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Analistas do banco suíço cortaram o preço-alvo das ações do IRB de R$ 48,00 para R$ 4,60, o que representa um potencial de queda de 47% em relação ao fechamento de ontem (R$ 8,65)
A alta de mais de 20% das ações nos últimos 30 dias representa o fim da crise da empresa de resseguros IRB Brasil (IRBR3)? Para os analistas do UBS BB, a resposta é não.
O banco rebaixou a recomendação das ações do IRB de compra para venda e cortou o preço-alvo de R$ 48,00 (isso mesmo) para R$ 4,60, o que representa um potencial de queda de 47% em relação ao fechamento de ontem. As ações fecharam esta terça-feira em queda de 17.11%, a R$ 7,17. Leia também nossa cobertura completa de mercados.
Os analistas decidiram retomar a cobertura da empresa de resseguros, que foi suspensa em meio aos questionamentos da gestora Squadra, que levaram à descoberta de uma fraude contábil nos balanços.
A companhia reapresentou os números de 2019 e 2018, que mostraram um lucro R$ 670 milhões menor do que o apresentado originalmente na soma dos dois períodos.
Na análise do UBS, o IRB ainda vai demorar a recuperar os níveis de lucratividade. Os analistas projetam que a rentabilidade (ROE) da companhia seja de apenas 4% em 2021 — contra 9,6% dos pares internacionais.
“Na cotação atual na bolsa, nossa análise sugere que o mercado precifica o ROE em 20% no longo prazo e índices de sinistralidade em 62% (em linha com a média de 2014-2019), o que acreditamos ser muito alto”, escreveram os analistas do UBS BB, em relatório a clientes.
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