O pior já passou? Itaú tem lucro 40% menor no segundo trimestre, mas reduz provisões para perdas
O maior banco privado brasileiro registrou lucro líquido de R$ 4,205 bilhões no segundo trimestre, em linha com as projeções do mercado

O pior já passou para o Itaú Unibanco? Com uma redução nas provisões para perdas no crédito em relação aos três primeiros meses de 2020, o maior banco privado brasileiro registrou lucro líquido de R$ 4,205 bilhões no segundo trimestre.
Trata-se de uma queda de 40,2% em relação ao mesmo período do ano passado, mas um avanço de 7,5% na comparação trimestral.
O resultado ficou praticamente em linha com as projeções dos analistas, que apontavam para um lucro de R$ 4,255 bilhões, de acordo com dados da Bloomberg.
O principal responsável pela redução do lucro do Itaú na comparação anual foi o chamado custo do crédito, que inclui as provisões para proteger o balanço de calotes nos financiamentos. As despesas atingiram R$ 7,770 bilhões, um aumento de 92,1% em relação ao segundo trimestre de 2019.
Mas na comparação com os três primeiros meses do ano, quando as provisões totalizaram R$ 10,087 bilhões, houve uma queda de 23%. No relatório que acompanha o balanço, o Itaú informa que viu “alguns sinais de melhora” da economia no segundo trimestre.
Leia Também
“Por esse motivo, nosso modelo de provisionamento, que é atualizado em função das condições macroeconômicas, gerou menores provisões nesse trimestre do que no trimestre anterior”, escreveu o banco.
O líder voltou
Apesar de mais uma queda no resultado, o balanço do segundo trimestre trouxe um consolo para o Itaú, com a retomada da liderança de rentabilidade entre os gigantes do varejo bancário brasileiro.
O retorno sobre o patrimônio do banco ficou em 13,5%, índice bem menor do que os 23,5% do segundo trimestre de 2019, mas o suficiente para ficar à frente de Santander Brasil (12%) e Bradesco (11,9%).
No trimestre passado, o Santander havia apresentado a maior rentabilidade entre os grandes bancos, mas apenas porque decidiu não fazer provisões para o efeito coronavírus. Mas a conta acabou chegando no resultado divulgado na semana passada.
Crédito e inadimplência
Assim como Bradesco e Santander, o Itaú mostrou crescimento na carteira de crédito em meio à crise. O saldo dos financiamentos concedidos pelo banco atingiu R$ 811,3 bilhões em junho, um avanço de 2,9% no trimestre e de 20,3% em 12 meses.
Com a alta dos financiamentos, o Itaú ultrapassou pela primeira vez a marca dos R$ 2 trilhões em ativos – um crescimento de 23,6% ante junho de 2019.
O índice de inadimplência do Itaú manteve-se comportado com a decisão dos bancos de prorrogar o vencimento das parcelas dos empréstimos, também diante da pandemia.
O indicador de atrasos acima de 90 dias na carteira do banco encerrou o trimestre em 2,7% — ante 3,1% em março e de 2,9% em junho do ano passado.
Margem financeira decepciona
A decepção do balanço fica por conta da margem financeira, que inclui as receitas do banco com crédito menos das despesas de captação. O resultado de R$ 17,8 bilhões no segundo trimestre representa uma queda de 0,2% no trimestre e de 3,7% frente ao mesmo período de 2019.
O Itaú atribui a queda da margem ao aumento da carteira de crédito de grandes empresas (que tem spreads menores), à mudança no mix de produtos do varejo, com uma menor utilização de produtos rotativos e maior utilização do crédito sob medida, e à redução da taxa de juros na remuneração do capital de giro próprio.
Tarifas e despesas
A quarentena imposta pela pandemia do coronavírus afetou as receitas do Itaú com prestação de serviços e seguros, que registraram queda de 10,5% em relação ao segundo trimestre do ano passado, para R$ 9,9 bilhões.
Em compensação, as despesas operacionais do banco diminuíram 4,4% na mesma base de comparação, para R$ 12,1 bilhões.
NOVAS FRONTEIRAS
Quer investir na China sem sair da B3? BTG Pactual Asset fecha parceria com gigante chinesa para preparar novos ETFs
9 de outubro de 2026 - 5:01RECOMENDAÇÃO
O pior já passou para a SLC Agrícola (SLCE3)? Bancos elevam projeções para 2027, mas fazem alerta aos investidores
8 de outubro de 2026 - 17:33Conteúdo Empiricus
Com R$ 210 bilhões em operações em 2026, mercado de M&A mira as médias empresas, mas este erro pode comprometer o valor da negociação
8 de outubro de 2026 - 17:01A VENCEDORA DOS JUROS BAIXOS
XP (XPBR31) pode ganhar um empurrão da Selic mais baixa; UBS BB eleva preço-alvo e vê até 25% de alta
8 de outubro de 2026 - 16:07AINDA ESTÁ BARATO?
A festa da bolsa ainda não acabou: BTG aponta onde a queda dos juros pode abrir espaço para mais altas
8 de outubro de 2026 - 13:33SINAL VERDE
GPA (PCAR3) vai virar a página? Justiça dá aval a plano de recuperação extrajudicial; ação dispara até 10% na B3
7 de outubro de 2026 - 14:17VAI VIRAR O JOGO?
Hora de comprar JBS (JBSS32)? Dor de cabeça pode virar trunfo — e fazer ação saltar até 70%, diz XP
7 de outubro de 2026 - 8:46O RALI ESTÁ SÓ COMEÇANDO
Bolsa brasileira disparou após o 1º turno; agora, UBS BB revela onde ainda pode haver espaço para ganhar
6 de outubro de 2026 - 19:43PROJEÇÃO PARA O BALANÇO
Vale (VALE3) sob pressão: Citi diz o que está no caminho da mineradora; saiba o que fazer com a ação agora
6 de outubro de 2026 - 19:05NO MEIO DO CAMINHO
Banrisul (BRSR6) ainda não conquistou o UBS BB — mas apostar contra a ação ficou mais difícil; analistas elevam recomendação
6 de outubro de 2026 - 17:02SEGUNDO O BTG PACTUAL
Grupo Mateus (GMAT3), Vulcabras (VULC3) e outras: por que a economia nem precisa melhorar tanto para estas ações decolarem logo
6 de outubro de 2026 - 16:20O BONDE DOS ESQUECIDOS?
Comeram poeira! Rali dos bancos na B3 deixa estas duas ações para trás — mas JP Morgan vê espaço para uma nova arrancada
6 de outubro de 2026 - 15:32PUXOU O FREIO
JP Morgan ‘manda vender’ ação do Banco do Brasil (BBAS3) após rali eleitoral — e elege outro bancão para comprar agora
6 de outubro de 2026 - 14:22OTIMIZANDO ONDE DÁ
Na luta para virar o jogo, Hapvida (HAPV3) fecha acordo bilionário com a Roche. Como a parceria pode ajudar a operadora?
6 de outubro de 2026 - 10:31DESPEDIDA COM DATA MARCADA
Adeus, B3: oferta para tirar Helbor (HBOR3) da bolsa recebe aval da CVM e tem leilão marcado; veja os próximos passos
6 de outubro de 2026 - 9:50VEJA AS FAVORITAS
Após eleições, JP Morgan troca campeãs do Minha Casa, Minha Vida por construtoras de média e alta renda
5 de outubro de 2026 - 18:13COMMODITIES
Petrobras (PETR4) ou Vale (VALE3): qual delas se dá melhor caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno
5 de outubro de 2026 - 17:05MODO RELAX
Da esteira para a massagem: Smart Fit (SMFT3) quer comprar até 20% do Buddha Spa. O que está por trás da estratégia?
5 de outubro de 2026 - 9:00FAVORITA DOS ANALISTAS
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja a ação que pode blindar seus investimentos no segundo turno
5 de outubro de 2026 - 6:03A VACA E O FRANGO