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Eu cobri a área de negócios por muitos anos e, infelizmente, já escrevi o "obituário" de muitas empresas. Talvez isso explique por que sou tão cética sobre a capacidade de uma companhia que entra em recuperação judicial se reerguer no Brasil.
A briga entre credores e sócios e a lentidão da Justiça tira o foco do negócio. E isso geralmente dá errado. Vejo 3 cenários possíveis após uma "RJ":
Deu para perceber que nem no melhor cenário um gigante se levanta intacto após uma RJ?
Não é a toa que as ações de empresas em recuperação judicial viram pó e passam a ser negociadas na casa de centavos.
Durante o "vai-não-vai", o papel enfrenta uma alta volatilidade. E muitos investidores entram para um tudo ou nada.
A ação pode cair com força quando fatos novos indicam que a falência é o cenário mais provável. E também pode ter altas expressivas quando as notícias dão esperança para o melhor cenário.
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A Oi está há quase quatro anos em recuperação judicial, no que eu chamei de "vai-não-vai" logo acima. Já passou pela fase de briga de sócios e credores e agora tenta um desfecho positivo com a venda de ativos de telefonia móvel para Telefônica e TIM. A intenção é focar no negócio de fibra ótica.
O banco Credit Suisse mudou nesta semana sua recomendação para os papéis da Oi. Saiu do grupo dos pessimistas e passou a considerar a possibilidade de dar certo tão provável quanto a de não dar.
Mas, se der certo, o ganho para o acionista será expressivo, dado que o valor patrimonial da Oi está próximo de um 'valor residual', explicaram os analistas do banco.
O Victor Aguiar escreveu sobre a mudança de visão do Credit Suisse, na reportagem mais lida da semana.
Antes de você lembrar o que bombou, deixo um convite para quem gosta do mercado imobiliário:
Quem está à frente do projeto é o Rodolfo Amstalden, colunista do Seu Dinheiro e sócio-fundador da Empiricus. Eu fiz uma entrevista com ele para falar sobre os efeitos do coronavírus no setor, estratégias para lucrar com ativos imobiliários e quais as oportunidades (e furadas) neste mercado. No vídeo abaixo, você pode ver a entrevista.

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