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Com o CPI dos EUA como o grande driver do dia, a direção das bolsas após a divulgação dos dados deve se manter até o encerramento do pregão
A expectativa de que a inflação nos Estados Unidos mantenha-se em desaceleração voltou a dar fôlego aos ativos de risco nesta terça-feira (13). Com isso, as bolsas sobem mais um dia, com os investidores à procura de barganhas.
É verdade que o otimismo está um pouco mais cauteloso do que ontem. Isso porque a euforia da véspera se converte em preocupações concretas: hoje é dia da divulgação dos números de inflação (CPI, em inglês) dos Estados Unidos.
Ainda assim, os mercados de ações da Europa operam em alta e os índices futuros de Nova York também mantêm sinal positivo.
O otimismo deve permanecer ou se dissipar a partir das 9h30, quando o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos divulgará o CPI de agosto. Analistas consultados pelo Wall Street Journal esperam deflação de 0,1% em base mensal, mas com alta de 0,3% no núcleo do índice.
Na comparação anual, entretanto, a expectativa é de que a inflação acumulada desacelere de 8,5% para 8,0%.
Os números não devem mexer com a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) promova na semana que vem o terceiro aumento consecutivo de 75 pontos-base em sua taxa básica de juro.
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Entretanto, o dado será fundamental para que os analistas consigam mensurar até onde a autoridade monetária norte-americana está disposta a ir com o aperto monetário em andamento.
Por aqui, o volume do setor de serviços é o único indicador de mais peso esperado para hoje. Com isso, a expectativa é de que o Ibovespa siga a reboque de Wall Street e do noticiário político.
Ontem, o Ibovespa acompanhou a tendência internacional, mas depois de sustentar alta de mais de 1% ao longo de toda a sessão, o índice encerrou com avanço de 0,98%, aos 113.406 pontos. O dólar à vista recuou 0,98%, a R$ 5,0974.
Confira o que movimenta as bolsas, o dólar e o Ibovespa hoje:
A nova rodada da pesquisa Ipec (ex-Ibope) volta a mostrar a perspectiva de vitória em primeiro turno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O candidato do PT à Presidência da República ganhou dois pontos percentuais e agora tem 46% das intenções de voto.
Já o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, permaneceu com 31%. O índice de Lula supera o percentual de todos os demais candidatos somados.
Em um eventual segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 53% a 36%.
No campo dos indicadores, o volume de serviços em julho deve subir ao passo de 0,7% na comparação mensal. Na mediana das projeções em relação aos últimos 12 meses, o avanço deve ser de 5,8%. Por fim, no acumulado de 2022 os serviços devem crescer 6,7%.
As projeções são do Broadcast.
Dados divulgados ontem pelo Fed regional de Nova York sugerem que os consumidores norte-americanos acreditam em um alívio na alta dos preços no decorrer dos próximos meses.
Ainda assim, o Fed já informou que deve manter os juros elevados e alguns analistas entendem que a alta pode chegar na faixa máxima de 4% ao ano. Porém, a esperança dos investidores de que o BC americano alivie o aperto nos próximos encontros será a última a morrer.
Com o CPI dos EUA como o grande driver do dia, a direção das bolsas após a divulgação dos dados deve se manter até o encerramento do pregão.
Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos
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