🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Mordida no bolso

Spread no Tesouro Direto: o pedágio que come uma parte do seu rendimento

Diferença entre as taxas de compra e venda dos títulos públicos reduz retorno de quem vende o papel antes do vencimento

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
4 de agosto de 2020
5:30 - atualizado às 22:25
Investidor em dúvida sobre a hora certa de comprar e vender NTN-B e prefixados no Tesouro Direto
Qual a hora certa de comprar e vender NTN-B e prefixados no Tesouro Direto? - Imagem: POMB/Seu Dinheiro

Volta e meia algum leitor me questiona acerca da rentabilidade dos títulos públicos que aparecem no nosso balanço mensal de investimentos, como este, referente ao último mês de julho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para os títulos públicos, eu utilizo os números divulgados pelo próprio Tesouro Direto nesta página, no site do programa. Ou seja, trata-se do número, digamos, oficial.

Mas eu tenho percebido que a forma como o Tesouro Direto calcula o retorno dos títulos suscita muita dúvida, e resolvi aproveitar os questionamentos dos leitores para esclarecer como o Tesouro calcula a sua tabela de rentabilidades e também para falar de um negócio que poucos investidores do programa devem conhecer: o famigerado spread.

Como o Tesouro Direto calcula a rentabilidade divulgada

Eu conversei com Paulo Marques, gerente do Tesouro Direto, e ele me explicou que, para calcular a rentabilidade dos títulos, o programa sempre considera o preço de compra da manhã da data inicial do período considerado e o preço de venda da manhã da data final.

Os preços de compra e venda da manhã são aqueles divulgados pelo Tesouro Direto na sua abertura, às 9h30. O Tesouro os divulga diariamente, nesta página, na seção “Histórico de preços e taxas”, em planilhas separadas por tipo de título e ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O preço de compra de um título é sempre diferente do seu preço de venda num mesmo momento, pois existe um spread (diferença) entre as taxas de compra e venda. Esse spread é de 0,01 ponto percentual no caso dos títulos Tesouro Selic e 0,12 ponto percentual para os prefixados e atrelados à inflação.

Leia Também

Em outras palavras, a taxa de venda de um Tesouro Prefixado, por exemplo, é sempre 0,12 ponto percentual maior que a taxa de compra, o que faz com que o preço de venda seja sempre um pouco menor do que o preço de compra num mesmo momento.

Por exemplo, na manhã de ontem, dia 3 de agosto, o preço de compra de um título Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035 era de R$ 2.020,64, enquanto o de venda era de R$ 1.986,41. A taxa de compra era de 3,40% + IPCA, e a de venda era de 3,52% + IPCA.

O Tesouro Direto não é o único contexto em que vemos isso acontecer. Se você já comprou moeda estrangeira para viajar, deve ter reparado que também há diferença entre os preços de compra e venda, e que eles são sempre mais vantajosos para a casa de câmbio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por que o Tesouro Direto considera o preço de venda

Ao divulgar a rentabilidade dos títulos, o Tesouro quer mostrar quanto um investidor ganharia (ou perderia), em determinado período, caso comprasse o papel na data inicial e o vendesse na data final.

Isso porque as eventuais variações positivas ou negativas nos preços dos títulos só fazem diferença mesmo para quem vende o papel antecipadamente.

Quem opta por ficar com ele até o vencimento até percebe as suas flutuações ao longo do tempo, mas no fim do prazo vai receber exatamente a rentabilidade contratada no ato da compra, independentemente de quão volátil o título tenha sido no meio do caminho.

Se o título por algum motivo acabar se valorizando muito nos seus primeiros anos de investimento, ele fatalmente vai se valorizar menos ou até se desvalorizar nos seus anos finais, de modo que seu preço no vencimento garanta apenas a rentabilidade contratada - nem mais, nem menos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um pedágio para quem vende

Na prática, o que o spread faz é comer uma parte da rentabilidade do investidor que vende o título antes do vencimento, o que acaba funcionando como uma espécie de pedágio para quem quer sair do investimento antes.

Se considerarmos apenas os preços de compra nas datas inicial e final, teremos o retorno do cara que comprou na data inicial, mas não vendeu. Esta rentabilidade acaba sendo maior - às vezes substancialmente - do que se considerarmos a hipótese de haver venda.

Por exemplo, o título Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035, a antiga NTN-B Principal, rendeu 2,52% em junho e 10,76% em julho se considerarmos apenas os seus preços de compra na manhã.

Porém, se levarmos em conta o spread, como faz o Tesouro Direto, esses rendimentos caem para 0,78% e 8,89%, respectivamente. Repare que, no primeiro caso, o retorno para quem vende o título antecipadamente chega a ser 70% menor!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas não se preocupe em estar sendo “enganado” pelo Tesouro. A rentabilidade bruta que você vê na sua área logada do Tesouro Direto, onde você confere os seus extratos e também a sua posição diária, já considera esse spread. O retorno exibido é o que você receberia caso vendesse o seu título no momento da consulta.

O Tesouro vai além e ainda mostra quanto você pagaria de IR e taxa de custódia caso se desfizesse do papel naquele dia, além do valor líquido que entraria na sua conta. A orientação do Tesouro é que o investidor sempre considere a rentabilidade exibida no seu extrato.

Então existem duas rentabilidades para um mesmo título?

Eu conversei sobre essa questão com o Luiz Rogé, analista de renda fixa da Empiricus que já escreveu alguns textos aqui para o Seu Dinheiro, inclusive sobre essa questão do spread.

Ele me disse que, de fato, o spread faz mais diferença para quem compra e vende títulos ativamente do que para quem compra títulos para segurar até o vencimento. Afinal, para esse segundo sujeito, o que vale mesmo é a rentabilidade contratada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, ele considera que são duas maneiras diferentes de calcular a rentabilidade, e que você pode considerar uma ou outra, dependendo do seu objetivo. Ele me explicou que, na Empiricus, ele divulga a rentabilidade dos títulos indicados para longo prazo com base apenas nos preços de compra.

Já para as carteiras destinadas aos investimentos mais táticos, de prazos mais curtos, cujo objetivo é justamente ganhar com a valorização do título, ele prefere divulgar a rentabilidade que considera o preço de venda na data final, nos moldes da que o Tesouro divulga.

Mas por que raios existe esse tal de spread?

Embora acabe funcionando como uma espécie de pedágio para quem vende seus títulos antecipadamente, a função do spread não é exatamente desincentivar a venda do título antes do vencimento (ao menos não oficialmente). Afinal, o Tesouro garante liquidez diária para todos os seus papéis, independentemente do prazo.

A função do spread no Tesouro Direto é acomodar as variações de preços que os títulos públicos têm no mercado secundário ao longo do dia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado secundário é onde os grandes investidores - como os fundos de investimento e fundos de pensão - compram e vendem títulos entre si. O Tesouro Direto é considerado mercado primário, pois nele os investidores (as pessoas físicas) compram e vendem diretamente com o emissor do ativo, que é o Tesouro Nacional.

Os preços do Tesouro Direto são definidos pela mesa de operações do programa, tomando como referência os preços do mercado secundário e também dos leilões de títulos realizados pelo Tesouro Nacional.

Há três precificações ao longo do dia. A da manhã, uma à tarde e uma no fechamento. Segundo o Tesouro, o spread entre os preços de compra e venda acomoda as eventuais variações que o preço daquele título pode ter tido entre uma precificação e outra.

Se não houvesse spread, a pessoa física conseguiria acompanhar os preços no secundário e especular no Tesouro Direto, isto é, seria capaz de fazer operações de curtíssimo prazo, pois já teria a referência do secundário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O spread, nesse sentido, se destina mais a evitar esse tipo de especulação de prazo muito curto, que poderia causar até prejuízos ao Tesouro Nacional. Segundo o Tesouro, a ausência do spread poderia também levar o Tesouro Direto a ter as negociações interrompidas com mais frequência.

Mas 0,12 ponto percentual não é muito?

Ainda mais em tempos de Selic tão baixa? Lembre-se de que essa história de spread já deu o que falar no ano passado.

Em abril de 2019, eu publiquei uma matéria mostrando que o Tesouro Selic estava perdendo da poupança, se consideradas apenas as datas de aniversário, em prazos inferiores a seis meses.

Na época, o spread entre as taxas de compra e venda do Tesouro Selic era de 0,04 ponto percentual, e a Selic estava em 6,50% ao ano. Pouco tempo depois, o Tesouro anunciou a redução do spread do Tesouro Selic para 0,01 ponto percentual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O gerente do Tesouro Direto, Paulo Marques, me explicou que, no Tesouro Selic, como a volatilidade é baixa, e a taxa que você recebe a mais que a Selic é pequena, o spread para acomodar as variações no preço do título ao longo do dia pode ser baixo. Assim, esse spread de 0,01 ponto percentual praticado hoje é o suficiente.

Mas no caso dos títulos prefixados e dos atrelados à inflação, diz ele, o spread de fato precisa ser um pouco maior, pois os preços e as taxas variam mais durante o dia.

Perguntei se, assim como ocorreu com o Tesouro Selic, haveria algum plano de reduzir o spread desses papéis, mas por ora não há nada definido nesse sentido. “Mas o Tesouro monitora constantemente para ver se há a possibilidade de redefinir o spread ou não”, me disse Marques.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RENDA FIXA

Com juros altos, o fantasma do endividamento ainda pode assombrar as empresas em 2026? O que esperar do mercado de dívida corporativa

15 de janeiro de 2026 - 6:24

Apesar da pressão dos juros altos, a maioria das empresas fez ajustes importantes, e o setor segue com apetite por crédito — mas nem todas escaparam ilesas

GANHO EM DÓLAR

BTG recomenda bond da Raízen (RAIZ4) na carteira de renda fixa internacional — e outros quatro títulos de dívida de brasileiras

14 de janeiro de 2026 - 17:45

Banco afirma que o mercado “exagerou na punição” à dívida da companhia e vê retorno atrativo para investidores em meio ao forte desconto

CARTEIRA RECOMENDADA

Tesouro Prefixado ou Tesouro IPCA+? O que dizem as recomendações de renda fixa e Tesouro Direto para janeiro

13 de janeiro de 2026 - 12:32

Itaú BBA e XP divergem em suas recomendações de títulos públicos no início deste ano; corretoras e bancos também indicam CRI, CRA, debêntures e CDB

OURO DE TOLO

Investiu em CDBs do Master? Seu retorno pode estar abaixo de 100% do CDI! Veja quanto você já deixou de ganhar com o dinheiro parado

9 de janeiro de 2026 - 12:20

Demora no ressarcimento pelo FGC faz a rentabilidade contratada diluir ao longo do tempo, e o investidor se vê com retorno cada vez menor

BALANÇO DA RENDA FIXA

Com Selic a 15%, renda fixa conservadora brilhou em 2025, mas destaque foram os prefixados; veja o desempenho do Tesouro Direto no ano

1 de janeiro de 2026 - 12:10

Melhor desempenho entre os títulos públicos ficou com os prefixados, que chegaram a se valorizar mais de 20% no ano; na renda fixa privada, destaque foram as debêntures incentivadas

É A VEZ DO CRÉDITO

Adeus, poupança. Olá, debêntures! Como as mudanças na renda fixa mexeram com investimentos e crédito às empresas

22 de dezembro de 2025 - 14:32

Investimentos como CRI/CRA, debêntures e outros reduziram a participação dos bancos nos empréstimos corporativos

RENDA FIXA

Banco ABC Brasil lança LCIs e LCAs com pagamento de juros mensais — entenda a novidade nos títulos isentos de IR

16 de dezembro de 2025 - 17:45

Novos títulos têm vencimento fechado, sem a possibilidade de resgate antecipado

RENDA FIXA

Como garantir retorno de 1% ao mês antes do corte da Selic? Veja simulações de taxas e títulos de renda fixa

11 de dezembro de 2025 - 6:02

O Copom ainda não cortou a taxa de juros, mas isso deve acontecer em breve — e o mercado já se move para ajustar os retornos para baixo

CARTEIRA RECOMENDADA

Última chamada do ano para maiores retornos na renda fixa: carteira de dezembro vai de CRAs da Minerva a CDB prefixado de 14% ao ano

8 de dezembro de 2025 - 14:58

BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam aproveitar as rentabilidades enquanto a taxa de juros segue em 15% ao ano

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Ambipar (AMBP3) não é Americanas (AMER3): as lições dos calotes de 2025 no mercado de crédito privado para avaliar o risco da sua carteira

5 de dezembro de 2025 - 18:09

Em carta mensal, Sparta analisa por que os eventos de crédito deste ano não doeram tanto no mercado de debêntures quanto os de empresas como Americanas e Light em 2023 e avalia os cenários de risco e oportunidades à frente

TEMOR NÃO SE CONFIRMOU

A onda de resgates foi só uma marolinha: para gestor da ARX, fundos de crédito isentos de IR continuarão bombando em 2026

27 de novembro de 2025 - 6:01

Pierre Jadoul não vê investidor disposto a tomar risco e enfrentar volatilidade enquanto juros continuarem altos e eleições aumentarem imprevisibilidade

TEMPO LIMITADO

CDB que rende 150% do CDI é a aposta de investimento do Mercado Pago para a Black Friday

17 de novembro de 2025 - 19:32

O produto estará disponível por tempo limitado, entre os dias 24 e 28 de novembro, para novos clientes

RENDA FIXA

Órfão dos CDBs de 120% do CDI do Banco Master? Confira as opções mais rentáveis com outros emissores e indexadores

17 de novembro de 2025 - 6:09

Após o tombo do Banco Master, investidores ainda encontram CDBs turbinados — mas especialistas alertam para o risco por trás das taxas “boas demais”

ANBIMA DATA

Tesouro Direto: Prefixados disparam e lideram retorno da renda fixa — e tendência deve se intensificar até 2026

15 de novembro de 2025 - 17:05

Levantamento da Anbima mostra que a expectativa de queda da Selic puxou a valorização dos títulos de taxa fixa

ESTRATÉGIA DOS GESTORES

O prêmio voltou: gestores viram a mão nas debêntures isentas de IR, mas ainda apostam em retorno melhor à frente

12 de novembro de 2025 - 18:51

A correção de spreads desde setembro melhora a percepção dos gestores em relação às debêntures incentivadas, com o vislumbre de retorno adequado ao risco

RENDA FIXA

Tesouro Direto: prefixado curto dá adeus aos 13% ao ano — atrelados à inflação começam a perder taxa de 7%

11 de novembro de 2025 - 14:01

Surpresa da divulgação do IPCA de outubro foi gatilho para taxas do Tesouro Direto se afastaram dos níveis mais altos nesta terça-feira (11)

CARTEIRA RECOMENDADA

Renda fixa para novembro: CRAs da Minerva e CDB que paga IPCA + 8,8% são as estrelas das recomendações do mês

7 de novembro de 2025 - 14:21

BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam aproveitar as rentabilidades enquanto a taxa de juros segue em 15% ao ano

RENDA FIXA

Onda de resgates em fundos de infraestrutura vem aí? Sparta vê oportunidade nos ativos isentos de IR listados em bolsa

6 de novembro de 2025 - 16:40

Queda inesperada de demanda acende alerta para os fundos abertos, porém é oportunidade para fundos fechados na visão da gestora

DEBÊNTURES INCENTIVADAS

A maré virou: fundos de infraestrutura isentos de IR se deparam com raro mês negativo, e gestor vê possível onda de resgates

3 de novembro de 2025 - 6:04

Queda inesperada de demanda por debêntures incentivadas abriu spreads e derrubou os preços dos papéis, mas movimento não tem a ver com crise de crédito

DE OLHO NOS RENDIMENTOS

Ficou mais fácil: B3 passa a mostrar posições em renda fixa de diferentes corretoras na área do investidor

23 de outubro de 2025 - 17:50

Funcionalidade facilita o acompanhamento das aplicações, refletindo o interesse crescente por renda fixa em meio à Selic elevada

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar