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Kaype Abreu
Kaype Abreu
Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.
temporada de resultados

Lucro do Itaú Unibanco sobe 55%, soma R$ 6,5 bilhões e supera projeções

Banco também reportou um avanço do retorno sobre o patrimônio (ROE) de 13,5% no segundo trimestre de 2020 para 18,9% no balanço atual

2 de agosto de 2021
19:15 - atualizado às 20:40
Itaú
Imagem: Shutterstock

O Itaú Unibanco registrou lucro líquido contábil de R$ 7,5 bilhões no segundo trimestre de 2021, número que supera a cifra de um ano atrás e as projeções do mercado.

Analistas projetavam lucro de R$ 6,331 bilhões no período, segundo dados da Bloomberg. No segundo trimestre do ano passado, a instituição teve lucro de R$ 3,424 bilhões.

O lucro líquido recorrente do banco - que exclui fatores extraordinários - somou R$ 6,543 bilhões no período, também superando os números apontados pelo mercado. O resultado é 55,6% maior do que há um ano.

O Itaú é o segundo grande banco com operação no Brasil a divulgar os resultados do segundo trimestre. No último dia 28, o Santander reportou R$ 4,171 bilhões de lucro, o maior de sua história. Nesta semana, Bradesco e Banco do Brasil também divulgam balanço.

Além da alta no lucro, o Itaú reportou um avanço do retorno sobre o patrimônio (ROE) de 13,5% no segundo trimestre de 2020 para 18,9% no balanço atual. Nos três primeiros meses deste ano, a linha ficou em 18,5%.

Já a margem gerencial financeira somou R$ 18,792 bilhões no período, em uma alta de 12% em relação ao segundo trimestre do ano passado e de 0,8% sobre o trimestre anterior.

Para o CFO do Itaú, Alexsandro Broedel, junho mostra uma consolidação de uma recuperação iniciada no primeiro trimestre deste ano. "Tivemos resultados positivos na margem com clientes e em serviços reforçando a boa performance do banco em linha com a recuperação da economia", disse.

Carteira de crédito, provisões e inadimplência

A carteira de crédito total cresceu 12,0% ante o segundo trimestre de 2020, atingindo R$ 909,1 bilhões em junho de 2021, segundo o Itaú.

O avanço reflete o desempenho das carteiras de crédito de pessoas físicas e de micro, pequenas e médias empresas, que avançaram 22,2% e 23,4%, respectivamente, no mesmo período.

O custo do crédito, que inclui a despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa (PDD) totalizou R$ 4,7 bilhões no segundo trimestre, uma redução de 39,6% quando comparado ao mesmo trimestre do ano passado.

Entre abril e junho deste ano, a despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa foi de R$ 4,8 bilhões, 36,1% menor do que a observada no segundo trimestre de 2020.

Segundo o Itaú, o índice de inadimplência medido por créditos vencidos há mais de 90 dias atingiu 2,3%, redução de 0,4 ponto percentual quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

Digitalização

A frente de digitalização dos negócios do Itaú, importante para os grandes bancos desde o avanço das fintechs, segue avançando, diz o banco.

No segundo trimestre deste ano, foram adicionados 4,7 milhões de clientes por meio de canais digitais. O iti, que evoluiu de carteira digital para uma operação completa de banco 100% digital, atingiu 7,8 milhões de clientes em junho.

Foram conquistados mais de 2,6 milhões de clientes entre abril e junho deste ano, dos quais 90% são não correntistas, segundo o Itaú. "Esses são dados que corroboram o projeto iVarejo 2030, que transforma a experiência do cliente, ao integrar suas interações físicas e digitais".

O projeto tem como um de seus objetivos de longo prazo quadruplicar as vendas digitais do banco, e responder por 50% das receitas até 2025.

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