Vivara registra prejuízo de R$ 1,67 milhão no 2º tri, tombo de mais de 100% em um ano
Receita bruta de vendas caiu 56%. Participação do e-commerce nas vendas totais superou 60% no período, com salto de 387% em um ano

A joalheria Vivara informou nesta quarta-feira (26) que registrou um prejuízo líquido de R$ 1,67 milhão no segundo trimestre, revertendo o lucro de R$ 156,9 milhões visto no mesmo período de 2019. O tombo foi de 101,1%, repercutindo os impactos do fechamento do comércio em razão da pandemia de coronavírus.
Em mensagem de administração contida na divulgação dos resultados, assinada pelo CEO, Marcio Kaufman, a companhia informou que se tratou possivelmente do "período mais desafiador" que já experimentou.
Listada no segmento Novo Mercado da B3, as ações da Vivara fecharam a sessão de hoje em queda de 1,72%, cotadas a R$ 22,83. Leia a nossa cobertura completa de mercados.
A receita bruta de vendas alcançou R$ 169,7 milhões, caindo 56% em um ano.
O indicador de vendas mesmas lojas da Vivara caiu 55%, na comparação com o mesmo trimestre de 2019.
A receita com e-commerce teve um salto vertiginoso, de 387%, na mesma base de comparação, somando R$ 108,4 milhões. O dado representa 63,9% do total das vendas da companhia de abril a junho.
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As lojas físicas venderam R$ 59,5 milhões no trimestre, queda de 83,2% em um ano. A receita dessas lojas correspondeu a 35,1% das vendas totais. "Encerramos o mês de abril com 09 lojas abertas, maio com 26 e junho com 186, sendo que de 15 a 22 de junho fechamos 32 praças que já haviam sido reabertas." A companhia informou que ao fim de julho 214 lojas haviam sido reabertas.
Em linha com a queda na receita bruta, a receita líquida marcou R$ 137,65 milhões no período, recuo de 54,6% no comparativo anual.
O Ebitda ajustado foi negativo em R$ 421 mil no segundo trimestre, em queda de 100,7%. A geração de caixa livre no período correspondeu a R$ 98,9 milhões, salto de 3700% em um ano, enquanto a geração de caixa operacional foi de R$ 111 milhões, salto superior a 1000%, pela menor alocação do capital de giro.
A Vivara terminou o primeiro semestre com alavancagem de 1,3x, maior que a de 0,7x visto no trimestre inicial do ano e 0,6x do fim de 2019. O caixa líquido ficou negativo em R$ 264,18 milhões no segundo trimestre.
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