Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

SD Premium

Os segredos da bolsa: Brasília e Copom decidem se o rali continua ou se a cautela volta com tudo

O noticiário referente a uma importante baixa no ministério da Economia, somado à expectativa quanto à postura do Copom na decisão de juros, vai direcionar o comportamento da bolsa e dos demais ativos domésticos

Victor Aguiar
Victor Aguiar
15 de junho de 2020
5:30 - atualizado às 15:59
segredos da bolsa
Imagem: Shutterstock

A bolsa brasileira começou o mês com tudo: nos primeiros seis pregões de junho, o Ibovespa teve seis altas. Mas, desde então, tivemos uma certa... mudança de ares. Nas últimas três sessões, foram três baixas — nada que apague os ganhos acumulados, mas que, ainda assim, deixa uma pulga atrás da orelha dos investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Afinal, o movimento do começo de junho foi só um rali incomum dentro de um mercado pessimista, ou essa correção recente é uma realização de lucros saudável numa bolsa com potencial de ganhos no futuro? A cotação de equilíbrio do dólar à vista é acima ou abaixo dos R$ 5,00?

Pois teremos alguns eventos que ajudarão a responder essas dúvidas nos próximos dias: no Brasil, o Copom irá decidir o rumo da taxa Selic e dará novas pistas em relação ao futuro da política monetária; lá fora, importantes dados econômicos dos EUA e da Europa darão um panorama mais preciso a respeito do estado da economia global.

Só que, é claro, o rumo da bolsa não depende apenas da agenda de dados econômicos ou das diretrizes da política econômica. O noticiário político, que andava calminho de uns tempos para cá, pode mexer diretamente com o comportamento das ações — e a tendência é a de que tenhamos alguma volatilidade no curto prazo.

Desta vez, não estamos falando de alguma turbulência entre governo, Congresso e STF. A tensão, agora, concentra-se no ministério da Economia, que pode ter uma importante baixa num futuro próximo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A preocupação com uma segunda onda de infecções do coronavírus pelo mundo faz os mercados internacionais começarem a semana com a cautela elevada. As bolsas asiáticas fecharam em baixa durante a madrugada. Os índices futuros em Nova York operam em queda, com o Dow Jones e S&P 500 caindo mais de 2%. Na Europa, os negócios estão no vermelho desde a abertura.

Leia Também

O principal ETF brasileiro negociado em Nova York, o EWZ, tem queda de mais de 3% no pré-mercado americano.

De saída

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, estaria preparando a saída do cargo, conforme noticiado por diversos veículos de imprensa ao longo do domingo. Grande defensor das medidas de ajuste fiscal e das reformas, ele ocupa o posto desde abril de 2018, ainda no governo Temer.

Mansueto é bastante respeitado pelo mercado e tido como um dos pilares dos ajustes econômicos que vêm sendo conduzidos nos últimos anos no país. Ao saber da notícia, eu entrei em contato com um agente financeiro de bastante experiência — e ele se mostrou bastante preocupado:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Era a âncora fiscal da economia! Vamos ver se suprem à altura, mas acho um tanto complicado, até pelo histórico dele…", disse a fonte. "Difícil encontrar alguém tão comprometido e habituado ao governo".

Considerando que, no fim das contas, todo a preocupação do mercado em relação ao noticiário político tem relação com a continuidade ou não das reformas fiscais e do ajuste fiscal, a perda de uma figura como Mansueto tende a aumentar a preocupação dos investidores e embutir um maior prêmio de risco nos ativos.

Mas, por outro lado, há quem defenda que mais importante que Mansueto é o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes — e, atualmente, ele parece mais firme que nunca no comando da pasta, após um período de instabilidade entre março e abril.

Dito isso, os desdobramentos em relação ao caso certamente vão mexer com as negociações na bolsa nos próximos dias — eventuais confirmações de um cronograma para a saída de Mansueto, bem como possíveis nomes a substituí-lo na função, serão aguardados ansiosamente pelo mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E agora, Copom?

No Brasil, teremos uma semana agitada em termos de agenda econômica, com a decisão de política monetária do Copom, na quarta-feira (17), no centro das atenções dos investidores. Veja abaixo os destaques dos próximos dias:

  • Terça-feira (16): vendas no varejo em abril
  • Quarta-feira (17): volume de serviços em abril e decisão do Copom
  • Quinta-feira (18): segunda prévia do IGP-M em junho e IBC-Br em abril

Na última reunião, no início de maio, o Copom cortou a Selic em 0,75 ponto, levando à a 3% ao ano, e fez uma sinalização que parecia definitiva: afirmava, categoricamente, que poderia fazer mais uma redução de igual magnitude em junho, e que, se concretizada, seria a última baixa do ciclo.

Ou seja: no cenário mais agressivo, teremos mais um corte de 0,75 ponto na taxa básica de juros, a 2,25% ao ano. E, de fato, boa parte do mercado aposta neste movimento — uma pequena parcela dos agentes financeiros coloca suas fichas numa redução de 0,50 ponto.

Então, isso quer dizer que não há grandes expectativas em relação à decisão de quarta-feira? Não, não é bem assim: só porque o Copom mandou um recado na última reunião, isso não quer dizer que ele será cumprido à risca.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em fevereiro, o BC cortou a Selic em 0,25 ponto e mostrou-se contrariado, dando a entender que não reduziria mais a taxa básica de juros; apesar disso, baixou em mais 0,50 ponto em março, sinalizando que aquele era o fim do ciclo; em maio, nova queda de 0,75 ponto, com mais uma indicação de término no alívio monetário.

É claro que essas mudanças de trajeto do Copom se devem às deteriorações da economia brasileira e mundial: o surto de coronavírus colocou a atividade global num estado de letargia do dia para a noite — e, por aqui, a crise política aumenta ainda mais às dúvidas quanto à normalização das coisas.

Assim, há diversos fatores a ficar atento. Em primeiro lugar, há o destino da Selic em si: teremos um corte de 0,75 ponto, no teto das estimativas do próprio BC, um uma redução menos intensa, de 0,50 ponto?

Em segundo lugar, há as sinalizações para o futuro: o Copom vai mudar de ideia novamente, deixando a porta aberta para mais baixas, se necessário — e, caso sim, até onde vai o ciclo de alívio monetário?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A expectativa em relação ao que será feito pelo BC tende a direcionar os mercados brasileiros no começo da semana — e a decisão em si irá influenciar o ajuste nos ativos nos dias seguintes. O dólar, por exemplo, tende a ser diretamente afetado, já que juros mais baixos costumam implicar em pressão cambial.

Agitação externa

Lá fora, também teremos dias particularmente cheios em termos de agenda econômica. Decisões de política monetária e novos dados de atividade estão entre os destaques da semana:

  • Segunda-feira (15)
    • EUA:
      • Índice Empire State de atividade industrial em junho
  • Terça-feira (16)
    • EUA:
      • Vendas no varejo em maio
      • Produção industrial em maio
      • Presidente do Fed, Jerome Powell, apresenta relatório ao Senado
      • Índice NAHB de confiança das construtoras em junho
    • Alemanha:
      • Inflação em maio
      • Índice ZEW de expectativa econômica em junho
    • Japão:
      • Decisão de juros do Bank of Japan
  • Quarta-feira (17)
    • EUA:
      • Presidente do Fed, Jerome Powell, apresenta relatório à Câmara
    • Zona do Euro:
      • Inflação em maio
    • Reino Unido:
      • Inflação em maio
      • Vendas no varejo em maio
  • Quinta-feira (18)
    • EUA:
      • Novos pedidos de auxílio-desemprego na semana até 13/6
    • Reino Unido:
      • Decisão de juros do Bank of England
  • Sexta-feira (19)
    • Reino Unido:
      • Vendas no varejo em maio

Os dados de vendas no varejo e produção industrial nos EUA em maio são particularmente importantes por darem uma figura atualizada do estado da economia americana, especialmente após a surpresa positiva com o comportamento do mercado de trabalho em meio à pandemia.

Qualquer indicação de que a atividade americana ainda sente impactos profundos da crise do coronavírus, sem sinais animadores no curto e no médio prazo, podem colocar as bolsas globais novamente no "modo cautela"; no cenário oposto, o rali das ações poderá ser retomado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Igualmente importantes são as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, à Câmara e ao Senado do país. Na semana passada, a decisão de juros da autoridade monetária pouco fez para reduzir as incertezas dos investidores.

Por um lado, o BC americano descartou a adoção de juros negativos, mas, por outro, mostrou-se disposto à usar "todas as ferramentas" para ajudar no combate à pandemia. Assim, maiores esclarecimentos quanto a esses possíveis instrumentos tendem a ser bem recebidos pelo mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VENTOS DE FORA

O que está por trás da subida de 4% da Vale (VALE3) hoje? BTG eleva preço-alvo

6 de maio de 2026 - 16:54

Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026

MERCADOS HOJE

Entre a paz e a pólvora: Ibovespa sobe no meio de um cabo de guerra que derruba o petróleo e a Petrobras (PETR4); dólar segue sob pressão

6 de maio de 2026 - 13:33

O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

Petróleo cai até 11% com possível acordo no Oriente Médio e puxa tombo de Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

6 de maio de 2026 - 12:48

Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira

BEM-VINDA AO CLUBE

Samsung atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão e não é (só) pelos celulares; veja motivos

6 de maio de 2026 - 10:43

Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance

AÇÃO DO MÊS

Três gigantes são as apostas dos analistas para navegar as águas turbulentas de maio; confira o ranking completo

6 de maio de 2026 - 6:00

Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente

A FONTE SECOU?

FII CACR11 fecha torneira de dividendos e derrete 42% na bolsa; entenda o que aconteceu e quando os proventos devem voltar a pingar

5 de maio de 2026 - 10:24

A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos

COMPRAR OU VENDER?

O gringo saiu e a Vale (VALE3) sentiu: ações caem 3% com debandada estrangeira e pressionam Ibovespa

4 de maio de 2026 - 18:40

Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos

EQUILIBRANDO A EXPOSIÇÃO

RBVA11 em expansão: FII adiciona Estácio, PBKids e Pátio Maria Antônia no portfólio por mais de R$ 100 milhões

4 de maio de 2026 - 17:32

Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre

TOP PICKS DE ENERGIA

Nem Cemig (CMIG4) nem Axia Energia (AXIA3): Safra dá veredito de compra para uma ação elétrica e diz quais são as favoritas do setor

4 de maio de 2026 - 16:55

O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

SEM AQUISIÇÃO POR COTAS

Quer lucrar com a corrida do e-commerce? BTLG11 lança emissão aberta ao investidor — e você deveria entrar, segundo a Empiricus

4 de maio de 2026 - 15:05

Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo

SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

SOBE E DESCE

Duas siderúrgicas e um estranho no ninho: o que levou Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Gerdau (GGBR4) às maiores altas do Ibovespa em abril?

1 de maio de 2026 - 15:32

Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês

MAÇÃ DE OURO

Ação da Apple (AAPL) sobe depois de alta de quase 20% no lucro com sucesso do iPhone 17; saiba qual é o risco no horizonte

1 de maio de 2026 - 11:48

A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro

SD ENTREVISTA

Bolsa brasileira não está barata, mas vale a pena pagar mais caro por boas empresas, afirma gestor da Itaú Asset

30 de abril de 2026 - 16:05

Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez

INADIMPLÊNCIA NO ARRANHA-CÉU

FII BMLC11 leva calote e move ação de despejo contra locatária do prédio mais alto do RJ; entenda os impactos nos dividendos

30 de abril de 2026 - 11:40

O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional

RENDA EXTRA PARA COMPRAS

Iguatemi (IGTI11) prevê investimentos e dividendos milionários para 2026; confira o anúncio da operadora de shopping centers

30 de abril de 2026 - 11:01

A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida

PRESSÃO TOTAL

O dia em que o otimismo evaporou da bolsa, fez o Ibovespa fechar no pior nível em um mês e Nova York sucumbir

29 de abril de 2026 - 17:53

No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia