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Nos últimos 18 meses, Roberto Fulcherberguer passou 12 horas por dia, pelo menos, tentando recolocar o negócio em pé; agora, acredita que a primeira parte do trabalho está perto do fim
O executivo Roberto Fulcherberguer recebeu uma ligação do empresário Michael Klein no primeiro semestre de 2019. A missão era liderar o time de executivos que recuperaria a Via Varejo, dona da Casas Bahia e Ponto Frio.
Nesses últimos 18 meses, ele passou 12 horas por dia, pelo menos, tentando recolocar o negócio em pé. Agora, acredita que o trabalho de arrumar a casa está perto do fim.
“Está na hora de ganhar escala”, afirma o executivo, que vê a Via Varejo se firmar em espaços como o marketplace - venda de produtos de terceiros -, logística e em oferta de crédito, tanto para parceiros quanto para o consumidor.
A Via Varejo tinha muitos problemas. Foi importante não tentar endereçá-los de uma vez?
A gente trouxe uma equipe excepcional, que conhece muito bem do negócio, e fizemos um mergulho em quais eram os problemas - e eram inúmeros, nas mais diversas áreas. Então, priorizamos aqueles que tinham o poder de destravar (o crescimento) da companhia. É preciso ter disciplina para fazer as coisas na prioridade certa, sem lugar para ego. Aqui, não existe a ‘minha área’. O que importa é o interesse coletivo.
Qual foi o principal desafio?
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A gente até agora arrumou a casa, agora estamos prontos para ganhar escala. Praticamente, digitalizamos a companhia. Por exemplo, não existia, aqui, uma maneira de acompanhar o fluxo do pedido no e-commerce. A gente não conseguia saber em que etapa estava o pedido. Agora, temos um fluxo completo da jornada do produto até o consumidor.
A ‘nova’ Via Varejo já foi entendida pelo mercado?
Acho que tem uma coisa que está ficando mais clara. A gente está aqui numa jornada de longo prazo, não está aqui para fazer o resultado do próximo trimestre acontecer.
O Magalu já é forte no marketplace. Como a Via Varejo vai tentar tirar essa diferença?
Vamos oferecer nosso serviço de logística para o seller (vendedor). Fizemos a compra da AsapLog e ganhamos 15 meses de desenvolvimento (em logística de proximidade). Em dois meses eles estavam plugados nos 500 minihubs instalados nas lojas, que fazem essa última milha para o produto chegar ao cliente. E quem estiver no nosso marketplace vai ter essa malha logística nas mãos.
Como fica a área financeira?
O BanQi (banco digital) traz uma sinergia sem precedentes com a Via Varejo. A Casas Bahia foi inclusiva desde sempre, ao dar crédito ao brasileiro. Agora, vamos fazer isso de maneira digital. Finalizamos a aquisição do BanQi em maio e começamos a acelerar a partir de junho. Estamos com 1 milhão de clientes - 600 mil entraram nos últimos três meses.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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