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Com o cenário de incertezas ainda em alta, o mercado opta mais uma vez para papéis que podem atuar como porto seguro. Confira as principais recomendações dos analistas
“Em um cenário onde o coronavírus domina as bolsas globais, é preciso entrar março preparado para lidar com a alta volatilidade”. Esse foi o recado que eu passei no meu texto da Ação do mês de março de 2020 e que (infelizmente) vale a pena ser resgatado um ano depois.
Há um ano começávamos a adotar as primeiras medidas de isolamento social no país, com a expectativa de que em apenas alguns dias a vida poderia voltar ao normal.
Bom, esse foi um erro e tanto de cálculo. Um ano depois, março chega junto com o pior período da pandemia do coronavírus no Brasil e com o endurecimento das medidas restritivas que, na realidade, nunca nos abandonaram.
A fotografia pode até parecer igual, mas não somos os mesmos. Os últimos doze meses trouxeram uma crise sem precedentes, uma transformação radical da nossa vida em sociedade e um mercado financeiro com um comportamento cada vez mais imprevisível.
Hoje, o coronavírus segue em foco, mas a volatilidade acima da média que temos visto no mercado brasileiro também tem outras raízes. O mercado olha atento para as medidas tomadas pelo governo federal para contornar a grave crise financeira herdada do vírus e, na falta de certezas, acaba reagindo muitas vezes de forma irracional ao mais leve dos ruídos.
Se lá no ano passado a Vale (VALE3) era apenas um dos destaques da bolsa brasileira, como uma opção resiliente para os tempos de turbulência que se aproximavam, hoje ela reina absoluta na preferência dos analistas.
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A companhia atravessou a crise de forma exemplar e ainda conta com um empurrãozinho de uma série de fatores que ajudam a sustentar a visão de que as suas ações estão baratas. A aposta é grande e se confirma com a indicação feita por oito instituições. Esse é o décimo quinto mês que a mineradora fica entre as favoritas.
Neste mês, a novidade fica por conta da segunda posição, já que tivemos um empate entre seis companhias que o mercado também enxerga com bons olhos: Totvs (TOTS3), Taesa (TAEE3), B3 (B3SA3), Minerva (BEEF3), Klabin (KLBN11) e Gerdau (GGBR4).
Entendendo a Ação do Mês: todos os meses o Seu Dinheiro Premium consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são as principais apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 ações, os analistas indicam as suas três prediletas. Com o ranking nas mãos, selecionamos as que contaram com pelo menos duas indicações.
Confira a seleção completa feita por 13 corretoras:

Durante toda a crise do coronavírus, a Vale (VALE3) tem se mostrado a aposta mais frequente dos analistas para atravessar os mares revoltos do mercado financeiro. A companhia reinou durante o ano passado inteiro e segue firme entre as favoritas do mercado também em 2021.
A mineradora foi indicada por oito das 13 corretoras consultadas neste mês — Ágora Investimentos, Guide Investimentos, Órama Investimentos, Planner Corretora, Necton, Terra Investimentos, Banco Santander e CM Capital. Prova de que a companhia é uma boa aposta é que a ação figura entre os maiores retornos do ano, com uma alta de mais de 14% enquanto o Ibovespa amarga uma queda de mais de 4%.
Não é que a Vale não tenha sido afetada pela crise. Ela foi. O coronavírus mexeu com toda a cadeia de demanda e produção da mineradora, mas a companhia soube se manter em pé e em destaque. O trabalho da gestão é um dos pontos chave para o sucesso.
A mineradora tem conseguido reduzir sua dívida líquida e segue com um fluxo de caixa robusto. Ela conseguiu reverter o prejuízo do ano e fechou 2020 com um lucro de US$ 4,9 bilhões.
Também contam pontos positivos para a companhia a alta expressiva do minério de ferro e a cotação elevada do dólar - dois pontos que ajudam a mineradora a compensar o balanço e a retomada mais lenta do que o esperado da produção.
Os analistas da Ágora Investimentos estimam que a commodity deve terminar 2021 no patamar de US$ 130, em um momento que o mercado global tem cerca de 80 milhões de toneladas em déficit de minério de ferro, puxado principalmente pela retomada dos investimentos em infraestrutura na Ásia e na Europa.
A gestão da companhia também anda buscando operações mais eficientes e rentáveis, o que justifica a venda de sua usina na Nova Caledônia. Os analistas também acreditam que o novo ciclo de baixas nas taxas de juros globais, expansão fiscal e um dólar mais fraco formam um ambiente positivo para um novo ciclo de investimentos fortes em commodities.
Os reflexos da tragédia de Brumadinho seguem acompanhando a Vale, mas o acordo para reparação fechado pela companhia foi bem-recebido pelo mercado.
Para os analistas, mesmo após a alta recente, o papel da mineradora segue atrativo e se mostra descontado frente aos seus pares internacionais. Na leitura da Guide, os papéis estão sendo negociados a 3,6 vezes EV/Ebitda, contra uma média de 6,2 vezes do setor.
Com as ações da Vale concentrando a maior parte das recomendações, sobrou pouco espaço para outros papéis brilharem, mas alguns deles conseguiram.
Tradicionalmente, sempre destacamos aqui as três opções com o maior número de recomendações. Como o segundo lugar foi um empate entre seis companhias, trouxemos um breve resumo de cada uma delas com a justificativa da razão pela qual o mercado aposta nestes nomes. Confira:
Mesmo atuando em um segmento com grande concorrência, a Totvs tem se consolidado entre as queridinhas do mercado ao apresentar números acima das expectativas e um bom portfólio de produtos. Ainda que a empresa tenha saído perdedora na disputa pela Linx, os analistas enxergam grande potencial de crescimento para a Totvs, tanto por meio de aquisições e lançamentos de novos produtos quanto organicamente. Com produtos que visam oferecer soluções para e-commerce, a empresa deve ver um crescimento ainda maior na demanda.
Para o Banco Santander, mesmo com a alta recente das ações a companhia segue sendo uma opção descontada frente aos seus pares globais de software.
Empresa atuante no setor de transmissão de energia, a Taesa se destaca pela distribuição de dividendos e por um crescimento médio de receita nos últimos 10 anos de 13% ao ano. Para a Órama Investimentos, a companhia é uma boa opção de ativo defensivo para a carteira, já que carrega uma previsibilidade dos fluxos de caixa e o bom histórico operacional da companhia “traz certa tranquilidade quanto à tese de investimento mesmo em cenários adversos”. Já a Planner destaca que a empresa atua com foco em ativos que gerem valor e taxas de retorno atrativas.
Para a B3, empresa que provê toda a infraestrutura do mercado financeiro brasileiro, o último ano tem sido de transformação e isso se reflete na confiança do mercado na companhia. Esse é o segundo mês consecutivo que ela aparece entre as favoritas.
Com os juros baixos cada vez mais pessoas buscam otimizar os seus ganhos e nem mesmo a pior crise do século foi capaz de frear o aquecimento do mercado de capitais brasileiro. Além de uma grande quantidade de novas empresas listadas, a companhia também vê cada vez mais investidores de varejo na bolsa.
Tanto a CM Capital quanto a Ativa acreditam que essa tendência deve seguir e a empresa, que tem o monopólio nacional na negociação de ativos de renda variável no mercado brasileiro, surge como uma opção resiliente para os tempos de alta volatilidade.
Os resultados do quarto trimestre de 2020, divulgados recentemente, animaram o mercado e os acionistas, já que a companhia propôs a divisão de proventos em patamares recordes, o que, segundo a Toro Investimentos, coloca a companhia entre uma das mais importantes pagadoras de proventos da Bolsa, “o que pode aumentar o apetite ao risco dos investidores em relação ao papel, impulsionando o movimento de curto e médio prazo das ações”.
A Klabin é a maior exportadora e produtora de papéis e embalagens do Brasil e tem apresentado resultados financeiros robustos. Como resultado da crise do coronavírus, as grandes produtoras de celulose estão com os seus estoques reduzidos, o que leva a commodity a surfar um novo ciclo de alta, em um momento de real desvalorizado, o que beneficia a companhia. Para a Elite Investimentos, a companhia é uma boa opção dentro do segmento por ter uma exposição reduzida ao mercado doméstico - que ainda encontra dificuldades de recuperação.
Produtora de aços com presença internacional, a Gerdau é uma empresa que se beneficia das perspectivas de crescimento da construção civil no Brasil e de obras de infraestrutura em países como os Estados Unidos. Devido à crise, o cenário é de estoque escasso, o que pressiona o aumento dos preços dos produtos.
A Ativa Investimentos destaca que a estratégia da companhia envolve um foco maior na operação brasileira, o que permite a comercialização de produtos que dão uma margem maior para a companhia. Caso exista uma correção no preço do minério de ferro, a companhia pode ser menos afetada, já que a relevância da commodity em sua receita é menor do que outros players do setor.
Em fevereiro, a bolsa brasileira sofreu não só com o prolongamento da crise do coronavírus, mas também com uma série de crises originadas na capital federal.
Teve tensão com a forma de financiamento do auxílio emergencial, ataques aos comandos das estatais e até uma intervenção direta na Petrobras. Lá de fora veio o temor de que as taxas de juros americanas podem ser elevadas antes do planejado. Tudo isso fez com que o principal índice da bolsa brasileira recuasse mais de 4%.
As companhias que figuraram no pódio dos analistas no mês passado acompanharam o cenário de cautela que predominou no mercado. A B3 teve um recuo de 10% e o Bradesco caiu 8,55%. A exceção ficou por conta da Vale, que teve uma alta de 5%. Confira a tabela completa:

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