O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Resultado de Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander Brasil deve ter queda de 26% em relação a 2019, de acordo com as projeções do mercado
Se você acha que viu de tudo em 2020, prepare-se para assistir nos próximos dias a mais um acontecimento raro: a queda no lucro dos grandes bancos brasileiros.
A temporada de divulgação de balanços das instituições financeiras com ações listadas na bolsa começa nesta segunda-feira à noite. Mas já é certo que o resultado de Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander Brasil será menor que o de 2019.
A dúvida é o tamanho do tombo. A média das projeções dos analistas que cobrem o setor aponta para um lucro combinado de R$ 63,9 bilhões em 2020. Está longe de ser uma tragédia, é claro, mas ainda assim representa uma queda expressiva de 26% em relação ao ano anterior.
Além dos números de 2020, o mercado vai se debruçar sobre as projeções (guidances) que os bancos devem fornecer para o desempenho deste ano. Elas devem ajudar a balizar as estimativas para os resultados e, claro, para o preço das ações na B3.
Os grandes bancos tiveram um ano para esquecer. Não bastasse o ataque da concorrência das novas empresas de tecnologia (fintechs), o setor foi atingido diretamente pela crise da covid-19.
Para fazer frente ao aumento esperado dos calotes, os bancos fizeram provisões bilionárias em seus balanços. Foram essas despesas as principais responsáveis pela queda dos lucros ao longo de 2020.
Leia Também
Esse cenário com muitas chuvas e trovoadas se refletiu nas ações do setor, que ficaram entre os destaques negativos em 2020, mesmo com a recuperação nos últimos meses do ano.
A boa notícia para quem é acionista dos bancões é que o estrago da pandemia aparentemente já está feito. Ou seja, as provisões tendem a diminuir nos próximos resultados.
“Enxergamos uma contração trimestral considerável no custo de risco dos bancos no quatro trimestre de 2020”, escreveram os analistas do UBS BB, em relatório a clientes.
Os bancões também foram bastante ativos na crise ao acelerar a concessão de crédito. Em um ano em que o PIB deve registrar uma contração da ordem de 4,5%, o saldo de crédito do sistema financeiro apresentou um avanço de 15,5%, de acordo com o Banco Central.
Os dados do BC também mostram a inadimplência controlada. O índice de calotes no sistema financeiro encerrou o ano em apenas 2,8%. Parte dessa queda é resultado dos programas de renegociação e adiamento do pagamento das parcelas realizados pelos bancos durante a crise.
“Acreditamos que os números sustentam nossa visão positiva para os bancos, apoiados pelo bom momento de resultados e preço atrativo”, escreveram os analistas do Bank of America.
Mais crédito significa mais receita para as instituições financeiras, que têm como principal negócio tomar dinheiro de seus clientes e emprestar para quem precisa, ganhando em cima da diferença entre as taxas de captação e do financiamento.
O problema é que essa margem — o famoso spread — ficou mais magro em 2020. Primeiro, pela queda da taxa básica de juros (Selic) para as mínimas históricas. Segundo, porque o BC apertou o cerco às linhas de crédito mais lucrativas dos bancões, como o cartão e o cheque especial.
E esse não é o único fator de pressão sobre as receitas. O aumento da concorrência em áreas como cartões e investimentos obrigou os bancos a reduzirem seus preços, o que vem afetando o resultado com prestação de serviços e tarifas.
O Itaú, banco que mais reforçou as provisões em 2020, inaugura hoje à noite a temporada de resultados. Além dos impactos da crise, o maior banco privado brasileiro encarou um divórcio em plena pandemia.
A instituição decidiu segregar a participação no capital da XP Investimentos em uma nova empresa e vai entregar as ações dessa companhia — criativamente batizada de XPart S.A — a seus acionistas.
O banco aproveitou ainda para vender uma participação de 5% das ações da corretora em uma oferta realizada em dezembro e que rendeu US$ 956,4 milhões ao banco.
Não bastasse a separação da XP, o Itaú também passou por uma transição de comando, com a entrada de Milton Maluhy Filho no lugar de Candido Bracher, que atingiu a idade limite de 62 anos.
O Santander deverá conquistar um feito notável no ano de 2020: conquistar a posição de banco mais rentável entre os gigantes do varejo brasileiro. Isso, é claro, se não houver nenhuma surpresa no balanço que sai nesta quarta-feira (3) pela manhã.
Ao contrário dos concorrentes, a unidade do banco espanhol no país fez provisões bem mais modestas para o "efeito coronavírus" no balanço.
Com isso, o banco registrou uma queda de "apenas" 8,6% no lucro no acumulado de janeiro a setembro, com um retorno sobre o patrimônio de 18,5% — contra 14% do Itaú e 12,9% do Bradesco.
O mercado reagiu inicialmente com desconfiança à postura do Santander, mas agora as ações do banco (SANB11) apresentam o melhor desempenho no acumulado dos últimos 12 meses entre os grandes bancos.
Para quem ficou na dúvida se a estratégia foi ou não acertada, o balanço do quarto trimestre pode representar o "tira teima" para a instituição comandada por Sérgio Rial.
Com o resultado afetado pela crise da covid-19 e pressionado pelo aumento da concorrência, o Bradesco foi à luta. Ou melhor, aos cortes.
O banco fechou 683 agências entre janeiro e setembro e pretendia encerrar o ano com 1.100 unidades encerradas ou convertidas em unidades de negócio, que contam com uma estrutura mais barata. O número final será conhecido junto com o balanço, que sai na quarta-feira (3), após o fechamento da bolsa.
O ritmo de fechamento de agências deve diminuir neste ano, mas o ímpeto para os cortes, não. O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, já prometeu que as despesas do banco terão uma queda nominal em 2020 e em 2021.
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro no ano passado, Lazari disse que espera retomar os níveis de rentabilidade do Bradesco para o patamar de 20%, mesmo com o avanço da concorrência das fintechs. As cotações das ações na bolsa mostram, contudo, que o mercado ainda não quer pagar para ver.
Por falar em cortes, o anúncio de redução de custos do Banco do Brasil no início deste ano quase custou a cabeça do presidente da instituição, André Brandão. A ameaça de interferência política derrubou as ações (BBAS3).
A divulgação do balanço, que acontece no dia 11 de fevereiro após o fechamento do mercado, será a oportunidade para os investidores tirarem o episódio a limpo. Brandão fica no cargo? E, se ficar, com que autonomia?
Vale também ficar de olho nos planos do Banco do Brasil de parcerias nas suas unidades de negócio. Após o acordo fechado com o suíço UBS no ano passado na área de banco de investimento, o mercado aguarda novidades em outras frentes, como a área de gestão de fundos de investimento, a BB DTVM.
Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques
Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras
A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)
Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)
Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM
Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez
O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento
Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior
Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa
Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos
No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo
Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques
Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante
A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora
Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado
Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro
Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados
Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis
Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação
Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente