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Aura Minerals (AURA33) pode quase dobrar a produção; oferece exposição ao ouro; paga dividendos trimestrais consistentes e negocia com forte desconto.
A small cap Aura Minerals (AURA33) tem retornos e dividendos consistentes, pode dobrar produção e negocia com desconto. Ao lado de Inter (INBR32) e Orizon (ORVR3), ela divide o pódio de small caps, empresas com volume de negociações mais baixo, favoritas dos analistas do mercado para o mês de dezembro.
Cada uma das ações apareceu em cinco das nove carteiras recomendadas por bancos, corretoras e casas de análises consultadas pelo Money Times.
No segundo lugar do ranking, aparecem Copasa (CSMG3), Grupo GPS (GGPS3), JHSF (JHSF3) e Vivara (VIVA3) — todas com três indicações cada.
A Aura é vista pelo BTG Pactual com “otimismo”, e o banco considera as quedas de 10% no último mês e de 20% desde a máxima como um bom ponto de entrada.
Os analistas destacam que a companhia atravessa um momento de resultados “muito forte”, impulsionados pelo crescimento da produção e pelos preços elevados do ouro.
Além disso, a tese segue atraente: a empresa pode quase dobrar a produção nos próximos anos; oferece diversificação por meio da exposição ao ouro; paga dividendos trimestrais consistentes, com retorno entre 7% e 9%; mantém baixa alavancagem; reduz risco operacional ao diversificar sua base de ativos; e negocia com forte desconto.
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Em linha, o Santander reforça que a Aura oferece uma combinação única de crescimento e retorno de caixa, com sólida exposição ao ouro e potencial de ganhos operacionais.
“Embora sejamos mais conservadores em relação aos preços do cobre, o valuation da Aura já reflete um perfil de risco/retorno atraente, sustentando nossa recomendação de compra”, dizem os analistas, que colocaram o preço-alvo da ação em revisão.
No caso do Inter, o BTG avalia que a carteira de crédito deve continuar crescendo em “ritmo forte” no curto prazo.
A diretoria também segue “firme”, com forte momento de resultados à frente, apoiada por três pilares: alavancagem operacional, posição sólida de capital e crescimento acelerado do crédito consignado privado.
“Projetamos mais uma etapa consistente de avanço no lucro entre 2025 e 2027 e acreditamos que o valuation continua atraente, dado o menor risco da tese”, afirmam.
O Santander atualizou recentemente suas estimativas para a companhia e espera que, em 2026, ele entregue maior receita líquida de juros, se beneficiando do crescimento do NIM (net interest margin) e do avanço dos empréstimos em termos nominais; crescimento dos empréstimos de 26%; e um ligeiro aumento da inadimplência, para 4,9%.
A banco também introduziu um novo preço-alvo para as ações em 2026, de R$ 73 — o que implica alta potencial de cerca de 50%, com base no fechamento do último mês.
Quanto à Orizon, o Santander se diz otimista com o potencial de crescimento da companhia, destacando que seu negócio principal — o descarte final e o tratamento de resíduos — ainda é pouco explorado por empresas privadas.
Segundo os analistas, esse cenário abre espaço para expansão orgânica e inorgânica, reforçada por novas linhas de receita, como biogás, biometano e créditos de carbono. A gestora também destaca a geração robusta de caixa e o valuation considerado atrativo como fatores que sustentam a perspectiva positiva.
Assim como a Aura, o preço-alvo de Orizon também está em revisão.
Por número de recomendações
Aura Minerals (AURA33): 4
Banco Inter (INBR32): 4
Orizon (ORVR3): 4
Copasa (CSMG3): 3
GPS (GGPS3): 3
JHSF (JHSF3): 3
Vivara (VIVA3): 3
O levantamento do Money Times levou em consideração as informações das carteiras de small caps divulgadas por nove instituições. Para dezembro, foram indicadas 50 ações, somando 81 recomendações.
Participaram do levantamento: Ágora Investimentos, Ativa Investimentos, BB Investimentos, BTG Pactual, Genial Investimentos, Itaú BBA, Santander, Terra Investimentos, e XP Investimentos.
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