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As ações da MRV e da Tenda fecharam em alta nesta terça-feira após o J.P Morgan elevar a recomendação para os papéis e mostrar otimismo em relação ao setor. Outras empresas do ramo, como Cyrela e Even, também tiveram um dia positivo na bolsa
O J.P.Morgan enxerga um bom potencial para as ações do setor de construção. Em meio à estabilização da economia e ao aumento na oferta de financiamento imobiliário, o banco aumentou em cerca de 30% o preço-alvo de todos os papéis do segmento em seu universo de cobertura, mostrando-se particularmente animado com MRV e Tenda.
No caso da MRV, a recomendação para as ações passou de 'neutro' para 'overweight' (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo para o final de 2020 fixado em R$ 25,00. A Tenda, por sua vez, foi de 'underweight' (abaixo da média) para neutro, com preço-alvo em R$ 42,00.
Ambos os papéis reagiram de maneira expressiva à visão otimista do J.P. Morgan. As ações ON da MRV (MRVE3) subiram 2,77%, a R$ 21,15, e apareceram entre as principais altas do Ibovespa. Fora do índice, Tenda ON (TEND3) avançou 3,13%, a R$ 37,93.
Em relatório assinado pelos analistas Marcelo Motta, Adrian Huerta e Froylan Mendez , o J.P. Morgan diz ainda preferir o segmento de alta/média renda — representado por Cyrela, Even e EZTec —, mas que, nos últimos meses, as perspectivas para as construtoras de baixa renda melhorou.
"Estamos com uma visão mais construtiva que antes por casa do veto à redução dos subsídios [para o setor de baixa renda] em 2020, que foram mantidos em R$ 9 bilhões", dizem os analistas, ressaltando ainda a probabilidade de uma nova faixa do programa 'Minha Casa, Minha Vida' ser mais favorável às empresas.
Considerando esse panorama mais benigno, o J.P. Morgan mexeu em suas preferências para o setor de baixa renda, dando preferência à MRV em detrimento da Tenda e da Direcional — essa última foi rebaixada de 'overweight' para neutro.
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As alterações, no entanto, têm como base o desempenho recente das ações: enquanto Direcional ON (DIRR3) avançou 43% desde novembro, os papéis ON da MRV subiram "apenas" 14% — e, considerando que o J.P. Morgan vê um potencial maior de crescimento para a MRV no curto prazo, os analistas optaram por mexer nas preferências.
Nesse cenário, as ações da Direcional fecharam em queda de 0,53%, a R$ 16,92.
O J.P Morgan não mexeu nas recomendações para as ações das construtoras de média/alta renda: Even, Cyrela e EZTec continuam como 'overweight'. Todas, no entanto, tiveram os preços-alvos para 2020 aumentados.
"Em nossa visão, o setor [de média/alta renda] está bem encaminhado para mais um ano sólido", escrevem os analistas, citando o cenário macroeconômico mais positivo e a ausência de gargalos no médio prazo.
Essa postura otimista também deu forças às ações dessas empresas: Even ON (EVEN3) subiu 2,70%, a R$ 17,48, e Cyrela ON (CYRE3) avançou 1,23%, a R$ 32,85 — EZTec ON (EZTC3) destoou e caiu 0,51%, a R$ 54,45.
Veja abaixo um resumo com a postura do J.P. Morgan em relação às ações do setor de construção e o potencial de ganho para cada um dos papéis, considerando o preço-alvo fixado pelo banco:

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