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MERCADOS HOJE

Ibovespa se firma em queda, mas dólar também recua após IPCA forte e ata do Copom

Em dia de agenda cheia, os investidores brasileiros se dividem entre dados da economia e os eventos políticos em Brasília

Dólar em queda
Imagem: Shutterstock

A volatilidade que tem tomado conta da bolsa brasileira nos últimos dias parece longe de dar uma trégua para os ativos domésticos nesta terça-feira (10) — e nos próximos dias. 

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A agenda está cheia de eventos para serem digeridos hoje, como a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e o índice oficial de inflação, o IPCA, do mês de julho, mas em Brasília, a agenda também não dá trégua. 

A PEC do voto impresso deve ser votada hoje em plenário. Embora a expectativa seja de rejeição, a demonstração de força programada pelo presidente Jair Bolsonaro no Planalto, com desfile de veículos militares, causa desconforto.

Além disso, Marcel Andrade, head de renda variável da Vitreo, destaca que essa derrota para o governo deve fortalecer ainda mais o Centrão e que o clima político-fiscal limita bastante os efeitos positivos da temporada de balanços.

Do lado do risco fiscal, os agentes financeiros ainda pesam o impacto do reajuste do Bolsa Família e da PEC dos precatórios. Mas já com algum alívio. Para o mercado, a ideia de um calote dos compromissos começa a parecer inviável e o que deve ocorrer é, de fato, um parcelamento das dívidas. Sobre o novo programa social, as palavras do ministro da Cidadania João Roma afastam o medo de um furo no teto de gastos. 

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Desde o início das negociações, o Ibovespa tem encontrado dificuldade para se firmar em um sentido único, ao contrário das bolsas em Nova York, que voltaram a renovar suas máximas históricas. Instável, por volta das 16h, o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,40%, aos 122.526 pontos. 

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Sem surpresas

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que o IPCA teve a maior elevação no mês de julho em quase 20 anos, com uma aceleração de 0,96%, em linha com as expectativas do mercado.

Já a ata do Copom reforçou o aumento de um ponto percentual já contratado para a próxima reunião e uma expectativa de que a inflação siga acelerando com a retomada econômica forte projetada para o segundo semestre. 

Com a perspectiva de juros mais elevados, o dólar à vista, que chegou a operar em alta mais cedo, tem dia de queda mais firme e recua 0,92%, a R$ 5,1997. A aprovação dos pacote de infraestrutura nos Estados Unidos também contribuem para o movimento.

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Com os dois principais eventos do dia sem grandes surpresas, mas reforçando a inflação forte e uma postura dura do BC, o mercado de juros realiza um pouco da forte alta recente. Confira:

  • Janeiro/22: de 6,52% para 6,50%
  • Janeiro/23: de 8,21% para 8,12%
  • Janeiro/25: de 9,15% para 9,05%
  • Janeiro/27: de 9,52% para 9,45%

Sobe e desce da bolsa

Hoje o petróleo se recupera parcialmente da queda sofrida ontem, o que faz com que as empresas do setor busquem apagar as perdas da véspera. A temporada de balanços embala também as ações das varejistas, em semana importante para o setor. Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
PRIO3PetroRio ONR$ 18,294,04%
EMBR3Embraer ONR$ 19,713,85%
GGBR4Gerdau PNR$ 31,903,04%
COGN3Cogna ONR$ 3,572,59%
VVAR3Via Varejo ONR$ 13,032,52%

Na parte negativa da tabela, o destaque fica com as ações do Iguatemi, em reação ao balanço divulgado na noite de ontem. Confira também as maiores quedas da bolsa hoje:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
IGTA3Iguatemi ONR$ 38,48-3,44%
ENEV3Eneva ONR$ 16,92-2,20%
ABEV3Ambev ONR$ 16,85-1,81%
CCRO3CCR ONR$ 12,60-1,56%
LCAM3Locamérica ONR$ 25,64-1,50%
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