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Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Se houvesse uma confraternização de fim de ano no Ibovespa, seria uma rara festa em que emagrecer não renderia elogios inconvenientes… muito pelo contrário. A Raízen (RAIZ4) provavelmente seria a mais mal-humorada da noite, acompanhada de Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3).
As três, nessa ordem, formam o desgostoso pódio das ações com maior queda de valor no Ibovespa ao longo do ano. Mas, como desgraça gosta de companhia, veja abaixo os outros sete papéis que compõem o top 10 dos que mais encolheram desde janeiro:
| Ticker | Empresa | Variação anual |
| RAIZ4 | Raízen ON | -62,50% |
| HAPV3 | Hapvida ON | -55,96% |
| NATU3 | Natura ON | -41,61% |
| CSAN3 | Cosan ON | -34,80% |
| SMTO3 | São Martinho | -33,60% |
| BRKM5 | Braskem PN | -31,87% |
| VAMO3 | Vamos ON | -29,48% |
| BRAV3 | Brava Energia ON | -28,40% |
| RECV3 | PetroReconcavo ON | -26,45% |
| SUZB3 | Suzano ON | -14,92% |
Com um modelo de negócio que exige muito capital, a empresa viu seu endividamento explodir nos últimos trimestres, ao mesmo tempo em que as margens de lucro do setor de combustíveis diminuíram e as altas taxas de juros deixaram o ambiente de crédito ainda mais caro.
Para você ter uma noção, a dívida líquida da empresa bateu R$ 53,4 bilhões no último resultado trimestral publicado, o que equivale a uma alavancagem de 5,1 vezes dívida líquida sobre Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, patamar considerado bem elevado.
Isso quer dizer que se a Raízen mantivesse o nível atual de Ebitda e destinasse todo esse resultado apenas para quitar dívidas, ela levaria pouco mais de cinco anos para zerar o endividamento — isso sem considerar juros, investimentos ou dividendos.
Assim, o mercado passou a questionar a capacidade da empresa de desalavancar no curto prazo sem recorrer a vendas adicionais de ativos ou a novas medidas de reforço de capital.
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Na visão do JP Morgan, por exemplo, seria preciso juntar quase a totalidade do valor de mercado da controladora, Cosan (CSAN3), para que o endividamento volte a um patamar aceitável.
Além disso, a Raízen acabou entrando no radar negativo em um momento de maior aversão a risco com empresas alavancadas no mercado brasileiro. A falta de clareza sobre a velocidade da recuperação operacional e sobre os próximos passos estratégicos reforçou o movimento de saída dos investidores, levando o papel a uma forte derrocada.
Já a administradora de planos de saúde e dentários protagonizou o episódio mais dramático da bolsa de valores este ano, ao cair cerca de 42% em um único pregão após divulgar o balanço do terceiro trimestre, em novembro.
E pior: essa não foi a primeira vez que os papéis da empresa foram dilacerados depois de um resultado.
Em março de 2023, a companhia se viu em uma situação bem parecida ao cair mais de 30% em um dia depois de publicar os números referentes ao quarto trimestre de 2022. Inclusive, os sintomas que causaram a crise na época são muito parecidos com os que causaram o estrago deste ano.
Em ambos os casos, o mercado não gostou nada de ver o aumento da sinistralidade, que é o percentual de uso dos serviços prestados pela operadora de saúde versus a receita total recebida.
Esse aumento causou impacto em outras linhas do balanço, que vieram abaixo do esperado pelos analistas, como foi o caso do Ebitda. A companhia também consumiu caixa.
O Seu Dinheiro fez uma reportagem especial explicando os pormenores da situação da Hapvida, você pode conferir neste link ou no vídeo abaixo:
A Natura, por sua vez, vive resquícios de uma crise que começou há anos, herança da ambição de expansão global que marcou o início da década de 2010 e deixou um legado de complexidade operacional e endividamento.
Em 2025, algumas boas notícias até chegaram a animar o mercado, como a incorporação da holding Natura&Co pela Natura Cosméticos, simplificando a estrutura operacional da empresa. Além disso, os investidores chegaram a comemorar a venda da Avon Internacional a fundos da Regent.
Também houve quem visse com bons olhos o retorno da marca e a volta do grupo às “origens”, com a Natura Cosméticos reassumindo o papel de “marca-mãe” no desenho organizacional — movimento enquadrado na chamada Onda 2, que busca simplificar a estrutura e reforçar o foco em execução, geração de caixa e rentabilidade.
Mesmo assim, os resultados da empresa nos últimos trimestres não foram nada animadores. No último balanço, analistas do Itaú BBA destacaram que a Natura entregou números abaixo das já fracas estimativas do mercado, com consumo de caixa e alavancagem elevada.
Fora isso, o cenário macro no Brasil, com juros básicos na casa dos 15% ao ano, pesou contra as ações. A companhia carregava uma dívida de R$ 4 bilhões ao final do terceiro trimestre, com alavancagem de 2,53 vezes dívida líquida sobre Ebitda, patamar considerado bem elevado para o JP Morgan, por exemplo.
Segundo o banco, o desempenho foi prejudicado por uma combinação de fatores: cenário macroeconômico desfavorável no Brasil, condições de crédito mais restritivas, interrupções operacionais que impactaram a receita e consequente desalavancagem operacional, em meio a despesas gerais e administrativas (G&A) ainda em crescimento.
Por aqui, o enfraquecimento das vendas também acende um alerta para os analistas do banco. No exterior, o ambiente econômico tampouco colaborou: a volatilidade cambial acabou pesando sobre os resultados da operação na Argentina.
Outro fator monitorado de perto é a conclusão da venda da Avon Internacional. A operação, prevista para o primeiro trimestre de 2026, tende a reduzir riscos estruturais e retirar do balanço um negócio deficitário, mas ainda adiciona um grau de incerteza no curto prazo.
Em um cenário de atraso na transação, a companhia poderia demandar reforço de liquidez — hipótese que, segundo o Itaú BBA, não é tratada como central no momento.
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