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O brasileiro e a inflação têm uma história. Uma das minhas lembranças do tempo de criança é de ficar numa espécie de marcação cerrada com a pessoa que remarcava os preços no supermercado. “Corram para pegar um pacote de arroz antes que o ‘tio’ troque a etiqueta”, minha mãe dizia para mim e a para minha irmã.
Não é à toa que a inflação frequentemente é retratada como um “dragão” que assusta as famílias brasileiras. Ela é uma espécie de ser mitológico que faz o dinheiro que está no seu bolso valer menos a cada dia.
Mas, ultimamente, esse dragão estava adormecido e ninguém dava muita importância para ele aqui no Brasil. Agora ele se mexeu e já deixou algumas pessoas apavoradas.
Na sua coluna de hoje, Matheus Spiess fala que a inflação está no meio de um cabo de guerra. Forças conjunturais a puxam para cima, enquanto forças estruturais a puxam para baixo.
Que forças são essas? Quem deve ganhar o jogo? E o que eu faço com o meu dinheiro nesse contexto? O Matheus responde neste texto.
•O Ibovespa subiu 1,94% ontem, aos 100.274,52 pontos, e dólar à vista registrou queda de 1,09%, a R$ 5,2755. A retomada dos testes clínicos de vacina da AstraZeneca sustentou o bom humor e manteve em segundo plano o IBC-Br de julho.
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•O que mexe com os mercados hoje? O otimismo dos investidores é patrocinado pelos dados positivos da economia chinesa que mostram que o país segue se recuperando do impacto do coronavírus. As bolsas asiáticas fecharam em alta. Os índices futuros em Nova York e as principais praças europeias também avançam.
•A Minerva Foods recebeu uma proposta em que avalia a subsidiária Athena em US$ 1,5 bilhão. A operação pode levar a empresa a ter ações negociadas na Nasdaq.
•A Santos Brasil anunciou que fará uma nova oferta primária de ações. A operação pode levantar até R$ 1,3 bilhão.
•A JSL vai mudar o código das ações na B3, de JSLG3 para SIMH3, em um processo de reestruturação da empresa. A mudança vale a partir de 18 de setembro.
•A ANP autorizou a substituição do nome do campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, para campo de Tupi. No pré-sal, a maioria dos campos é batizada com nomes relacionados a moluscos, mas esse foi contestado sob o argumento de que a escolha teve intenção política.
•A Petrobras revisou o seu portfólio do segmento de exploração e produção, diante dos efeitos da pandemia. Búzios e os demais ativos do pré-sal passarão a ter uma importância ainda maior na carteira da companhia.
•O governo pretende efetivar Eduardo Pazuello como ministro da Saúde, depois de quatro meses mantendo o general à frente da Pasta como interino. Ele substituiu Nelson Teich.
•O Brasil chegou a 132 mil mortes por covid-19, segundo o Ministério da Saúde. O total de casos é de 4,3 milhões.
Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?
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