Na Itaúsa, que investe em Itaú e Alpargatas, lucro salta 487%
Cifra chegou a R$ 3,514 bilhões no segundo trimestre deste ano, com avanço das companhias do portfólio da holding; companhia anunciou proventos

A Itaúsa (ITSA4) — holding que tem em seu portfólio ações de Itaú, Alpargatas, entre outras — apresentou lucro líquido de R$ 3,514 bilhões no segundo trimestre deste ano, alta anual de 487,1%.
O lucro líquido recorrente foi de R$ 2,855 bilhões, avanço de 99%. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) sobre o PL Médio atingiu 19,5% no primeiro semestre, aumento de 13,5 pontos porcentuais na comparação anual.
O ROE recorrente foi de 17,9%, avanço de 8,5 pontos porcentuais, ainda conforme a empresa. O ativo total da Itaúsa somou R$ 69,423 bilhões no trimestre, 22,8% superior ao do mesmo período de 2020.
O patrimônio líquido fechou junho em R$ 61,112 bilhões, 15,5% maior do que no mesmo período do ano passado.
- O setor financeiro teve desempenho total de R$ 2,743 bilhões, avanço de 93%;
- O setor não financeiro da Itaúsa somou R$ 225 milhões, alta de 281%;
O que diz a Itaúsa
Para a holding, as companhias do portfólio apresentaram novamente avanços "importantes nos resultados operacionais".
No setor financeiro, a Itaúsa destacou a melhor margem financeira e menor volume de perdas esperadas com operações de crédito, "aliados ao controle eficiente das despesas gerais e administrativas, impulsionando o crescimento do lucro".
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Em bens de consumo e materiais para construção civil, a Itaúsa lembra que Alpargatas e Dexco (antiga Duratex) apresentaram novamente crescimento nas vendas, na receita líquida e no Ebida, "mesmo com pressões no custo de alguns insumos".
"Cabe destacar que este foi o melhor 2º trimestre da história da Dexco", disse a companhia.
Nos segmentos de distribuição e transporte de gás, NTS e Copa Energia também tiveram crescimento de receita. "Adicionalmente, a partir de junho, os resultados da XP Inc. passaram a ser reconhecidos pela Itaúsa, o que também contribuiu positivamente para o resultado da holding".
Itaúsa: endividamento e despesas
A Itaúsa registrou crescimento de 1.715% no endividamento líquido em seu balanço patrimonial, atingindo R$ 3,867 bilhão.
O resultado financeiro foi de R$ 19 milhões de despesas, aumento de 138% em comparação ao segundo trimestre do ano passado. A empresa atribuiu o desempenho a maiores despesas com juros de debêntures.
Por outro lado, compensaram a maior rentabilidade do caixa, dada a maior taxa básica de juros, segundo a Itaúsa.
As despesas administrativas totalizaram R$ 33 milhões no segundo trimestre, alta de 38% de acordo com a holding.
A empresa diz que o resultado é reflexo da reversão pontual de provisões relacionada a projetos de novos negócios ocorrida no segundo trimestre de 2020.
Entre os negócios recentes da Itaúsa está o aporte de R$ 1,3 bilhão na empresa de saneamento Aegea.
ITSA4 está abaixo do preço-alvo do Credit Suisse
Em relatório de junho, o Credit Suisse elevou o preço-alvo da Itaúsa para R$ 14,50 — os papéis eram negociados a R$ 11,56 nesta segunda.
“Acreditamos que a Itaúsa continua sendo uma proposta atraente e um bom veículo alternativo de investimento para aproveitar as sólidas perspectivas do Itaú Unibanco”, escreveram os analistas Marcelo Telles e Alonso Garcia, em relatório a clientes.
Pelas projeções dos analistas do Credit Suisse, a Itaúsa deve manter uma distribuição de 85% dos dividendos recebidos das subsidiárias aos acionistas, o que representa entre 35% e 45% dos lucros projetados para o período de 2021 a 2023.
Nesta segunda, a Itaúsa anunciou a declaração de R$ 314 milhões em proventos brutos (R$ 0,037340/ação), totalizando R$ 938 milhões brutos (R$ 0,25073/ação) a serem pagos em 26 de agosto.
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