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Empresa quer levantar até R$ 10 bilhões na oferta primária; será o primeiro grupo hospitalar do país na bolsa brasileira
A Rede D'Or São Luiz submeteu à CVM um pedido de registro de oferta pública de distribuição primária e secundária de ações, em uma operação que pode superar o IPO do Grupo Mateus - que levantou R$ 4,63 bilhões.
A abertura de capital da Rede D’Or São Luiz é uma das mais aguardadas do ano pelo mercado financeiro, justamente pelo porte da companhia - hoje, o maior grupo hospitalar do País. A empresa será a primeira do segmento na bolsa brasileira.
A B3 já tem ações de empresas ligadas ao setor de saúde: as operadoras Hapvida, NotreDame Intermédica e SulAmérica e a operadora dental OdontoPrev. Também fazem parte da bolsa brasileira os laboratórios Alliar, Dasa, Fleury e Hermes Pardini e a administradora Qualicorp.
A Rede D’Or São Luiz quer levantar até R$ 10 bilhões na oferta primária, chegando ao mercado com uma avaliação de R$ 100 bilhões, segundo o jornal Valor Econômico. Oficialmente, ainda não há valores definidos.
Em documento enviado ao mercado, a empresa também disse que pediu a conversão de registro, da categoria B para a categoria A. A Rede D’Or São Luiz planeja ingressar no Novo Mercado da B3, que reúne as empresas com maior padrão de governança.
Fundada em 1977, a companhia opera nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Brasília, Maranhão, Bahia, Sergipe e Paraná. A empresa tem 49 hospitais próprios, clínicas de tratamento oncológico e radioterapia, além de laboratórios.
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A Rede D’Or é controlada pela família Moll. Os sócios são a gestora de private equity (que compram participações em empresas) Carlyle e o fundo soberano de Cingapura GIC.
A empresa encerrou o segundo trimestre com prejuízo de R$ 306,6 milhões. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou negativo em R$ 138,3 milhões. Os números foram influenciados negativamente pela pandemia de covid-19.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
A companhia, que tenta se reestruturar, anunciou no fim do ano passado uma capitalização de R$ 797,3 milhões, voltada ao fortalecimento da estrutra financeira
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