🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

SD Premium

Os segredos da bolsa: Brasília e Copom decidem se o rali continua ou se a cautela volta com tudo

O noticiário referente a uma importante baixa no ministério da Economia, somado à expectativa quanto à postura do Copom na decisão de juros, vai direcionar o comportamento da bolsa e dos demais ativos domésticos

Victor Aguiar
Victor Aguiar
15 de junho de 2020
5:30 - atualizado às 15:59
segredos da bolsa
Imagem: Shutterstock

A bolsa brasileira começou o mês com tudo: nos primeiros seis pregões de junho, o Ibovespa teve seis altas. Mas, desde então, tivemos uma certa... mudança de ares. Nas últimas três sessões, foram três baixas — nada que apague os ganhos acumulados, mas que, ainda assim, deixa uma pulga atrás da orelha dos investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Afinal, o movimento do começo de junho foi só um rali incomum dentro de um mercado pessimista, ou essa correção recente é uma realização de lucros saudável numa bolsa com potencial de ganhos no futuro? A cotação de equilíbrio do dólar à vista é acima ou abaixo dos R$ 5,00?

Pois teremos alguns eventos que ajudarão a responder essas dúvidas nos próximos dias: no Brasil, o Copom irá decidir o rumo da taxa Selic e dará novas pistas em relação ao futuro da política monetária; lá fora, importantes dados econômicos dos EUA e da Europa darão um panorama mais preciso a respeito do estado da economia global.

Só que, é claro, o rumo da bolsa não depende apenas da agenda de dados econômicos ou das diretrizes da política econômica. O noticiário político, que andava calminho de uns tempos para cá, pode mexer diretamente com o comportamento das ações — e a tendência é a de que tenhamos alguma volatilidade no curto prazo.

Desta vez, não estamos falando de alguma turbulência entre governo, Congresso e STF. A tensão, agora, concentra-se no ministério da Economia, que pode ter uma importante baixa num futuro próximo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A preocupação com uma segunda onda de infecções do coronavírus pelo mundo faz os mercados internacionais começarem a semana com a cautela elevada. As bolsas asiáticas fecharam em baixa durante a madrugada. Os índices futuros em Nova York operam em queda, com o Dow Jones e S&P 500 caindo mais de 2%. Na Europa, os negócios estão no vermelho desde a abertura.

Leia Também

O principal ETF brasileiro negociado em Nova York, o EWZ, tem queda de mais de 3% no pré-mercado americano.

De saída

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, estaria preparando a saída do cargo, conforme noticiado por diversos veículos de imprensa ao longo do domingo. Grande defensor das medidas de ajuste fiscal e das reformas, ele ocupa o posto desde abril de 2018, ainda no governo Temer.

Mansueto é bastante respeitado pelo mercado e tido como um dos pilares dos ajustes econômicos que vêm sendo conduzidos nos últimos anos no país. Ao saber da notícia, eu entrei em contato com um agente financeiro de bastante experiência — e ele se mostrou bastante preocupado:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Era a âncora fiscal da economia! Vamos ver se suprem à altura, mas acho um tanto complicado, até pelo histórico dele…", disse a fonte. "Difícil encontrar alguém tão comprometido e habituado ao governo".

Considerando que, no fim das contas, todo a preocupação do mercado em relação ao noticiário político tem relação com a continuidade ou não das reformas fiscais e do ajuste fiscal, a perda de uma figura como Mansueto tende a aumentar a preocupação dos investidores e embutir um maior prêmio de risco nos ativos.

Mas, por outro lado, há quem defenda que mais importante que Mansueto é o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes — e, atualmente, ele parece mais firme que nunca no comando da pasta, após um período de instabilidade entre março e abril.

Dito isso, os desdobramentos em relação ao caso certamente vão mexer com as negociações na bolsa nos próximos dias — eventuais confirmações de um cronograma para a saída de Mansueto, bem como possíveis nomes a substituí-lo na função, serão aguardados ansiosamente pelo mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E agora, Copom?

No Brasil, teremos uma semana agitada em termos de agenda econômica, com a decisão de política monetária do Copom, na quarta-feira (17), no centro das atenções dos investidores. Veja abaixo os destaques dos próximos dias:

  • Terça-feira (16): vendas no varejo em abril
  • Quarta-feira (17): volume de serviços em abril e decisão do Copom
  • Quinta-feira (18): segunda prévia do IGP-M em junho e IBC-Br em abril

Na última reunião, no início de maio, o Copom cortou a Selic em 0,75 ponto, levando à a 3% ao ano, e fez uma sinalização que parecia definitiva: afirmava, categoricamente, que poderia fazer mais uma redução de igual magnitude em junho, e que, se concretizada, seria a última baixa do ciclo.

Ou seja: no cenário mais agressivo, teremos mais um corte de 0,75 ponto na taxa básica de juros, a 2,25% ao ano. E, de fato, boa parte do mercado aposta neste movimento — uma pequena parcela dos agentes financeiros coloca suas fichas numa redução de 0,50 ponto.

Então, isso quer dizer que não há grandes expectativas em relação à decisão de quarta-feira? Não, não é bem assim: só porque o Copom mandou um recado na última reunião, isso não quer dizer que ele será cumprido à risca.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em fevereiro, o BC cortou a Selic em 0,25 ponto e mostrou-se contrariado, dando a entender que não reduziria mais a taxa básica de juros; apesar disso, baixou em mais 0,50 ponto em março, sinalizando que aquele era o fim do ciclo; em maio, nova queda de 0,75 ponto, com mais uma indicação de término no alívio monetário.

É claro que essas mudanças de trajeto do Copom se devem às deteriorações da economia brasileira e mundial: o surto de coronavírus colocou a atividade global num estado de letargia do dia para a noite — e, por aqui, a crise política aumenta ainda mais às dúvidas quanto à normalização das coisas.

Assim, há diversos fatores a ficar atento. Em primeiro lugar, há o destino da Selic em si: teremos um corte de 0,75 ponto, no teto das estimativas do próprio BC, um uma redução menos intensa, de 0,50 ponto?

Em segundo lugar, há as sinalizações para o futuro: o Copom vai mudar de ideia novamente, deixando a porta aberta para mais baixas, se necessário — e, caso sim, até onde vai o ciclo de alívio monetário?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A expectativa em relação ao que será feito pelo BC tende a direcionar os mercados brasileiros no começo da semana — e a decisão em si irá influenciar o ajuste nos ativos nos dias seguintes. O dólar, por exemplo, tende a ser diretamente afetado, já que juros mais baixos costumam implicar em pressão cambial.

Agitação externa

Lá fora, também teremos dias particularmente cheios em termos de agenda econômica. Decisões de política monetária e novos dados de atividade estão entre os destaques da semana:

  • Segunda-feira (15)
    • EUA:
      • Índice Empire State de atividade industrial em junho
  • Terça-feira (16)
    • EUA:
      • Vendas no varejo em maio
      • Produção industrial em maio
      • Presidente do Fed, Jerome Powell, apresenta relatório ao Senado
      • Índice NAHB de confiança das construtoras em junho
    • Alemanha:
      • Inflação em maio
      • Índice ZEW de expectativa econômica em junho
    • Japão:
      • Decisão de juros do Bank of Japan
  • Quarta-feira (17)
    • EUA:
      • Presidente do Fed, Jerome Powell, apresenta relatório à Câmara
    • Zona do Euro:
      • Inflação em maio
    • Reino Unido:
      • Inflação em maio
      • Vendas no varejo em maio
  • Quinta-feira (18)
    • EUA:
      • Novos pedidos de auxílio-desemprego na semana até 13/6
    • Reino Unido:
      • Decisão de juros do Bank of England
  • Sexta-feira (19)
    • Reino Unido:
      • Vendas no varejo em maio

Os dados de vendas no varejo e produção industrial nos EUA em maio são particularmente importantes por darem uma figura atualizada do estado da economia americana, especialmente após a surpresa positiva com o comportamento do mercado de trabalho em meio à pandemia.

Qualquer indicação de que a atividade americana ainda sente impactos profundos da crise do coronavírus, sem sinais animadores no curto e no médio prazo, podem colocar as bolsas globais novamente no "modo cautela"; no cenário oposto, o rali das ações poderá ser retomado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Igualmente importantes são as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, à Câmara e ao Senado do país. Na semana passada, a decisão de juros da autoridade monetária pouco fez para reduzir as incertezas dos investidores.

Por um lado, o BC americano descartou a adoção de juros negativos, mas, por outro, mostrou-se disposto à usar "todas as ferramentas" para ajudar no combate à pandemia. Assim, maiores esclarecimentos quanto a esses possíveis instrumentos tendem a ser bem recebidos pelo mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ABERTURA DE CAPITAL

Precursor do Pix, PicPay lança oferta na Nasdaq com foco em open finance, seguros e jogos para rivalizar com bancos digitais

22 de janeiro de 2026 - 17:00

Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores

MERCADOS

Foguete não tem ré: Ibovespa quebra novo recorde histórico e supera os 177 mil pontos. Entenda o que impulsiona o índice

22 de janeiro de 2026 - 14:49

Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA

ONDE INVESTIR 2026

FIIs de tijolo serão os destaques de 2026, mas fiagros demandam cautela; veja os melhores fundos imobiliários para investir neste ano

22 de janeiro de 2026 - 13:00

Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores

ONDE INVESTIR EM 2026

Nubank (ROXO34), Localiza (RENT3) e mais: as 10 ações para investir em 2026, com cortes na Selic e eleições à vista

21 de janeiro de 2026 - 18:00

Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições

MERCADOS HOJE

Ibovespa bate os 171 mil pontos pela primeira vez: o que está por trás da disparada do índice?

21 de janeiro de 2026 - 14:04

Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores

DE MALAS PRONTAS

PicPay, fintech da J&F, dos irmãos Batista, busca levantar mais de R$ 2,34 bilhões em IPO nos EUA

20 de janeiro de 2026 - 12:29

O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA

MEXENDO NA CARTEIRA

XP Malls (XPML11) vai às compras? FII de shoppings mira captação de R$ 400 milhões com emissão de cotas, com espaço para buscar ainda mais

20 de janeiro de 2026 - 11:46

A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Sabesp (SBSP3): mercado projeta destruição bilionária de valor, mas JP Morgan vê exagero e mostra ‘saídas’ para a empresa

19 de janeiro de 2026 - 10:38

Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório

REPORTAGEM ESPECIAL

A Selic vai cair — mas isso resolve o drama das empresas mais endividadas da bolsa? Gestores não compram essa tese 

19 de janeiro de 2026 - 6:09

Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico

ESTRATÉGIA EM FOCO

Fundo TVRI11 vende agência do Banco do Brasil (BBAS3) por R$ 13 milhões; veja lucro por cota para os acionistas

16 de janeiro de 2026 - 11:42

De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Uma surpresa e um ‘soluço’: de Direcional (DIRR3) a Cyrela (CYRE3), quem se destacou na nova leva de prévias operacionais?

16 de janeiro de 2026 - 11:05

Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam

PERSPECTIVAS EM 2026

FIIs em ano eleitoral: o que esperar de tijolo, papel e outros segmentos, segundo o BTG Pactual

15 de janeiro de 2026 - 16:51

As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira

HORA DE COMPRAR?

Movida (MOVI3) dá spoiler dos resultados do quarto trimestre e ações pisam no acelerador; veja o que agradou

15 de janeiro de 2026 - 15:53

Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa

ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar