Bolsas americanas sobem e Wall Street renova recordes, mas ativos brasileiros em NY recuam
Os mercados de Nova York dão continuidade ao movimento de ontem e continuam avançando, aproveitando a agenda econômica esvaziada antes da decisão do Fed; o EWZ e os ADRs de empresas brasileiras vão na contramão

Os mercados brasileiros ficarão fechados nesta terça-feira (2) por causa do feriado de Finados. Lá fora, no entanto, temos um dia normal — e de novos recordes em Wall Street. As bolsas americanas operam em alta e dão continuidade ao movimento positivo visto ontem, atingindo novas máximas; esse otimismo, no entanto, não se estende aos ativos brasileiros negociados por lá.
Por volta de 15h45 (horário de Brasília), o Dow Jones subia 0,45%, aos 36.076 pontos — ontem foi a primeira vez na história que o índice superou o nível dos 36 mil pontos. O S&P 500, com ganhos de 0,38%, e o Nasdaq, em alta de 0,16%, também têm um dia tranquilo e se sustentam no azul desde a manhã.
Em linhas gerais, os dois primeiros dias da semana foram marcados por uma ausência de dados econômicos de maior peso no mundo; em paralelo, há a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) inicie a retirada de estímulos da economia americana na reunião de amanhã. É um cenário que, se concretizado, tende a atrair recursos internacionais para o país, dada a perspectiva de aumento de juros no médio prazo.
Sendo assim, os investidores aproveitam o clima ameno para aumentar as posições em bolsa; mas, a partir de amanhã, com a decisão do Fed e a coletiva de imprensa de Jerome Powell, presidente do BC americano, é esperado um aumento na volatilidade na bolsa. O payroll de outubro, a ser divulgado na sexta (5), é outro evento que pode trazer instabilidade às negociações.
Dito isso, nem tudo em Wall Street está no campo positivo: os ativos brasileiros negociados em Nova York operam em queda firme, o que tende a provocar ajustes de baixa na B3 na próxima quarta-feira, quando o pregão volta a abrir por aqui — ontem, o Ibovespa fechou em alta de 2%.
Nesse cenário, o EWZ, principal fundo de índice (ETF) de ações brasileiras negociado em Wall Street, recuava 2,18% em Nova York, a US$ 29,14; as tensões antes da votação da PEC dos Precatórios e as constantes sinalizações por parte do governo quanto a uma possível intervenção na política da Petrobras são fatores de risco que rondam os ativos domésticos.
Leia Também
Veja também como estão se comportando alguns dos recibos de ações (ADRs) de empresas nacionais em Wall Street nesta terça-feira:
- Petrobras (PBR): -1,86%
- Vale (VALE): -5,08%
- Itaú Unibanco (ITUB): -1,54%
- Bradesco (BBD): -2,07%
- Ambev (ABEV): -2,00%
- Gerdau (GGB): -1,82%
- CSN (SID): -3,41%
- Embraer (ERJ): -1,45%
- Eletrobras (EBR): -2,16%
[captacao]
Europa e Ásia
Na Europa, as bolsas assumiram um tom misto nesta terça: os mercados da Alemanha e da França, os principais do continente, fecharam em alta; já os índices do Reino Unido, Espanha e Itália terminaram no vermelho. Como resultado, o Stoxx 600, índice pan-europeu de ações, encerrou em leve alta de 0,11% — veja como ficaram as principais praças:
- Alemanha (DAX): +0,94%
- Reino Unido (FTSE 1000): -0,19%
- França (CAC 40): +0,49%
- Espanha (IBEX): -0,84%
- Itália (FTSE MIB): -0,06%
A sessão foi ligeiramente negativa na Ásia, com muitas das praças devolvendo parte dos ganhos vistos na segunda feira — caso do Japão, cuja bolsa fechou em queda de 0,43%, e de Hong Kong, com baixa de 0,22%. Na China, a bolsa de Xangai cravou o segundo dia de perdas e recuou 1,13%; por lá, dados de atividade econômica mais fracos que o esperado têm minado a confiança dos investidores.
Commodities e câmbio
Os contratos de petróleo operam em baixa nesta terça-feira: o barril do Brent para janeiro recua 0,27%, a US$ 84,48, enquanto o WTI para dezembro cai 0,56%, a US$ 83,58. Os contratos do minério de ferro com vencimento em dezembro na Nymex tiveram queda de 2,59% e acumulam baixa de mais de 5% na semana — o que ajuda a explicar o mau desempenho dos ADRs da Vale e das siderúrgicas.
No câmbio, o DXY — índice que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta com outras divisas fortes — avança 0,21% e indica um leve fortalecimento da moeda americana antes da reunião do Fed; é esperado que o BC americano dê início ao processo gradual de retirada de estímulos da economia.
DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO
‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 10:48MODO DEFESA
Salve-se quem puder: Ibovespa pode tombar 17% após reeleição de Lula, avalia BTG; quais ações podem escapar?
26 de outubro de 2026 - 10:17NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS
Petrobras despenca 12%, Vale cai 4% e EWZ tomba 19%: a reação imediata à vitória de Lula — e o que vem por aí
25 de outubro de 2026 - 22:28Conteúdo Empiricus
O teto do INSS hoje é de R$ 8.475,55, mas grupo de investidores recebeu o dobro com esse sistema; entenda
25 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #293
Eleições podem destravar IPOs e novas emissões de dívida no Brasil? CEO da Nero Capital responde
23 de outubro de 2026 - 18:56O EFEITO DAS URNAS
Depois de lucrar com a alta do Ibovespa, tubarões se protegem no mercado, de olho em eleição mais acirrada
23 de outubro de 2026 - 17:53MERCADO DE FIIs
Fundo imobiliário ALZR11 vai ao mercado em busca de até R$ 530,5 milhões; veja os detalhes
23 de outubro de 2026 - 14:28SMALL CAPS EM ALTA
10 small caps que saltaram mais de 50% em outubro e lideram rali histórico na bolsa
23 de outubro de 2026 - 13:13NOVAS VITRINES
Allos (ALOS3) mira gestão de fundos imobiliários e vende fatias de shoppings à Kinea; confira os detalhes da parceria
23 de outubro de 2026 - 12:30AS 3 ESTAÇÕES
Ganho de até 50% em dólares: as ações que florescem na primavera da bolsa brasileira
22 de outubro de 2026 - 19:45MUDOU A META?
Meta (META) cai mais de 7% após balanço; veja 3 pontos para prestar atenção, segundo o Safra
22 de outubro de 2026 - 14:32PODCAST TOUROS E URSOS
Crescimento à vista? As oportunidades que podem surgir na bolsa e na renda fixa após as eleições
22 de outubro de 2026 - 11:00ENTRE CHIPS E TIJOLOS
A corrida da IA precisa de imóveis para data centers. E isso pode abrir espaço — e riscos — para os FIIs
21 de outubro de 2026 - 15:30ORGANIZANDO A CASA
Gigante à vista: Patria fica a um passo de unir quatro fundos imobiliários (FIIs) em um só
21 de outubro de 2026 - 11:20DECOLOU