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Notícia de que Nubank espera abrir capital avaliado em US$ 100 bilhões – mais que o Itaú, maior banco brasileiro – impulsionou ações do Inter, supostamente subavaliado
O Nubank ainda não é uma empresa listada na bolsa, mas nem por isso a popular fintech deixa de fazer a cabeça dos investidores do mercado financeiro.
Com mais de 40 milhões de clientes em toda a América Latina e pouco mais de oito anos de existência, a dona dos populares cartões roxinhos conta até com a Berkshire Hathaway, do lendário megainvestidor Warren Buffett, na lista de investidores, mas tem planos mais ambiciosos de captar de US$ 3 bilhões a US$ 5 bilhões em sua oferta.
Segundo informações da Reuters, a fintech brasileira planeja chegar à bolsa americana valendo cerca de US$ 100 bilhões. A quantia representa quase o dobro do valor de mercado do Itaú Unibanco, hoje avaliado em cerca de US$ 55 bilhões e é bem superior aos US$ 30 bilhões registrados após a última rodada de aportes na companhia.
O número generoso levanta algumas sobrancelhas no mercado, mas impulsiona as ações de outro banco digital que também está de malas prontas para Nova York - o banco Inter. As units do banco digital registraram hoje a maior alta do Ibovespa, com um ganho de 4,66% a R$ 67,18.
Para Matheus Jaconeli, economista da Nova Futura Investimentos, a expectativa em relação ao valuation do Nubank faz com que muitos investidores considerem que o Inter esteja descontado e devesse, na realidade, valer mais. "Dado que Inter e Nubank atuam no mesmo nicho, a avaliação do Nubank traz perspectivas positivas em relação ao setor no qual o Inter está inserido".
O analista de investimentos da Warren, Iago Souza, diz que não vê evidência de que o crescimento implícito nas novas projeções seja razoável. "Existe um otimismo enorme para o que o banco pode gerar de caixa no futuro, mas é um pouco assustador que ele possa valer mais que o Itaú e o Banco do Brasil juntos”.
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O valor de mercado pretendido pelo Nubank é o grande motor do dia, mas não é só isso que movimenta os papéis do Inter.
Para o analista da Warren, o movimento comprador vem principalmente de investidores estrangeiros e recupera parte da queda expressiva dos papéis na última quarta-feira.
Além disso, outros dois pontos também melhoram a visão dos investidores em relação ao papel. Com o Nubank como forte concorrente, o Inter tem reforçado o seu modelo de concessão de crédito e já atingiu a marca de 1 milhão de clientes. Para Souza, a marca de R$ 3 bilhões em limites concedidos amplia o potencial da carteira de crédito.
Vale lembrar também que teremos mais banco Inter no Ibovespa em breve. As ações preferenciais (BIDI4) estão na carteira teórica do principal índice da B3 que começará a valer no próximo mês.
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