Adam Smith e o PIB da pandemia
A economia funciona desta forma: a produção de bens e serviços só existe em função do consumo. Essa conclusão não é minha, é claro, mas de Adam Smith. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Citar o “pai” do liberalismo em um raro momento de consenso sobre a necessidade de maior atuação do Estado […]

A economia funciona desta forma: a produção de bens e serviços só existe em função do consumo. Essa conclusão não é minha, é claro, mas de Adam Smith.
Citar o “pai” do liberalismo em um raro momento de consenso sobre a necessidade de maior atuação do Estado para conter os efeitos do coronavírus na economia pode parecer um contrassenso.
Mas foi ele quem me veio à mente quando o IBGE divulgou o resultado do PIB brasileiro no primeiro trimestre. A economia registrou uma retração de 1,5% na comparação com os três últimos meses de 2019.
A “mão invisível” do coronavírus interrompeu bruscamente o processo de retomada da atividade no país – que, convenhamos, já vinha em um ritmo bem mais lento do que o desejado.
Foi justamente o consumo das famílias, que vinha sustentando o nosso “pibinho” nos últimos trimestres, o mais afetado no período, com uma queda de 2%. E, sem consumo, já sabemos o que acontece com a produção...
O resultado do PIB sem dúvida foi ruim, mas em uma comparação relativa não fomos tão mal assim. O Brasil ficou em 15º lugar num ranking internacional de desempenho da atividade econômica com 44 países.
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O problema é que os dados refletem apenas o início da quarentena no país. Ou seja, ainda caminhamos no túnel às escuras e só veremos as luzes ao longe quando a atividade for retomada.
O Kaype Abreu ouviu economistas do mercado financeiro e da academia para saber qual foi a reação aos números do PIB e conta para você quando eles esperam que o país retome os níveis pré-crise.
Um mês em um dia
Os mercados tinham uma direção definida até meados da tarde — com o dólar em alta e a bolsa em queda. O que explicava o pé atrás era a volta da tensão entre Estados Unidos e China. Mas tudo mudou de figura quando o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou medidas muito mais brandas do que as esperadas pelo mercado. O pregão de hoje, aliás, foi uma espécie de resumo do que aconteceu neste mês, como mostra o Victor Aguiar.
Momento Tiririca
Ao se referir ao cenário econômico atual, com a pandemia do coronavírus pesando, o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, disse que não tem como o buraco ser mais embaixo. “Não conseguimos vislumbrar nada que seja pior do que agora”, afirmou. Neste contexto, a empresa aérea cortou a folha pela metade ao reduzir jornadas e criou programa de licença não remunerada ao qual 38% dos funcionários aderiram. Vale a pena ler a entrevista com Kakinoff.
Dividendos, ainda não
Os bancos terão de segurar o pagamento de dividendos aos acionistas por mais tempo. O Conselho Monetário Nacional também decidiu prorrogar até o fim do ano o veto ao aumento da remuneração de dirigentes de instituições financeiras e distribuição de lucros acima do mínimo regulatório. A primeira determinação do colegiado era impedir elevações até setembro.
O fim do 2 com 20?
A taxa básica de juros (Selic) está na sua mínima histórica — e provavelmente cairá mais, para perto dos 2%. No atual cenário, vale a pena continuar pagando 2% ao ano de taxa de administração e mais 20% de taxa de performance para os gestores de fundos de investimento? Esse é o tema da coluna do Felipe Arrais, que também conta a história de como um espião comunista criou esse método de cobrança dos fundos.
Quem ganhou em maio?
A edição desta semana do podcast Touros e Ursos reflete uma semana movimentada no mundo das finanças. Em meio à tensão política, nossos repórteres Julia Wiltgen e Victor Aguiar discutem o que guiou os mercados, além de fazerem um balanço sobre os investimentos de maio e o PIB do primeiro trimestre. Nosso podcast é ao vivo — toda sexta-feira, ao meio dia —, mas quem não viu pode conferir a transmissão aqui.
O conto da bilionária aos 21
Mentira tem perna curta — e a de Kylie Jenner caiu do cavalo selado em frente à Forbes. A revista americana afirma que a empresária e membro do clã Kardashian inflou seus resultados para alcançar a marca de 9 dígitos. Jenner já havia figurado na lista das potenciais bilionárias do futuro, da própria Forbes, em 2018, na 27ª posição. A Larissa Santos traz as contas da fortuna da celebridade.
TRILHAS DE CARREIRA
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