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Segundo a empresa, recursos serão destinados ao fortalecimento de posição de caixa para viabilizar a retomada das vendas a crédito e parceladas; empresa foi afetada pela pandemia
A operadora e agência de viagens CVC anunciou nesta sexta-feira (10) que fará um aumento de capital de até R$ 301,740 milhões. A capitalização foi aprovada pelo conselho de administração da companhia.
Segundo a empresa, o valor mínimo da operação é de R$ 200 milhões, com a emissão de até 23,5 milhões de ações ordinárias. O preço do papel na subscrição é de R$ 12,84 - cifra 33,5% menor que o valor das ações no fechamento do pregão desta quinta, a R$ 19,30.
A CVC diz que como "vantagem adicional" aos subscritores será atribuído um bônus - o que pode levar a um aumento de capital adicional de até R$ 401,314 milhões, segundo a companhia.
O prazo para o exercício de preferência para subscrição é de 15 de julho a 13 de agosto. Os acionistas terão direito de preferência para subscrever ações na proporção de 0,1574298678 nova ação ON por ação de que forem titulares, conforme a posição acionária de 14 de julho.
Segundo a CVC, os recursos do aumento de capital serão destinados ao fortalecimento de posição de caixa da companhia a fim de viabilizar a retomada das vendas a crédito e parceladas, que compõem aproximadamente 85% do total das suas vendas.
Além disso, a empresa precisa de dinheiro para lidar com os impactos do novo coronavírus no curto prazo. No último dia 7, a empresa revelou estimar perdas de cerca de R$ 660 milhões com pandemia.
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Ao longo do primeiro trimestre, houve redução significativa nas operações e as perspectivas relacionadas à retomada das atividades do setor de viagens e turismo indicam "impossibilidade de recuperação de certos ativos", diz o comunicado da semana passada.
A CVC informou ainda gastos com cancelamentos e reembolsos de viagens futuras. Foram citadas perdas de contratos com fornecedores que contemplam créditos para utilização futura, entre outros.
A empresa ainda não divulgou os balanços do quarto trimestre do ano passado e do início deste ano. A companhia apura um erro fiscal com impacto potencial de R$ 350 milhões, abrangendo o período entre 2015 e 2019.
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