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Marina Gazzoni

Marina Gazzoni

Diretora-Executiva do Seu Dinheiro e Money Times. Tem 20 anos de experiência em gestão, edição e reportagem de projetos de conteúdo de Economia, passando por Empiricus Research, G1/Globo, Folha, Estadão e IG. Tem MBA em Informação Econômico-Financeira e Mercado de Capitais e MBA em Marketing Digital. É planejadora financeira CFP® e mestranda na FGV (Inovação Corporativa).

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

MAIS LIDAS: O benefício da dúvida para a Oi

Veja as notícias mais lidas no Seu Dinheiro na semana de 11 a 17 de abril

Marina Gazzoni
Marina Gazzoni
18 de abril de 2020
12:02 - atualizado às 14:19

Eu cobri a área de negócios por muitos anos e, infelizmente, já escrevi o "obituário" de muitas empresas. Talvez isso explique por que sou tão cética sobre a capacidade de uma companhia que entra em recuperação judicial se reerguer no Brasil.

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A briga entre credores e sócios e a lentidão da Justiça tira o foco do negócio. E isso geralmente dá errado. Vejo 3 cenários possíveis após uma "RJ":

  1. No pior cenário, a recuperação judicial vira falência.
  2. Há também o "vai-não-vai". É muito comum o processo se estender na Justiça sem um desfecho, como um jogo cansativo que parece nunca ter fim.
  3. No melhor cenário, a empresa vende seus ativos e ganha um bom dinheiro para focar em apenas parte do seu negócio original. Neste caso, volta "recuperada" como uma empresa menor.

Deu para perceber que nem no melhor cenário um gigante se levanta intacto após uma RJ?

Não é a toa que as ações de empresas em recuperação judicial viram pó e passam a ser negociadas na casa de centavos.

Durante o "vai-não-vai", o papel enfrenta uma alta volatilidade. E muitos investidores entram para um tudo ou nada.

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A ação pode cair com força quando fatos novos indicam que a falência é o cenário mais provável. E também pode ter altas expressivas quando as notícias dão esperança para o melhor cenário.

Leia Também

A Oi está há quase quatro anos em recuperação judicial, no que eu chamei de "vai-não-vai" logo acima. Já passou pela fase de briga de sócios e credores e agora tenta um desfecho positivo com a venda de ativos de telefonia móvel para Telefônica e TIM. A intenção é focar no negócio de fibra ótica.

O banco Credit Suisse mudou nesta semana sua recomendação para os papéis da Oi. Saiu do grupo dos pessimistas e passou a considerar a possibilidade de dar certo tão provável quanto a de não dar.

Mas, se der certo, o ganho para o acionista será expressivo, dado que o valor patrimonial da Oi está próximo de um 'valor residual', explicaram os analistas do banco.

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O Victor Aguiar escreveu sobre a mudança de visão do Credit Suisse, na reportagem mais lida da semana.

Antes de você lembrar o que bombou, deixo um convite para quem gosta do mercado imobiliário:

Seu Dinheiro lança curso inédito de investimentos em imóveis e fundos imobiliários

Quem está à frente do projeto é o Rodolfo Amstalden, colunista do Seu Dinheiro e sócio-fundador da Empiricus. Eu fiz uma entrevista com ele para falar sobre os efeitos do coronavírus no setor, estratégias para lucrar com ativos imobiliários e quais as oportunidades (e furadas) neste mercado. No vídeo abaixo, você pode ver a entrevista.

Marina Gazzoni e Rodolfo Amstalden

Veja as 5 notícias mais lidas da semana:

  1. Credit Suisse eleva a recomendação para as ações da Oi: ‘potencial de alta pode ser significativo’
  2. Itaú fará maior doação da história do país para combate ao coronavírus, diz colunista
  3. AZ Quest vê bolsa atrativa após queda, mas a maior aposta hoje está em outro mercado
  4. O controlador da Azul vendeu mais de 9 milhões de ações da empresa. O que isso significa?
  5. Luiz Barsi se posiciona contra oferta da Eneva pela AES Tietê em carta a acionistas

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