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Empresas são algumas das que divulgam resultados do terceiro trimestre ainda nesta semana; confira o que dizem os analistas e o calendário dos balanços
BRF, Magazine Luiza e Via Varejo devem agitar o mercado nesta semana. As três empresas divulgam os resultados do terceiro trimestre, período que sinaliza como pode ser o desempenho das companhias depois da pandemia.
Ao menos outras 20 empresas com ações no Ibovespa revelam o balanço ao longo dos próximos dias (ver no final desta matéria). A temporada ainda continua na semana seguinte, sendo que até agora o mercado já conheceu os números de Petrobras, Banco do Brasil, Gol, entre outras.
A Minerva foi a primeira do setor de alimentos a divulgar os resultados. A empresa é seguida nesta semana pela BRF, que deve apresentar uma leve recuperação em relação ao segundo trimestre. Ainda assim, segundo consulta da Bloomberg, analistas esperam prejuízo de R$ 53 milhões.
Especialistas do BB Investimentos apontam uma possível melhora na execução no Brasil e nas exportações para China, mas falam em menores margens por conta de desempenho fraco no mercado árabe e maiores custos com grãos.
A BRF é a empresa do setor de proteína animal que mais perdeu valor de mercado neste ano, com queda de 50% das ações na B3. Para a XP Investimentos, o desempenho é reflexo de perspectivas para a economia local - o país representa metade dos resultados da empresa.
"Há ainda uma preocupação maior quanto ao endividamento da BRF, apesar deste se encontrar em patamares saudáveis", escreveram os analistas da corretora, recomendando a compra dos papéis.
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O Credit Suisse não tem o mesmo posicionamento. Em relatório recente o banco rebaixou as ações da empresa para "neutro", com um preço-alvo de R$ 22. A instituição falou em compra dos papéis de Marfrig e JBS.
Enquanto BRF amarga perdas na bolsa, Magazine Luiza e Via Varejo têm movimento oposto. Com o coronavírus, a perspectiva de aceleração da digitalização das operações do varejo fez as ações do setor dispararem.
O momento de maior mudança foi o segundo trimestre. Com as lojas fechadas ou restrições de horário, as empresas tiveram altas expressívas nas vendas online. Agora, especialistas do mercado falam em uma normalização do varejo físico - mas ainda esperam resultados fortes no digital.
Para analistas do Itaú BBA, as duas frentes devem apresentar resultados positivos. "Nossas estimativas de vendas nas mesmas lojas (critério do varejo físico) são de alta de 2%", disseram.
Nas contas dos especialistas do banco, o GMV (volume em vendas digitais) deve avançar 120% na comparação anual, a R$ 7,3 bilhões. O resultado seria um reflexo das vendas em eletrônicos e móveis, além de categorias não essenciais como cosméticos.
"A melhora deve se traduzir em um crescimento de receita anual de 59,0%, para R$ 7,7 bilhões", disseram. "Por outro lado, estimamos contração de 20 pb na margem Ebitda anual, para 6%, devido à normalização de algumas despesas gerais e administrativas e resgate de alguns investimentos".
Além de apontar o mesmo movimento de normalização da operação física da Via Varejo, analistas da XP Investimentos dizem que a empresa devem apresentar um crescimento de 200% nas vendas de estoque próprio (1P) e de 170% no marketplace.
A projeção da corretora é de uma alta de 235% nas vendas online totais (GMV), na comparação com o mesmo período do ano passado. As vendas no conceito mesmas lojas avançariam 1,0%, nas contas dos analistas.
Já o Itaú BBA fala em avanço de 36% na receita, na comparação anual, que chegaria a R$ 7,7 bilhões. Os analistas do banco chamam a atenção para o aumento da concorrência no ecommerce.
O terceiro trimestre foi marcado por uma alta de 13% das ações da Via Varejo e pela aquisição da startup de marketplace I9XP Tecnologia e Participações - o valor da operação não foi relevado. A empresa também reformulou a identidade visual digital das Casas Bahia.
Confira a agenda de resultados desta semana:
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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