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demandas da crise

Uber lança serviço de entrega de mercado em 11 cidades do País

Lançamento foi feito em parceria com a startup chilena Cornershop, comprada pela companhia de transporte por aplicativos em 2019

uber eats entregador
Imagem: Shutterstock

O Uber começou ontem a oferecer um novo serviço no Brasil: entregas de supermercado. Disponível em 11 cidades do País, o lançamento foi feito em parceria com a startup chilena Cornershop, comprada pela companhia de transporte por aplicativos em 2019 e, desde janeiro, opera no território nacional. Os pedidos poderão ser feitos por meio dos apps da empresa, Uber e UberEats, que passarão a ter a aba Mercado.

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Nela, será possível escolher os itens por estabelecimento, navegar por “corredores virtuais” de uma loja favorita ou então fazer uma busca geral para comparar preços em diferentes lojas.

Entre os parceiros do Uber, estão os supermercados Carrefour, BIG e Varanda, a rede de pet shops Cobasi e a loja de materiais de escritório e informática Gimba. Também será possível agendar o horário da entrega - a promessa é de que os itens podem chegar até duas horas depois do pedido, no mínimo.

Segundo a empresa, a atualização com a nova funcionalidade começaram a chegar aos usuários que estão nas 11 cidades a partir de ontem e estará disponível para todos "ao longo das próximas semanas".

Integração

Além do Brasil, o lançamento ocorrerá simultaneamente em outros seis países da América Latina, onde a Cornershop disputa mercado com a colombiana Rappi. Por aqui, a disputa também acontecerá contra o iFood, que lançou serviço semelhante em 2019 e tem visto números de crescimento relevantes durante a pandemia do coronavírus.

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É algo que não intimida o sueco Oskar Hjertonsson, fundador e presidente executivo da Cornershop. "Não focamos na concorrência e o Brasil tem sido o País com melhor desempenho que tivemos desde a estreia", disse ele durante sessão com jornalistas na segunda-feira, da qual o Estadão participou.

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Por enquanto, a integração será apenas para os consumidores - as compras e as entregas serão de responsabilidade dos profissionais parceiros da Cornershop. "Os motoristas e entregadores do Uber que quiserem se inscrever serão bem-vindos. No futuro, vamos facilitar a integração entre os dois apps", disse Hjertonsson. Segundo ele, a preferência será para motoristas. "Podemos usar motos e bicicletas, mas a maior parte dos pedidos são grandes, então preferimos carros", afirmou o executivo.

Além de usar entregadores, a Cornershop também tem uma equipe de compradores parceiros, em um modelo muito semelhante ao que já é usado hoje pelo Rappi no País. Há um motivo técnico para a integração dos parceiros não acontecer neste momento, mesmo com a queda na demanda de viagens pelo Uber por causa da pandemia. Isso porque a conclusão da compra da Cornershop pelo Uber ainda depende de aprovações regulatórias em alguns países da América Latina.

A gente quer comida

Para Sérgio Molinari, da consultoria Food Consulting, o lançamento reforça a estratégia do Uber - e de seus concorrentes - de se tornarem soluções gerais para comida. "É algo que faz muito sentido porque é um negócio com muita recorrência, afinal, come-se ao menos três vezes por dia", afirma o consultor.

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Segundo ele, a estratégia do Uber de apostar em integração e aquisição com serviços já existentes na região faz sentido. "É uma forma de diminuir a distância para as outras empresas. E é uma corrida contra o tempo: quem entra num novo mercado com rivais já consolidados tem de queimar muito dinheiro para ganhar espaço", diz.

O lançamento, afirma Molinari, também reforça a consolidação que o setor de comida por aplicativo está passando - na segunda, o Uber anunciou a aquisição da americana Postmates, em movimento que foi visto como resposta à compra do Grubhub pela JustEat, que é uma das acionistas do iFood. "Cada vez mais, o setor de entrega de comida mostra que quem quiser vencer precisa ter escala. Pode parecer uma disputa só americana, mas os principais membros dela já estão aqui no Brasil", diz. "Nós já estamos dançando a dança da consolidação."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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