O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
No espírito do que o Felipe diz — de que não trabalhamos como analistas, mas somos analistas o tempo inteiro —, perguntei a ele como havia sido 2020 para os negócios.
Dias atrás, chegou até mim a chance de conversar com um dos produtores nacionais de contêineres.
Leia também:
No espírito do que o Felipe diz — de que não trabalhamos como analistas, mas somos analistas o tempo inteiro —, perguntei a ele como havia sido 2020 para os negócios.
O sujeito ficou um pouco encabulado antes de responder.
Como introito, fez questão de explicitar que alguns de seus familiares mais próximos foram seriamente debilitados pela Covid, neutralizando quaisquer impressões positivas sobre o ano passado.
Reclamou da absurda demora para começar a vacinação por aqui — "em Israel eu já estaria vacinado duas vezes".
Leia Também
E só depois se sentiu à vontade para descrever o histórico corporativo, inesperadamente formidável.
"Me sinto até mal por isso, sabe? É claro que eu jamais poderia ter desejado um ano assim, mas a verdade é que não lembro de outra época em que eu tenha faturado tanto e com tão boas margens."
Aproveitei para perguntar também quais eram suas expectativas para os próximos meses, e soube que não eram ruins.
"Olha, não sou besta de achar que vou repetir 2020 em 2021. Por tudo o que está acontecendo, espero que não mesmo! Preço dos insumos subiu forte, já afeta minha margem, sabe? Mas começo a ver uns sinais de economia se recuperando, tô desconfiado que vai ser um ano bom."
Num exercício irresponsável de indução, arrisco-me a extrair uma heurística mais geral a partir desse diálogo bastante específico.
Nos recentes movimentos do mercado, forma-se a impressão maniqueísta de um "stay at home" colocado sempre em oposição aos casos beneficiados pelo fim do isolamento.
Seguindo essa ótica simplista, tudo aquilo que subiu em 2020 deve ser corrigido de agora em diante.
Contudo, conforme vemos pelo relato verbal supracitado, trata-se de uma ilação precipitada.
Parte daquilo que subiu em 2020 tem plenos fundamentos para continuar subindo em 2021, por motivos semelhantes ou diferentes.
Ir bem em 2020 não é um pecado, e não cobra penitência em 2021.
No exemplo que eu julgo mais emblemático, pergunto:
Por que a forte demanda residencial — fomentada em tempos de isolamento — haveria de ser prejudicada pela abertura social e econômica?
Se a Selic vier a subir, não subirá tanto. Definitivamente, não subirá a ponto de retroceder com a mudança paradigmática do financiamento imobiliário no Brasil.
E famílias com mais renda disponível sempre significaram algo de bom para as incorporadoras.
Felizmente, algumas coisas funcionam com ou sem Covid, funcionam antes de dormir e depois de acordar.
Nessa última noite, sonhei que acordava sozinho, dentro de um contêiner.
Eu batia nas paredes, pedindo ajuda para sair dali, mas ninguém me ouvia, e o barulho das batidas só servia para me ensurdecer.
Resolvi parar de bater. Não havia nada a ganhar com todo aquele barulho ecoado, e um pouco a perder para os meus tímpanos já cansados.
Em silêncio, passei a prestar atenção nas cargas depositadas dentro do contêiner.
Eram todas cargas perecíveis.
De pronto, não consegui evitar o desespero de morrer abraçado com toneladas de matéria orgânica podre.
Com sorte, porém, recobrei a razão. Supostamente, aquelas cargas valiam muito e precisariam ser entregues em breve, ou se tornariam inúteis para os seus compradores.
Essa constatação me deu certa tranquilidade para esperar pelo momento — de provável iminência — em que eu sairia dali.
A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta
A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs
Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual
Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje
Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras
Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro
Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje
Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais
Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial
Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão
Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando
Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora
Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval
Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais
Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas