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Os números do varejo de dezembro aqui e nos Estados Unidos movimentam os negócios, depois de uma semana marcada pela inflação

O último pregão da semana será marcado pelo mau humor dos investidores contra a retirada de estímulos do Federal Reserve. As bolsas pelo mundo ainda não se acostumaram com a perspectiva de alta nos juros e aperto monetário nos EUA, o que pressiona os índices na manhã desta sexta-feira (14).
Depois da maior inflação em 40 anos, os investidores estão cada vez mais certos de que a alta nos juros virá em março. Os próprios dirigentes e representantes do Fed não poupam as palavras e reafirmam a postura do BC americano contra a alta recorde de preços.
Os balanços de grandes bancos devem movimentar os negócios hoje, com JPMorgan, Wells Fargo e outros divulgando seus resultados do trimestre hoje.
Já em terras brasileiras, o risco fiscal e o clima eleitoral das eleições de outubro marcaram os últimos dias do Ibovespa por aqui. Os dados inflacionários também pesaram no índice local, com o IPCA encerrando 2021 acima dos 10%.
Até o fechamento da última quinta-feira (14), o principal índice da B3 avança 3,5% na semana. Ontem, o Ibovespa fechou em leve queda de 0,15%, aos 105.529 pontos. O dólar à vista, por sua vez, fechou em leve queda de apenas 0,10%, aos R$ 5,5295.
Confira o que esperar da bolsa hoje — e o que movimentou os últimos dias:
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O investidor local mal havia iniciado a semana e o panorama doméstico já pesou logo na segunda-feira (10). As eleições de outubro já começam a dar as caras, o que coloca em risco os gastos públicos para financiar bondades de campanha.
O programa de refinanciamento das dívidas de micro e pequenas empresas (Refis) permaneceu em foco ao longo da semana. O presidente da República, Jair Bolsonaro, havia vetado o texto na semana passada, mas instaurou um novo programa para auxiliar empreendedores do Simples Nacional e MEIs.
Paralelo a isso, a greve de servidores da Receita Federal e do Banco Central permanece como um impasse.
Na noite de ontem (13), o ministro da Economia, Paulo Guedes, se reuniu com auditores do fisco para pôr fim à paralisação das atividades, mas o encontro foi “frustrante”, segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita (Sindifisco), Isac Falcão.
Com a paralisação das atividades, diversas atividades permanecem paralisadas, em especial nos portos e aeroportos que recebem mercadorias do exterior.
Ainda na composição do quadro doméstico desta semana, a inflação brasileira fechou 2021 aos 10,06%, puxada, principalmente, pela alta nos preços dos combustíveis. Vale lembrar que a meta de inflação no ano passado era de 3,75%, com tolerância máxima de 5,25%.
O IBGE divulga pela manhã os números do varejo restrito e ampliado.
Na mediana das projeções de especialistas ouvidos pelo Broadcast, o varejo restrito deve permanecer estável em novembro e acumular alta de 1,5% no ano. Já o ampliado deve sentir um recuo de 0,6%, mas acumular avanço de 4,5% no ano.
O último pregão da semana ainda reflete o tom mais duro do Federal Reserve contra a inflação, após o discurso de Jerome Powell, presidente da instituição, na terça-feira (11).
O tom mais agressivo (hawkish, no jargão do mercado) ganhou corpo após os dados inflacionários da quarta-feira (12), em que os EUA registraram a maior alta de preços no ano desde 1982.
E os representantes do Fed também não se preocuparam em aliviar o medo dos investidores: mantiveram o discurso de que o aperto monetário é necessário e que a alta nos juros irá acontecer. Sem descanso.
Ainda com o gosto amargo do fim dos estímulos, os investidores internacionais permanecem atentos aos primeiros resultados do último trimestre. Grandes bancos como JPMorgan, Citigroup, Wells Fargo e BlackRock divulgam seus balanços antes da abertura nos EUA.
Por fim, o último pregão da semana terá no cardápio os números de vendas no varejo dos Estados Unidos e a produção industrial de dezembro.
A perspectiva de aperto monetário nos Estados Unidos fez as bolsas asiáticas encerrarem o pregão desta sexta-feira em queda, após comentários mais duros de representantes do Federal Reserve sobre a retirada de estímulos.
Na Europa, as bolsas também caem com os comentários sobre o fim dos estímulos à economia americana, de olho na temporada de balanços dos Estados Unidos.
Por falar nos EUA, os futuros de Nova York sobem pela manhã e limitam as perdas das bolsas europeias, antes dos balanços do dia e de dados do varejo americano.
Estados Unidos:
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