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Dani Alvarenga

Repórter de fundos imobiliários e finanças pessoais no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP).

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

Dani Alvarenga
8 de janeiro de 2026
10:13 - atualizado às 10:20
Lotus Tower, laje corporativa em construção e localizada em Brasília. - Imagem: Divulgação

Quem passa pela Faria Lima se impressiona com a grandeza do edifício Pátio Malzoni, a maior laje corporativa do Brasil. Porém, o que nem todos sabem é que, no coração do país, há um outro gigante sendo construído — e o fundo imobiliário Capitânia Office (CPOF11) quer fazer parte dele.

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O FII anunciou, por meio de fato relevante, que assinou um compromisso para adquirir participação na segunda maior laje corporativa do país: o edifício corporativo Lotus Tower, localizado em Brasília (DF). Segundo o documento divulgado, a transação pode chegar a R$ 1,93 bilhão.

O empreendimento ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”, com entrega prevista até abril de 2027. Com mais de 169.000 m² de área construída, o empreendimento oferece lajes corporativas a partir de 1.300 m².

A localização do imóvel também chama atenção, sendo situado na Asa Norte, a menos de cinco minutos da Esplanada dos Ministérios.

Um pedaço para o CPOF11: os detalhes da aquisição

A área privativa total do fundo imobiliário pode chegar a 88.265 metros quadrados, a depender da participação efetivamente comprada, que também influenciará no preço total da operação.

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O pagamento do empreendimento será feito em etapas. Inicialmente, o FII desembolsará um sinal equivalente a 10% do valor, após o cumprimento de condições precedentes usuais, como auditorias jurídica e técnica.

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O saldo restante, por sua vez, será pago após a emissão do “Habite-se” (isto é, certificado de conclusão de obra) de cada torre, conforme o cronograma contratual, com correção pelo IPCA.

Como proteção adicional, a vendedora se compromete a entregar os imóveis integralmente locados. Caso isso não ocorra, deverá garantir ao fundo imobiliário uma renda líquida mensal equivalente a 9% ao ano sobre o valor das áreas não locadas, pelo período de 12 meses após a emissão do Habite-se.

Estratégia do fundo imobiliário

De acordo com a gestora, a aquisição está alinhada à estratégia do CPOF11 de investir em ativos de alta qualidade, com contratos robustos, prazos longos e localização estratégica.

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O fundo imobiliário destaca também que o mercado corporativo de Brasília apresenta vacância inferior a 10%, com forte demanda por lajes premium.

O setor público responde por mais de 70% da ocupação na capital federal, o que, segundo o FII, contribui para a maior previsibilidade de receitas.

A gestora estima um cap rate (taxa de capitalização) de 9% ao ano, com valor de locação projetado de R$ 164 por metro quadrado. A conclusão da operação ainda depende da captação de recursos por meio de oferta pública de cotas.

*Com informações do Money Times.

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