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Companhias aéreas começam a fazer planos para retomar as atividades, mas pandemia ainda é fator de risco para quem quer se tornar sócio de Gol ou Azul
Ir ao aeroporto sempre me traz uma sensação boa. Mas sei de muita gente que, se pudesse, se teletransportaria de um lugar para o outro, sem ter que passar por lá.
É compreensível. Ninguém gosta de encarar as filas de check-in, a revista, os assentos apertados dos aviões. Eu também não gosto de nada disso, mas encaro a experiência numa boa, porque é apenas um entreposto ao meu destino.
Eu tinha planejado ir este ano para o Nordeste nas minhas férias. Mas aí veio a pandemia, e meu merecido descanso debaixo de um coqueiro foi por terra.
A crise de covid-19 arruinou não só os meus planos, mas os de todo mundo. Porém, ela pegou em cheio as companhias aéreas, que tiveram de paralisar suas atividades com as medidas de restrição à circulação impostas pela pandemia do coronavírus.
A falta de demanda e as restrições à oferta de voos levaram estas companhias à lona. As ações de Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) acumulam perda de mais da metade do valor de mercado na bolsa neste ano.
Recentemente, porém, as empresas começaram a ver sinais de melhora. A Gol informou que, no início de outubro, ampliou a sua oferta de voos para 400 por dia e espera terminar o mês com 500 voos diários, o que colocaria a operação em aproximadamente 60% da programação registrada no mesmo período de 2019. A Azul vem divulgando melhoras sequenciais de tráfego, capacidade e taxa de ocupação desde agosto.
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Os dados parecem indicar que o pior está ficando para trás. E nisso surge a dúvida: será que é sustentável? Se sim, vale a pena comprar as ações?
Atuar no setor aéreo não é fácil. São muitos os custos envolvidos – só a despesa com combustível equivale a um terço dos gastos operacionais. Fora questões como arrendamento de aeronaves e pessoal, e aqueles que estão fora do controle da companhia, como o dólar.
É muito difícil entrar no mercado. Basta ver o que aconteceu com a Avianca. Ela tentou competir com Gol e Azul nas rotas nacionais, mas não durou muito tempo, tendo a sua falência decretada em julho deste ano.
Então quando a pandemia de covid-19 começou a virar um problema sério no país, surgiu a preocupação sobre o futuro destas companhias. Com as pessoas em casa, nem cogitando a possibilidade de embarcar em um avião, como elas iriam sobreviver, diante de custos fixos tão elevados?
A Gol viu uma redução de 90,5% da demanda por voos domésticos no segundo trimestre e realizou apenas voos internacionais para repatriação de pessoas e de ajuda humanitária. A Azul registrou uma queda de 83,8% na procura por viagens no período.
A covid-19 vem sendo implacável. A Gol fechou o terceiro trimestre com um prejuízo de R$ 1,696 bilhão, quase 10 vezes maior que o resultado negativo do mesmo período do ano passado. Mas os indicadores operacionais, incluindo a receita, evoluíram na comparação com o trimestre anterior. A Azul divulga o balanço no dia 16.
Para lidar com esta situação, as duas empresas implementaram iniciativas de corte de custos. Ambas renegociaram o perfil de pagamento com seus arrendadores de aeronaves e fecharam acordos com fabricantes para postergar a entregar de novos aviões, além de adiarem investimentos, gastos com marketing e outras despesas não essenciais. Elas também aproveitaram medidas de ajuda aprovadas pelo governo federal para reduzir salário de funcionários.
“Estas mudanças permitiram que as companhias não quebrassem em abril, maio e junho”, disse Renato Hallgren, analista do BB Investimentos. “Isso fez com que elas pudessem negociar com os credores para postergar o vencimento das dívidas e preservar caixa para passarem por este momento difícil.”
A situação começou a virar na segunda metade do ano. As empresas começaram a ver uma retomada da demanda, diante da flexibilização da quarentena. Em setembro, a Azul informou que o tráfego de passageiros consolidado aumentou 23,5% em relação a agosto e que sua capacidade em setembro representou 42% do registrado no mesmo período do ano passado. A Gol registrou aumento de 36% na demanda no mesmo período.
A perspectiva é de melhora, ainda que as operações não se recuperem totalmente dos efeitos da crise do novo coronavírus. Continuando assim, as ofertas de voos podem chegar a 70% ou até 90% do registrado no ano passado. Trata-se de uma virada brusca das expectativas – no início da pandemia, a Azul previa fechar o ano com 40% da oferta.
E elas entram nesta nova fase com uma posição financeira fortalecida. A Gol encerrou setembro com aproximadamente R$ 2,2 bilhões em liquidez total, com o prazo médio de vencimento da dívida de longo prazo, excluindo arrendamento de aeronaves e notas perpétuas, de quase quatro anos.
A Azul informou que, no final de setembro, a posição de caixa totalizou R$ 2,3 bilhões. A previsão inicial era de um consumo de caixa de aproximadamente R$ 3,0 milhões por dia para o segundo semestre do ano, mas, no fim do terceiro trimestre, apresentou um aumento de caixa de aproximadamente R$ 700 mil por dia.
Os ajustes nas operações permitiram às companhias não terem que recorrer ao BNDES para obter recursos. Elas estão conseguindo captar recursos no mercado. A Azul pretende emitir R$ 1,6 bilhão em debêntures conversíveis em ações, numa operação que tem garantia de participação de investidores e em condições melhores do que aquelas propostas pelo banco de fomento, segundo informações do jornal Valor Econômico.
Considerando então estas duas questões (dados apontando para a retomada e posição financeira fortalecida), fica a questão sobre se chegou o momento de retomar os investimentos nestas duas companhias.
Ilan Arbetman, analista da corretora Ativa Investimentos, atesta que as companhias estão em uma boa posição financeira, após a reestruturação que promoveram, mas é cauteloso em relação ao discurso de volta da demanda das companhias.
Ele pontua que as companhias possuem dois tipos de público, o de viajantes a lazer e o que voa a trabalho. Enquanto a demanda do primeiro grupo parece estar voltando, o segundo ainda está paralisado. Encontros de negócios, convenções, tudo isso está suspenso por conta da pandemia e dificilmente retorna em 2020. E este grupo, de acordo com Arbetman, responde por uma parte significativa do faturamento e das margens destas empresas. O segmento de turismo, por si só, não segura os resultados.
Além disso, as melhoras são em termos sequenciais, ou seja, entre um mês e outro. Na comparação anual, a história é outra. A demanda para os voos da Gol no acumulado do ano até setembro ficou 55,3% abaixo do visto no mesmo período de 2019. “Quando a gente vê os dados de tráfego, ainda existe descompasso relativamente grande entre expectativas de Gol e Azul para fim do ano e os dados presentes”, disse o analista.
Fora isso, a pandemia continua aí. Nos últimos dias vimos notícias de que a Europa, que aparentemente tinha controlado o surto, começou a ver um aumento de casos, no que começa a ser descrito como uma segunda onda de covid-19. No pregão de 28 de outubro, quando o Ibovespa fechou com queda de mais de 4% por conta destas informações, as ações da Gol e da Azul recuaram 9,03% e 9,58%, respectivamente.
A resposta mais simples para esta pergunta após ouvir os especialistas é: depende do seu estômago para encarar riscos.
Por um lado, existe uma demanda reprimida de viajantes que está voltando a olhar passagens e encarar avião, como registrado pelas companhias mês a mês. E o quarto trimestre é um período de alta demanda, por conta das festas de fim de ano. Então é de se esperar um fluxo maior de novos passageiros.
As empresas estão bem posicionadas em termos operacionais e financeiro, longe de estar numa posição em que é preciso se preocupar sobre o seu futuro. E as ações estão em patamares baixos. Quem embarcar nessa agora vai pagar um bom preço.
Mas existe o fator covid-19, e ele precisa ser muito bem considerado. Ninguém sabe dizer quando a pandemia passará, ou até mesmo se teremos uma segunda onda de contaminações no País, como aparentemente ocorre na Europa. O tempo que a pandemia vai perdurar é o que vai determinar a performance das ações.
“Nós aqui estamos acompanhando a situação”, afirmou Eduardo Cavalheiro, sócio fundador e responsável pelos fundos de renda variável da Rio Verde Investimentos.
A gestora dele, que cuida de R$ 150 milhões em recursos, já investiu nas aéreas por muito tempo, mas atualmente não possui exposição ao setor. Segundo ele, as perspectivas no começo do ano eram bastante positivas, especialmente após a saída da Avianca, por ter concentrado o mercado em Gol e Azul, empresas com anos de experiência e que apresentam uma gestão competente. As projeções positivas para a economia em 2020 também abriam caminho para aumento da demanda por passagens aéreas.
Ele acredita que a tese de investimento de ambas ficou muito boa depois dos ajustes operacionais, mas as incertezas a respeito da pandemia impedem de fazer qualquer tipo de projeção financeira para Azul e Gol. Por isso, prefere esperar mais um pouco.
“Sei que, à medida que os riscos diminuem, o preço das ações sobe, mas quero ter uma clareza maior do atual cenário”, afirmou.
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