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Ivan Ryngelblum

Ivan Ryngelblum

Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.

patinho feio

“Pouco atraente” para o Credit Suisse, Ultrapar cai mais de 3%

Banco afirma que as ações estão com múltiplos muito elevados e vê limite para potencial de alta dos papéis

Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
10 de fevereiro de 2021
12:48 - atualizado às 18:35
Celular com o logo sa Ultrapar
Ultrapar - Imagem: Shutterstock

Em dia de queda do Ibovespa, as ações da Ultrapar (UGPA3) registraram um dos maiores recuos entre os nomes que compõem o índice, depois que o Credit Suisse afirmou que os papéis da dona dos postos Ipiranga “não estão tão atraentes” e rebaixou a recomendação para neutro.

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As ações fecharam em queda de 2,79%, a R$ 23,71, depois de terem chegado a cair mais de 3% mais cedo.

Não é você, é o múltiplo

Segundo os analistas Regis Cardoso e Marcelo Gumiero, o problema das ações da Ultrapar são os múltiplos em que elas estão sendo negociadas.

Desde os resultados do terceiro trimestre, os papéis acumularam alta de 42% e passaram a registrar um P/L (a relação entre o preço das ações e o lucro da empresa, que demonstra quanto os investidores estão dispostos a pagar pelo lucro potencial) de 21 vezes, acima das 15 vezes em que estavam anteriormente.

“Nós não vemos mais um valuation atrativo sob a perspectiva dos múltiplos, como foi o caso em novembro”, diz trecho do relatório.

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Perspectiva (um pouco) melhor

Ainda que tenham rebaixado a recomendação para as ações da Ultrapar, os analistas do Credit Suisse elevaram o preço-alvo dos papéis de R$ 23,00 para R$ 24,00, após ajustarem as projeções para os resultados da companhia.

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Eles realizaram um leve reajuste positivo para o lucro líquido em 2021 e 2022, de 2% e 1,6%, respectivamente, esperando uma recuperação das atividades após a pandemia.

Os analistas destacaram ainda que o potencial de alta das ações ficou limitado depois que ela não conseguiu vencer a disputa pela Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), da Petrobras. A estatal reiniciou o processo de venda da unidade porque as ofertas ficaram abaixo do esperado.

Para o quarto trimestre, eles estimam que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) alcance R$ 951 milhões, um recuo de 7% em relação ao terceiro trimestre, mas um avanço de 11% ante o mesmo período de 2019.

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A queda trimestral, segundo os analistas, será provocada pela Ipiranga. Eles estimam que a margem Ebitda recuará, por conta de menores ganhos com estoques e a normalização das despesas com vendas no final do ano passado.

O desempenho da Ultragaz também deve piorar em relação ao terceiro trimestre, enquanto os outros segmentos em que a Ultrapar atua permanecerão estáveis.

Questões pontuais, com efeito positivo na linha financeira do balanço, devem levar a um aumento de 63% do lucro líquido, em base trimestral, para R$ 285 milhões.

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