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Berkshire Hathaway aumenta participação no banco para 11,3%, marcando a segunda grande aquisição do conglomerado desde o início da pandemia
A Berkshire Hathaway, do bilionário Warren Buffett, comprou mais de US$ 800 milhões em ações do Bank of America esta semana. Com o movimento, o conglomerado aumentou a participação no banco para cerca de 11,3%.
Segundo documentos enviados pela empresa de Warren Buffett à Securities and Exchange Commission (a CVM do mercado americano), foram adquiridas 33,9 milhões de ações do BofA, somando US$ 813,3 milhões.
O aumento da fatia em uma empresa em geral sinaliza confiança do acionista, que acredita em um potencial de valorização da companhia. No caso de um investidor do cacife do bilionário Warren Buffett, o movimento tende a impor ainda mais confiança do mercado sobre a companhia.
As ações do BofA subiram 0,95% nesta quinta-feira (23), sendo cotadas US$ 24,54 - também registravam leve alta no pré-mercado nesta sexta-feira (24). Neste ano, os papéis do banco acumulam queda de 30%, em meio à crise do novo coronavírus - desconto que também explicaria o conglomerado comprar os papéis.
A compra de ações do BofA marca o segundo grande investimento da Berkshire Hathaway desde o início da pandemia, que derreteu o valor de mercado de muitas empresas em todo o mundo, em um primeiro momento.
No início de julho o conglomerado de Warren Buffett anunciou a compra dos ativos de transmissão e armazenamento de gás natural da Dominion Energy por US$ 4 bilhões, em dinheiro.
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Com a parte da dívida da companhia assumida pela Berkshire, o negócio totalizou US$ 10 bilhões. Até então, o conglomerado só havia vendido ativos, como ações de companhias aéreas americanas.
No primeiro trimestre deste ano, Berkshire informou ter uma posição de caixa de cerca de US$ 137,3 bilhões — um aumento de cerca de US$ 10 bilhões em relação ao fim de 2019.
Com tanto dinheiro em caixa, o mercado financeiro segue atento a possíveis aquisições do conglomerado. Nas últimas semanas, blog Rational Walk chegou a levantar a possibilidade do conglomerado de Warren Buffett ter recomprado cerca de US$ 5,5 bilhões das próprias ações.
Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.
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