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Em dezembro, o governo mexicano e a Braskem entraram em uma briga de preços e pedidos de revisão de contratos com a estatal Pemex
A petroquímica Braskem anunciou nesta quinta-feira (07) que irá retomar parcialmente as operações de sua controlada Braskem Idesa (BI) no México.
A situação da companhia no país é complicada. Em dezembro, o governo mexicano e a Braskem entraram em uma briga de preços e pedidos de revisão de contratos com a Pemex, controlada pelo governo mexicano, e que hoje tem um acordo de 20 anos para o fornecimento de etano (66 mil barris por dia), o que permite a produção de 1,05 milhão de toneladas de polietileno por ano. O México havia paralisado a entrega do gás natural, principal insumo para a produção.
A retomada da operação no país será feita com 'base em um modelo de negócios experimental', com protocolos de segurança que devem reduzir o impacto na capacidade de suprir a demanda da indústria plástica mexicana.
O comunicado também afirma que a companhia tomará medidas legais contra a Pemex, via sua controladora direta - a Braskem Netherlands - para o cumprimento das obrigações legais e contratuais. O intuito é proteger o investimento feito na região. "Tais medidas preveem um período de remediação e negociação no qual se buscará uma solução entre as partes".
O documento também esclarece que a controladora segue sujeita à situação adversa em decorrência da interrupção e não tem uma estimativa do retorno integral das atividades ou do impacto completo. A Braskem afirma ainda que busca alternativas para solucionar a falta de etano no país.
A retomada das operações no país pode ajudar a destravar o processo de venda da participação da Odebrecht na companhia.
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