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Empresa aprovou em conselho a proposta de venda do imóvel da companhia localizado no Rio de Janeiro, em mais um passo para ter dinheiro no caixa
A Oi (OIBR3), em recuperação judicial, confirmou que aprovou em conselho, por unanimidade, a proposta de venda do imóvel da companhia localizado no Rio de Janeiro, na Rua Humberto de Campos, 425, Leblon.
O imóvel está em um terreno de aproximadamente 2.295m2 e tem área construída de 13.182m2, segundo a companhia, que destacou que a operação está sujeita à realização prévia de due diligence pelo futuro comprador e à aprovação da Anatel.
"Será dada ciência da aprovação ora concedida ao Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro e será postulada a expedição de alvará judicial para a transferência do bem", disse a Oi.
A Oi (OIBR3) tem vendido ativos com o objetivo de reduzir seu endividamento. Entre as maiores alienações feitas pela companhia estão a da Unitel (R$ 4,2 bilhões), das torres e data centers: (R$ 1,4 bilhão) e da telefonia móvel: )R$ 15,8 bilhões).
Quando entrou em recuperação judicial, em 2016, a operadora tinha dívidas na casa dos R$ 65 bilhões. A empresa, nas palavras de Rodrigo Abreu, CEO da companhia, "fazia de tudo, para todo mundo, em todo o país", o que gerou uma espiral de problemas financeiros.
Em paralelo, também havia um problema estrutural atingindo o setor: a queda da telefonia fixa e dos serviços associados à infraestrutura de fios de cobre. As receitas foram minguando com a transição da tecnologia — a banda larga passou a usar cabos coaxiais e, agora, começa a migrar para a fibra.
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"A companhia precisava de um plano pra fazer duas coisas: primeiro, para recompor a receita, substituir a receita que estava caindo muito rapidamente, relativa à telefonia física e ao cobre", disse Abreu em entrevista ao Seu Dinheiro. "E, segundo, para investir em algo que tivesse perenidade e capacidade de crescer muito rápido".
Alvo de especulação e muita volatilidade, as ações da Oi (OIBR3) fecharam a sexta-feira (8) a R$ 0,93, longe do preço-alvo de R$ 2,65, segundo mediana de estimativas reunidas pelo TradeMap. Três entre quatro casas de análise recomendam a compra dos papéis.
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