Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Gestão na crise

O que o gestor do fundo mais rentável na crise espera para a bolsa, o dólar e os juros

Fundo Itaú Hedge Plus brilhou na crise e reabriu para uma disputada captação de R$ 1,6 bilhão, que pela primeira vez contou com clientes de fora do banco

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
15 de março de 2021
6:06 - atualizado às 13:23
Andrew Woods, gestor da Itaú Asset
Andrew Woods, gestor da Itaú Asset - Imagem: SM2 Fotografia

Com as entradas para o primeiro lote esgotadas em apenas meia hora, parecia até um show de rock. Mas o frenesi entre os clientes do Itaú foi provocado por uma rara reabertura para captações do Hedge Plus, fundo de investimento que deu um verdadeiro espetáculo em 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O fundo foi um dos grandes destaques entre os multimercados — que podem investir em diferentes classes de ativos e, em tese, podem ganhar em qualquer cenário. O melhor momento ocorreu em março do ano passado, justamente no pior momento do pânico nos mercados com a crise do coronavírus.

Enquanto a maioria dos fundos registrou perdas pesadas, o Hedge Plus teve uma rentabilidade de 9,74%. No acumulado do ano passado, o fundo rendeu 18,45%, contra 2,75% do CDI.

É claro que o desempenho em janelas tão curtas não é suficiente para atestar a qualidade da gestão. Mas o Hedge Plus também se sai bem no longo prazo. Desde que foi aberto para os clientes de alta renda (Personnalité) do Itaú, em outubro de 2017, o retorno acumulado é de 57,13% – contra 18,34% do indicador de referência.

O Hedge Plus captou um total de R$ 1,6 bilhão na reabertura recente, que ainda contou com um elemento novo: pela primeira vez foi oferecido para clientes de outras plataformas além do Itaú. Esses recursos de terceiros —que incluem também family offices, investidores institucionais e "fundos de fundos" — responderam por R$ 600 milhões da captação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O fundo não foi o único a contar com ingressos disputados. A captação aberta no mês passado pelo lendário Verde, de Luis Stuhlberger, também provocou uma corrida às plataformas de investimento.

Leia Também

Nova formação

Mas os investidores que garantiram lugar e agora esperam rever o sucesso do Hedge Plus vão ver uma formação diferente no “palco” da gestão. O fundo passou por mudanças no fim de 2019, com as saídas de Andre Raduan, Mariano Steinert e Emerson Codogno, que deixaram o Itaú para criar a Genoa Capital.

Assim como bandas de rock que surgem com novos integrantes, na indústria de fundos de investimento mexidas desse tipo também trazem questionamentos sobre possíveis mudanças na operação que afetem o desempenho.

O “DNA” do Hedge Plus, contudo, segue o mesmo, me disse Stefano Catinella, diretor comercial da Itaú Asset. “O fundo continua sendo tocado como era antes e segue indo muito bem, como mostram os resultados do ano passado.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O dólar está caro

Quem me falou como o fundo pretende mostrar que o show continua foi Andrew Woods, gestor da Itaú Asset e um dos remanescentes do time principal do Hedge Plus, que conta um patrimônio total de R$ 10,5 bilhões. O time de gestores seniores conta ainda com Ricardo Marin, Oliver Casiuch e Rubens Machado na parte macro, além de Bernardo Gomes e Diogo Aquino na renda variável.

O fundo começou o ano no vermelho, com a visão de que os ativos brasileiros — e em particular o câmbio — já estavam muito desvalorizados. “Nunca se pode subestimar o quanto de prêmio de risco deve ser cobrado do Brasil”, disse Woods.

A cota de março já apresenta uma recuperação das perdas dos dois primeiros meses. Mas se o dólar já parecia caro no fim de 2020, hoje com a moeda norte-americana negociada no patamar de R$ 5,50 a convicção do gestor do Itaú de que o câmbio tem espaço para melhorar aumentou.

Para Woods, o risco fiscal que deteriorou a situação dos mercados brasileiros no início do ano diminuiu com a aprovação da PEC Emergencial na semana passada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar das concessões, ele avalia que o projeto aprovado combina a necessária volta do pagamento auxílio emergencial em meio à piora da pandemia da covid-19 com gatilhos que impedem as contas públicas de saírem totalmente do controle.

A bolsa está barata

Assim como o dólar, a bolsa também vem sofrendo em 2021. Além da incerteza fiscal, a piora da pandemia no país afeta o preço das ações diante da queda na atividade com as novas — e necessárias — medidas de isolamento social.

Como o resultado, o Ibovespa amarga uma queda da ordem de 4% no acumulado do ano, mais uma vez na contramão das bolsas internacionais. Mas o gestor do Itaú considera que as ações brasileiras estão baratas nos preços atuais.

“A bolsa está operando com muito desconto em relação ao que seria o valor justo que nós calculamos. Então, parece que tem algo pra andar.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda que os problemas internos atrapalhem, a aposta é que de a bolsa se beneficie da ampla liquidez global, reforçada pelo novo pacote de estímulos de US$ 1,9 trilhão aprovado nos Estados Unidos.

O dinheiro que corre nas veias da economia global estimula a atividade e o preço das commodities, o que beneficia o Brasil e as ações de várias empresas listadas na B3.

O juro vai subir

Dentro da filosofia do Hedge Plus de diversificar o risco, surge uma posição antagônica à da alta da bolsa e queda do dólar. O fundo está "tomado" em juros, com a aposta de alta das taxas no curto prazo — e em um ritmo ainda maior do que o mercado já espera.

“Os números de inflação vêm surpreendendo, então o Banco Central deveria ser mais hawkish [agressivo na alta de juros] para quebrar essa dinâmica.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira, Woods vê uma “bola dividida”. Se o BC se guiasse apenas pela inflação, deveria elevar a Selic em 0,75 ponto percentual. Diante do atual cenário com a pandemia, porém, o Copom pode optar por uma alta de meio ponto.

Leia também:

Maior risco: a pandemia

No cenário-base do gestor do Itaú, o Brasil deve enfrentar nas próximas semanas o pico da pandemia da covid-19. Mas com o avanço da vacinação, ainda que em um ritmo mais lento do que o esperado e necessário, a tendência é que a taxa de ocupação nos hospitais volte a cair.

Para ele, o maior risco para as posições do Hedge Plus é justamente que esse cenário não se confirme e a economia precise ficar fechada por um período mais prolongado.

Em relação ao aumento da temperatura política na semana passada com a anulação das condenações do ex-presidente Lula na Lava Jato, Woods disse que fundo trabalha principalmente com um cenário de curto prazo na hora de montar suas posições.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por isso o cenário do gestor ainda não mira as eleições presidenciais de 2022. “No Brasil, é muito difícil traçar o cenário político para o próximo mês, então é ainda pior para daqui a 1 ano e 9 meses.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HORA DE INVESTIR

‘Ações não são o patinho feio’. Gestores estão otimistas com os ganhos do Ibovespa mesmo diante da guerra e das eleições

7 de abril de 2026 - 15:42

Em evento do Bradesco BBI, especialistas afirmaram esperar a retomada do apetite dos estrangeiros e a continuidade da queda dos juros para destravar mais valor da Bolsa

A FOME DO 'PACMAN DOS FIIS'

O Zagros Renda (GGRC11) quer levantar até R$ 1,5 bilhão em nova oferta de cotas; entenda o que está na jogada para o fundo imobiliário

7 de abril de 2026 - 10:41

O fundo imobiliário GGRC11 poderá emitir um lote extra de até 50%, o que pode elevar o volume total da oferta

RECOMENDAÇÃO DE COMPRA

Copo meio cheio? Projeções para a Hypera (HYPE3) pioram, mas ação ainda pode saltar até 33%, diz Santander — e caneta emagrecedora é um dos motivos

6 de abril de 2026 - 18:02

Santander espera que a Hypera tenha um 1º trimestre mais fraco em 2026, mas ainda assim recomenda a compra da ação; o que está em jogo?

NOVOS PATAMARES

Qual o próximo passo da JBS na bolsa norte-americana, segundo o BTG? Veja qual a vantagem para o investidor

6 de abril de 2026 - 15:01

Aos poucos, a empresa está amadurecendo seus procedimentos internos e pode se tornar uma candidata a novos patamares nos EUA, como entrar em certos índices de ações

FII DO MÊS

Fundo imobiliário com carteira ‘genuinamente híbrida’ é o favorito para investir em abril — e ainda está com desconto 

6 de abril de 2026 - 6:04

O FII do mês da série do Seu Dinheiro é avaliado como um dos maiores e mais diversificados fundos imobiliários do mercado brasileiro

CARTEIRA RECOMENDADA

Small caps: Minerva Foods (BEEF3) e Azzas 2154 (AZZA3) entram na carteira de abril da Terra Investimentos; veja quem sai

5 de abril de 2026 - 17:52

Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)

OPORTUNIDADE NA CARTEIRA

Dividendos em abril: veja as ações recomendadas pelo Safra para turbinar os ganhos

5 de abril de 2026 - 14:48

Segundo o banco, o portfólio busca superar o Índice de Dividendos (IDIV) da B3 no longo prazo

GRINGO NA ÁREA

Nem a guerra do Irã parou a bolsa: mercado brasileiro deve ter melhor 1º trimestre em fluxo de capital estrangeiro desde 2022

4 de abril de 2026 - 13:42

Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já acumulava R$ 7,05 bilhões, e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue

ENTRE ALTOS E BAIXOS

Natura (NATU3) sai na frente e RD Saúde (RADL3) é ação com pior desempenho; veja os destaques do Ibovespa nesta semana

4 de abril de 2026 - 12:49

Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda

ENTENDA

Tombo de quase 80%: Fictor Alimentos (FICT3) vira ação de centavos e recebe alerta da B3

3 de abril de 2026 - 17:41

A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

Maior alta do Ibovespa na semana: Natura (NATU3) salta 12% com “selo” de gigante global. Vem mais por aí?

3 de abril de 2026 - 14:30

Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar

HORA DE COMPRAR?

Ação da Embraer (EMBJ3) tem sinal verde de compra? Empresa aumenta entregas de aviões em 47% e analistas dão veredito

3 de abril de 2026 - 12:52

A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra

FOCO EM RENDA EXTRA

Não é Auren (AURE3) nem Engie (EGIE3): a elétrica favorita do Santander pode pagar dividendos de até 24%

3 de abril de 2026 - 11:04

Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas

ONDE INVESTIR

Onde investir em abril? Os ativos para se proteger do risco geopolítico e ainda ganhar dinheiro; Petrobras (PETR4) se destaca com dividendos no radar

3 de abril de 2026 - 7:01

Confira as recomendações da Empiricus Research em abril para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas

MERCADOS HOJE

Trump promete força total na guerra contra o Irã e espalha medo, mas Ibovespa consegue se segurar, enquanto petróleo dispara

2 de abril de 2026 - 10:56

Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos

AÇÃO DO MÊS

Axia Energia (AXIA6) segue nos holofotes com dividendos no radar — mas não é a única; confira as favoritas dos analistas para investir em abril

2 de abril de 2026 - 6:04

A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros

PORTFÓLIO INTERNACIONAL

Tchau, Ozempic? Empiricus corta Novo Nordisk e outras gigantes de carteira para abril — e reforça aposta em IA, streaming e petróleo

1 de abril de 2026 - 18:33

Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio

VEJA O CASO A CASO

Guerra no bolso: BofA rebaixa Azzas 2154 (AZZA3) e corta projeções de Magazine Luiza (MGLU3), GPA (PCAR3) e mais — veja quem sofre e quem escapa no varejo

1 de abril de 2026 - 17:28

O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados

QUEM VAI SE DAR MELHOR

Sai Prio (PRIO3), entra Petrobras (PETR4): dividendo com o fim da guerra é o alvo do BTG para abril

1 de abril de 2026 - 15:51

Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês

RENDA EXTRA NÃO VALE A PENA?

Cyrela (CYRE3) pode ativar ‘gatilho’ que pagaria até R$ 1,9 bilhão em dividendos extraordinários — mas o lucro não deve chegar ao bolso do acionista; por quê?

1 de abril de 2026 - 15:15

JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia