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É hora de soprar as cinzas da quarta-feira e encarar uma nova realidade de mercados mais voláteis e incertos. Os humores devem continuar a variar conforme dados sobre o avanço ou retrocesso do coronavírus forem divulgados. Além da questão sanitária, o investidor deve refletir sobre as consequências reais do surto para a economia e o […]

É hora de soprar as cinzas da quarta-feira e encarar uma nova realidade de mercados mais voláteis e incertos. Os humores devem continuar a variar conforme dados sobre o avanço ou retrocesso do coronavírus forem divulgados.
Além da questão sanitária, o investidor deve refletir sobre as consequências reais do surto para a economia e o resultado das empresas. A Microsoft seguiu a Apple e já admitiu que não deve cumprir suas projeções de vendas. Culpa do coronavírus…
O que vimos ontem foi o pior pregão em quase três anos. O clima de incertezas deu combustível ao dólar, que foi a R$ 4,44. O número está bem acima das projeções para o fim do ano da média dos economistas. Mas não há consenso sobre a sua direção. Um ex-diretor do BC citou outro número para o câmbio de equilíbrio: R$ 4,77.
E então, o que esperar? O que fazer? O tema caiu no colo do nosso colunista Alexandre Mastrocinque.
O que você precisa saber hoje:
MERCADOS
• Pressionado pelo coronavírus, o Ibovespa despencou 7% ontem - o pior pregão desde o “Joesley Day”, em 2017. O dólar bateu um novo recorde nominal: R$ 4,44, numa alta de 1,11%.
• Todas as ações do Ibovespa fecharam em queda, com destaque para as companhias aéreas Gol e Azul, além de Vale e Petrobras.
Leia Também
•O sistema de home broker da XP Investimentos chegou a cair ontem - e o concorrente BTG Pactual Digital fez piada.
•O dólar tem espaço para subir mais e o câmbio de equilíbrio é de R$ 4,77. Essa é a visão de Reinaldo Le Grazie, ex-diretor do Banco Central e sócio da gestora Panamby Capital. Em entrevista exclusiva ao Vinícius Pinheiro, ele falou sobre as pressões para o câmbio.
•O que mexe com os mercados hoje? Os negócios continuam fortemente influenciados pela disseminação do coronavírus. Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única. Os índices futuros em Wall Street e o pregão europeu amanhecem no vermelho. No Brasil, o ajuste de Carnaval foi feito, mas a cautela em torno da doença deve continuar.
INVESTIMENTOS
| SEU DINHEIRO PREMIUM |
| • Sempre na última quinta-feira do mês o Seu Dinheiro traz uma sugestão de investimento exclusiva para os leitores Premium do Alexandre Mastrocinque, autor da coluna “Que Bolsa é Essa?”. Ele estava pronto para indicar a compra de uma ação, mas foi surpreendido pelo coronavírus e mudou de ideia. Se você é Premium, pode conferir o texto do Alê aqui. Se você ainda não é Premium, pode destravar seu acesso aqui. |
EMPRESAS
•A Ambev divulgou um lucro líquido ajustado de R$ 12,549 bilhões em 2019 — um aumento de 8,5% em relação ao ano anterior.
• A Microsoft reviu sua projeção trimestral por causa dos impactos do coronavírus. Ela afirmou que a projeção de venda de computadores pessoais não deve ser atingida.
•O Facebook anunciou que vai banir anúncios que prometem a cura do coronavírus. Recentemente, viralizou na rede social uma peça que prometia um óleo de cobra que curaria a doença.
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