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13 corretoras indicam as suas três ações favoritas para o mês de fevereiro. 32 papéis diferentes foram mencionados
Não há como negar que 2020 chegou com tudo. Janeiro foi um mês de altas emoções e forte volatilidade. Teve ameaça de conflito armado, recorde na bolsa, escalada do petróleo, queda recorde na bolsa.
O Ibovespa foi do céu ao inferno. Depois de registrar um novo recorde no fechamento, batendo a marca dos 119 mil pontos, o principal índice brasileiro terminou o mês na faixa dos 113 mil, uma queda de 1,63% no período. Confira os melhores e piores investimentos de janeiro.
Quando pedi para as corretoras selecionarem as suas três ações favoritas para fevereiro, a maior parte delas comentou sobre as expectativas por um novo corte na Selic (o que se mostrou acertado quando saiu a decisão do Banco Central nesta quarta-feira no fim do dia).
É que a nossa primeira colocada com 4 indicações, a Yduqs, é uma das empresas que pode se beneficiar muito do cenário de juros baixos e reaquecimento da economia. Logo em seguida, empatadas com 2 indicações cada uma, Lojas Americanas, Petrobras, Ecorodovias e MRV completam os destaques do mês.

Não é a primeira vez que as ações da Yduqs (YDUQ3), aparecem entre os destaques do mês. Mas essa é a primeira vez que a gigante do setor da educação é a campeã de indicações entre as corretoras.
Desde o ano passado, as empresas de educação têm se destacado no mercado, seja pelas mudanças exóticas de nome (a Yduqs é a antiga Estácio) ou pelos resultados que agradam investidores e analistas.
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A Modalmais destaca que a Yduqs tem apresentado uma grande melhora em diversos indicadores de mercado que a torna mais atrativa aos investidores, como preço lucro, preço valor patrimonial e dividend yield.
Mas o principal motor para a alta dos papéis da companhia é a melhora do cenário macroeconômico do país. A expectativa de redução de juros e queda dos índices de desemprego favorece o aquecimento da economia e as pessoas voltam a procurar as salas de aula.
Uma prova disso é que nos últimos dias, com o crescimento das expectativas por um novo corte na Selic, a ação da companhia, assim como de sua principal concorrente, dispararam.
Atualmente, a Yduqs é uma empresa com forte presença no ensino a distância, modalidade que normalmente apresenta valores mais acessíveis, oferecimento de horários flexíveis e se encaixa melhor na rotina dos estudantes.
O analista Ilan Albertman, da Ativa Investimentos, destaca a estratégia de crescimento da companhia, que tem feito aquisições de importantes players do mercado nos últimos anos. A Toro Investimentos também ressalta a expansão e ressalta que esses acordos e investimentos vêm sendo feitos de forma diferente do que normalmente acontece no mercado. “Isso já vem se refletindo no preço de suas ações, que negociam em patamares cada vez mais altos”.
O últimos desses acordos foi a compra do grupo norte-americano Adtalem. Com a transação, a Yduqs passou a contar com mais dez instituições de ensino superior em seu portfólio, incluindo a Ibmec.
Esse investimento intenso na capitalização da companhia, com a expansão dos polos de atuação, crescimento da base de alunos e a busca por aumentar o tíquete médio deve se refletir nos próximos resultados da empresa, que serão divulgados após o fechamento no dia 12 de fevereiro.
“A YDUQS se destaca pela sua saúde financeira, boa geração de caixa e política eficiente de fidelidade” - Ilan Albertman, Ativa Investimentos
Seguindo a mesma tendência dos últimos meses, o Top 3 das corretoras apresenta uma grande variedade de indicações. Em um momento como o atual, vale a máxima de que diversos setores trazem possibilidade de alta e a diversificação é essencial para sucesso nos investimentos.
Ao todo, 32 papéis diferentes foram mencionados. Ainda assim, Petrobras, MRV, Lojas Americanas e Ecorodovias se destacaram com duas indicações cada. Confira os principais argumentos dos analistas para confiarem na valorização dessas empresas.

Com a tensão entre Estados Unidos e Irã, janeiro foi um mês turbulento para as ações da Petrobras, mas ainda assim a companhia aparece em nosso pódio.
A empresa pouco se beneficiou da disparada do valor do barril do petróleo. Enquanto a commodity disparava lá fora, aqui no Brasil o temor era de uma possível intervenção estatal na política de preço da companhia. Neste mês, as atenções se voltam para a oferta bilionária feita pelo BNDES de ações ordinárias da empresa.
Fevereiro deve ser um mês mais positivo para a estatal. Para Mario Mariante, analista chefe da Planner Corretora, a companhia é favorecida pelo atual cenário do câmbio e pelas suas ações de redução do endividamento durante o ano passado.
A corretora mantém a recomendação de compra para os papéis, com um preço justo de R$ 34,50. A petroleira divulga os seus resultados do quarto trimestre de 2019 no próximo dia 19.
“As perspectivas para a empresa em 2020 são positivas considerando que a companhia vem numa curva ascendente de recuperação e melhoria operacional e financeira” - Mario Mariante
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Os resultados do varejo brasileiro de novembro não empolgaram. Mas, Ilan Albertman, da Ativa, acredita que a companhia possa ser um vetor importante para a recuperação do setor nos próximos resultados. Segundo Ilan, a empresa vem demonstrando grande evolução, principalmente no segmento online.
O Santander aposta também em uma sinergia maior entre Lojas Americanas e B2W para alavancar os resultados. O banco prevê que a Lojas Americanas deve registrar um aumento de 40% na receita bruta até 2022.
Para 2020, novas melhorias no capital de giro da companhia devem surgir, seguindo um ritmo já estabelecido nos últimos trimestres de 2019.

Para a Toro Investimentos, a Ecorodovias é hoje um dos maiores grupos de infraestrutura e logística do País. A companhia é outra que deve se beneficiar bastante da queda de juros e aquecimento da economia, já que o cenário beneficia o aumento do fluxo nas estradas com pedágio do País.
“Com a taxa Selic nos menores patamares da história, a dívida da companhia apresenta menor custo e, por consequência, menor impacto nos resultados.”
Além disso, a empresa é quase blindada contra grandes surpresas em suas receitas, graças aos seus contratos de concessão de longo prazo. O modelo também permite uma previsibilidade e gestão de custos maior.
A companhia divulga os seus resultados do quarto trimestre de 2019 no dia 18 de fevereiro.

A visão dos analistas sobre a incorporadora MRV tem sofrido um viés de otimismo. Um dos fatores para a mudança de cenário é o otimismo com o setor de construção, que vem apresentando um reaquecimento. As perspectivas de melhora da economia impactam diretamente no setor.
No terceiro trimestre de 2019, a companhia apresentou um balanço sem grandes surpresas, com um número menor de lançamentos e fortemente influenciado pela falta de repasses do programa Minha Casa Minha Vida. A companhia apresenta os seus resultados do quarto trimestre de 2019 no dia 02 de março.
Recentemente, o J.P Morgan aumentou a recomendação para os papéis, citando o ambiente positivo para o setor imobiliário.
O analista Pedro Galdi, da Mirae Asset, cita mais dois fatores positivos para os papéis: o seu novo desenho para a compra do AHS Residential, nos Estados Unidos, quando, ao final da transação a MRV passará a deter quase a totalidade da participação na companhia e a adequação do seu estatuto ao novo Regulamento do Novo Mercado.
Dentre as ações indicadas no mês passado, o destaque positivo ficou com as ações da Via Varejo, que avançaram 23,56%. Já a CVC ficou com o último lugar, após uma queda de 17,49%.
Veja no quadro abaixo como foi o desempenho das 3 ações preferidas de cada corretora em janeiro:

Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos
O fundo imobiliário está a caminho de aumentar ainda mais o portfólio. A gestora vem tentando aprovar a fusão do PML11 com o RBR Malls FII
O novo rendimento tem como referência os resultados apurados pelo fundo em março, que ainda não foram divulgados
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