%
USIM5Usiminas PNAR$ 13,37-4,29%
CSNA3CSN ONR$ 23,35-4,19%

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