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Decisão foi autorizada em assembleia de acionistas; empresa teve balanços questionados neste ano e boatos envolvendo a base acionária

O ressegurador IRB Brasil aprovou em assembleia de acionistas responsabilizar judicialmente os ex-executivos envolvidos na divulgação de informações inverídicas sobre a base acionária da empresa. O caso envolveu o nome do bilionário Warren Buffett.
Ex-executivos foram também responsabilizados pelo recebimento e pagamento a título de bônus, sem as devidas aprovações e justificativas internas, de aproximadamente R$ 60 milhões.
A empresa diz que eles realizaram recompra de ações em desrespeito aos limites impostos pelo Conselho de Administração e foram responsáveis por erros nas demonstrações financeiras.
Ainda em assembleia, as demonstrações financeiras de 2019 e a proposta de destinação de lucro líquido foram revisadas, apresentadas aos acionistas e aprovadas.
O grupo também autorizou a fixação de um conselho fiscal da empresa em quatro membros efetivos e outros quatro suplentes. Em seguida, elegeu os oito nomes indicados pelo IRB.
A assembleia ainda aprovou a proposta de fixar o limite de valor da remuneração anual global dos administradores e dos membros dos conselhos da companhia, para o período entre abril deste ano e março de 2021.
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No final de fevereiro, circulou no mercado financeiro um boato de que a Berkshire Hathaway, do bilionário Warren Buffett, teria comprado ações do IRB em meio à forte queda dos papéis na bolsa.
A "fake news" teria sido reforçada pela empresa ao indicar para o conselho fiscal a advogada Márcia Cicarelli - que atua como procuradora do conglomerado no Brasil - e só foi negada quando a própria Berkshire se manifestou publicamente.
O boato com o nome de Warren Buffett surgiu em um momento em que a empresa já sofria questionamentos públicos sobre seu desempenho. Ainda em fevereiro, a gestora Squadra havia divulgado uma carta aos investidores na qual contestava os resultados do IRB.
Com uma grande posição vendida em ações da companhia, a gestora sustentava que os balanços haviam sido turbinados por itens não-recorrentes - que não se repetiriam em resultados seguintes.
Com a polêmica, os papéis do ressegurador desabaram - e ainda acumulam queda de 77% desde janeiro. Mas a empresa reconheceu o erro apenas cinco meses depois da carta da Squadra, colocando a culpa na diretoria da época - o comando da empresa foi trocado nesse meio tempo.
Na ocasião, o IRB relatou ter encontrado uma fraude de R$ 60 milhões no pagamento de supostos bônus a um ex-diretor e outros colaboradores da empresa e suas controladas.
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