🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

Bia Azevedo
Bia Azevedo
31 de dezembro de 2025
7:30 - atualizado às 18:32
Touro da B3 triste
Maiores quedas Ibovespa - Imagem: Imagem gerada por IA

Se houvesse uma confraternização de fim de ano no Ibovespa, seria uma rara festa em que emagrecer não renderia elogios inconvenientes… muito pelo contrário. A Raízen (RAIZ4) provavelmente seria a mais mal-humorada da noite, acompanhada de Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As três, nessa ordem, formam o desgostoso pódio das ações com maior queda de valor no Ibovespa ao longo do ano. Mas, como desgraça gosta de companhia, veja abaixo os outros sete papéis que compõem o top 10 dos que mais encolheram desde janeiro:

TickerEmpresaVariação anual
RAIZ4Raízen ON-62,50%
HAPV3Hapvida ON-55,96%
NATU3Natura ON-41,61%
CSAN3Cosan ON-34,80%
SMTO3São Martinho-33,60%
BRKM5Braskem PN-31,87%
VAMO3Vamos ON-29,48%
BRAV3Brava Energia ON-28,40%
RECV3PetroReconcavo ON-26,45%
SUZB3Suzano ON-14,92%

A maior queda do Ibovespa: o que aconteceu com a Raízen (RAIZ4)?

Com um modelo de negócio que exige muito capital, a empresa viu seu endividamento explodir nos últimos trimestres, ao mesmo tempo em que as margens de lucro do setor de combustíveis diminuíram e as altas taxas de juros deixaram o ambiente de crédito ainda mais caro.

Para você ter uma noção, a dívida líquida da empresa bateu R$ 53,4 bilhões no último resultado trimestral publicado, o que equivale a uma alavancagem de 5,1 vezes dívida líquida sobre Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, patamar considerado bem elevado.

Isso quer dizer que se a Raízen mantivesse o nível atual de Ebitda e destinasse todo esse resultado apenas para quitar dívidas, ela levaria pouco mais de cinco anos para zerar o endividamento — isso sem considerar juros, investimentos ou dividendos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, o mercado passou a questionar a capacidade da empresa de desalavancar no curto prazo sem recorrer a vendas adicionais de ativos ou a novas medidas de reforço de capital.

Leia Também

Na visão do JP Morgan, por exemplo, seria preciso juntar quase a totalidade do valor de mercado da controladora, Cosan (CSAN3), para que o endividamento volte a um patamar aceitável.

Além disso, a Raízen acabou entrando no radar negativo em um momento de maior aversão a risco com empresas alavancadas no mercado brasileiro. A falta de clareza sobre a velocidade da recuperação operacional e sobre os próximos passos estratégicos reforçou o movimento de saída dos investidores, levando o papel a uma forte derrocada.

A Hapvida, além de mais magra, se recupera de um belo resfriado

Já a administradora de planos de saúde e dentários protagonizou o episódio mais dramático da bolsa de valores este ano, ao cair cerca de 42% em um único pregão após divulgar o balanço do terceiro trimestre, em novembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E pior: essa não foi a primeira vez que os papéis da empresa foram dilacerados depois de um resultado.

Em março de 2023, a companhia se viu em uma situação bem parecida ao cair mais de 30% em um dia depois de publicar os números referentes ao quarto trimestre de 2022. Inclusive, os sintomas que causaram a crise na época são muito parecidos com os que causaram o estrago deste ano.

Em ambos os casos, o mercado não gostou nada de ver o aumento da sinistralidade, que é o percentual de uso dos serviços prestados pela operadora de saúde versus a receita total recebida.

Esse aumento causou impacto em outras linhas do balanço, que vieram abaixo do esperado pelos analistas, como foi o caso do Ebitda. A companhia também consumiu caixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Seu Dinheiro fez uma reportagem especial explicando os pormenores da situação da Hapvida, você pode conferir neste link ou no vídeo abaixo:

Haja cosméticos para disfarçar o emagrecimento da Natura

A Natura, por sua vez, vive resquícios de uma crise que começou há anos, herança da ambição de expansão global que marcou o início da década de 2010 e deixou um legado de complexidade operacional e endividamento.

Em 2025, algumas boas notícias até chegaram a animar o mercado, como a incorporação da holding Natura&Co pela Natura Cosméticos, simplificando a estrutura operacional da empresa. Além disso, os investidores chegaram a comemorar a venda da Avon Internacional a fundos da Regent.

Também houve quem visse com bons olhos o retorno da marca e a volta do grupo às “origens”, com a Natura Cosméticos reassumindo o papel de “marca-mãe” no desenho organizacional — movimento enquadrado na chamada Onda 2, que busca simplificar a estrutura e reforçar o foco em execução, geração de caixa e rentabilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo assim, os resultados da empresa nos últimos trimestres não foram nada animadores. No último balanço, analistas do Itaú BBA destacaram que a Natura entregou números abaixo das já fracas estimativas do mercado, com consumo de caixa e alavancagem elevada.

Fora isso, o cenário macro no Brasil, com juros básicos na casa dos 15% ao ano, pesou contra as ações. A companhia carregava uma dívida de R$ 4 bilhões ao final do terceiro trimestre, com alavancagem de 2,53 vezes dívida líquida sobre Ebitda, patamar considerado bem elevado para o JP Morgan, por exemplo.

Segundo o banco, o desempenho foi prejudicado por uma combinação de fatores: cenário macroeconômico desfavorável no Brasil, condições de crédito mais restritivas, interrupções operacionais que impactaram a receita e consequente desalavancagem operacional, em meio a despesas gerais e administrativas (G&A) ainda em crescimento.

Por aqui, o enfraquecimento das vendas também acende um alerta para os analistas do banco. No exterior, o ambiente econômico tampouco colaborou: a volatilidade cambial acabou pesando sobre os resultados da operação na Argentina.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro fator monitorado de perto é a conclusão da venda da Avon Internacional. A operação, prevista para o primeiro trimestre de 2026, tende a reduzir riscos estruturais e retirar do balanço um negócio deficitário, mas ainda adiciona um grau de incerteza no curto prazo.

Em um cenário de atraso na transação, a companhia poderia demandar reforço de liquidez — hipótese que, segundo o Itaú BBA, não é tratada como central no momento.

Você pode entender mais a fundo a situação da companhia e o histórico maldito que a trouxe até aqui nesta reportagem do Seu Dinheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar