🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Análise objetiva: o que podemos esperar para o próximo semestre

6 de julho de 2021
10:53 - atualizado às 18:06
gráfico de desempenho
Escolhas de mercado, fusões e aquisições são quatro vezes mais importantes do que desempenho de uma empresa — e eu te provo isso aqui - Imagem: Shutterstock

Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; 
hoje, os idiotas pensam pelos melhores. 
Criou-se uma situação realmente trágica: 
ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Nelson Rodrigues

Em seu livro já clássico “O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como uma vela no escuro”, Carl Sagan oferece uma comparação estatística simples, que, se levada a sério, pouparia esforços de crédulos e causaria abalos sísmicos ao turismo de uma cidade francesa. Diz assim (frisa-se: palavras dele):

“Em 1858, uma aparição da Virgem Maria foi relatada em Lourdes, França, e desde então centenas de milhões de pessoas desenganadas têm ido a Lourdes na esperança de serem curadas. A Igreja rejeitou a autenticidade de um grande número de pretensas curas milagrosas, mas aceitou apenas 65, em quase um século e meio. A taxa de regressão espontânea em todos os cânceres é estimada entre 1 em 10 mil e 1 em 100 mil. Se apenas 5% dos que vão a Lourdes ali estivessem para tratar de seus cânceres, deveria haver entre 50 e 500 curas milagrosas só de câncer. Como apenas 3 dos 65 casos autenticados são de câncer, a taxa de regressão espontânea em Lourdes parece ser inferior à que existiria se as vítimas estivessem simplesmente ficado em casa.”

Se, acometido pela Covid-19, você tomasse um remédio qualquer, suponhamos aleatoriamente uma medicação tradicional para tratamento de malária e terminasse se recuperando, poderia afirmar que melhorou por conta da ingestão do remédio?

Estamos diante da falácia lógica clássica “post hoc, propter hoc”, a confusão entre correlação e causa. Não é porque algo aconteceu depois de um determinado fato que derive dele, que haja alguma relação causal entre as coisas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se estamos no campo das crenças ou da ideologia, saímos da racionalidade por construção e, portanto, nos afastamos da lógica, incorrendo mais facilmente em falácias e conclusões equivocadas. Se você é um devoto de Nossa Senhora, visita Lourdes e volta curado, vai atribuir quase necessariamente a melhora à Virgem. Se você tem um político de estimação e ele prescreve um medicamento qualquer, muito possivelmente você vai conferir poder de cura ao remédio, ainda que a ciência insista no contrário. 

Leia Também

Não é nada com você, em particular. É da natureza humana. Misturamos aqui dois vieses cognitivos muito bem documentados na literatura das Finanças Comportamentais: o de confirmação e o halo effect.

O primeiro se refere à tendência de perseguirmos informações, argumentos e fatos que confirmem nossas convicções prévias, enquanto evitamos o contraditório, muitas vezes sem nem conhecê-lo. Pulamos para a conclusão antes mesmo dos contra-argumentos; da tese à síntese, sem passar pela antítese. Matamos a ciência e sua cartilha dialética.

O segundo descreve a tendência de, por conta de uma virtude particular, fazer-se um julgamento geral, ainda que uma coisa não tenha necessariamente nada a ver com a outra. Um garçom educado e dedicado no restaurante é percebido como inteligente e íntegro. Uma pessoa simpática torna-se bonita. E, claro, um político amado vira epidemiologista e sommelier de vacina.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma das vantagens das decisões de sistemas quantitativos sobre aqueles discricionários e subjetivos do humano é que ele não tem religião, crença ou preferência político-partidária — assumindo, claro, que seus programadores não criaram setups para sair comprando ou vendendo conforme as aparições do Papa Francisco ou as bravatas populistas à esquerda e à direita.

Escrevo este Day One num momento em que sobe a temperatura política. Pesquisas de intenção de voto apontam a vitória do ex-presidente Lula na eleição de 2022. E matéria do UOL sugere participação do então deputado Jair Bolsonaro em esquema de rachadinha. O debate fica acalorado, as conversas sobem o tom, a educação e a cordialidade dão lugar às ofensas. A racionalidade vai embora.

Há de se ter muito cuidado para suas decisões de investimento não serem contaminadas pelo fundamentalismo religioso ou político-partidário. 

Seja na CPI da Covid, seja na matéria do UOL, ao menos até aqui, sobra muito mais ruído do que sinal. O barulho das redes sociais em prol do impeachment, até o momento pelo menos, não encontra materialidade em fatos, tampouco dispõe-se de ambiência política para tanto. E qualquer suposição sobre as eleições de 2022 neste momento tem a mesma validade prática de uma conversa sobre como poderíamos colonizar Saturno. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Contra a cloroquina e contra a mortadela, a verdade. O fundamentalismo que nos interessa é aquele de Graham e Buffett. A verdade objetiva sobre as ações está nos demonstrativos financeiros trimestrais. Antecipar o que ali pode conter oferece a resposta para tempos sombrios, em que só a ciência como uma vela no escuro pode iluminar o caminho. 

A primeira amostra que tivemos nesse sentido veio da prévia operacional de Cury, inaugurando a safra de divulgação de lançamentos e vendas contratadas de incorporadoras no segundo trimestre. Os lançamentos montaram a R$ 686 milhões no trimestre, o que representa uma alta de 120% sobre mesmo período de 2020 e de 16% frente aos três meses imediatamente anteriores. Vendas contratadas ficaram em R$ 682 milhões, subindo 134% e 15%, respectivamente.

Números bons no geral, para desafiar a desconfiança do mercado com incorporadoras. É a realidade se impondo, gradativamente, sobre os preconceitos. 

Com exceção de Eztec e Even, esse segundo trimestre deve mostrar resultados fortes para home builders em geral. Mais do que isso, abre espaço para um segundo semestre muito forte, com queda de preço dos insumos (aço já caiu 2,5% na semana passada, segundo a Platts), bons lançamentos de projeto e demanda vigorosa.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além da possível boa reação de Cury hoje, abre um read through interessante para todos os players de baixa renda. Direcional é minha favorita no segmento. Tornando curta uma longa história, enquanto Cury vale R$ 3 bilhões, Direcional vale R$ 2 bilhões, sendo que deve se aproximar bastante dos números de Cury nos próximos trimestres com ramp-up de Riva, com margens semelhantes.

Outro destaque importante desta temporada de resultados e também da próxima deve ser o setor de commodities. Com o minério de ferro voltando a US$ 220 por tonelada e o petróleo a US$ 78 por barril, vamos começar a ventilar uma geração de caixa livre para o acionista no ano próxima a 30% do valor de mercado de Vale e Petrobras

Não é fé. É pura conta. E é muita coisa.

Um beijo muito carinhoso para minha prima Lourdes, que não vejo há bastante tempo mas tinha uma posição grande de Vale e Petrobras. Com os dividendos a caminho, ela já deve estar se preparando para visitar o interior da França no final do ano. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar