Através do espelho
Às vezes, caminhamos de forma mais genuína pelas trajetórias que não conhecemos, seguindo as pegadas do coelho branco.
Existe uma diferença entre conhecer a trajetória e caminhar pela trajetória.
Às vezes, caminhamos de forma mais genuína pelas trajetórias que não conhecemos, seguindo as pegadas do coelho branco.
Como vai ser quando chegarmos lá, do outro lado do isolamento?
Protestos pela volta das reformas?
Um novo PAC Pró-Brasil?
Pedidos de impeachment?
Leia Também
Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groelândia: veja como investir hoje
Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral
Miniciclos sucessivos de stop & go?
Ninguém sabe.
What you see is all there is.
Depois de um grande extremo, só conseguimos enxergar outros cenários extremos e improváveis.
Flertamos com extremos pois eles levam a história para lugares definidos, sejam eles bons ou ruins.
No entanto, a maior parte da história é passada no meio do caminho, em algum ponto entre extremos onde quase nada acontece, país sem maravilhas.
Uma extensa guerra fria, cisnes brancos e cinzas passeando a esmo pelo lago de bordas infinitas.
Não seria surpresa, portanto, vivenciarmos os próximos meses e anos sem que nada construtivo aconteça na política brasileira, tampouco na economia.
Carentes de um deus ex machina.
Nenhuma ajuda vinda de fora.
Apenas nós convivendo com nossos próprios problemas, em um longo enredo desprovido de clímax.
O que acontece com o seu dinheiro quando nada acontece?
Por enquanto, estamos demasiadamente mergulhados no coronavírus para pensar se a conjuntura nacional mudou.
De um Brasil onde certas coisas aconteciam (2016-2019), pulamos de repente para um país de cães que sempre ladram e nunca mordem.
Muita troca de farpas, muita ideologia, zero pragmatismo.
Todas as razões endógenas para o bull market doméstico foram jogadas para escanteio: reequilíbrio fiscal, choque de produtividade, investimentos privados, privatizações…
Restará pegar carona nas grandes variáveis macro — juros, câmbio, inflação — ao sabor da sorte.
Essa é a nossa sina. Quem não conduz é conduzido.
Não digo que a Bolsa vai subir ou cair, que o dólar vai subir mais, juros longos, etc.
Digo apenas que talvez não dependa mais de nós, não dependa mais de esforços e méritos intrínsecos.
É um ambiente potencialmente alheio, que carrega mais risco.
Ainda que você não queira tomar risco, não há como evitar.
Somos todos arriscados por aqui.
Eu sou arriscado, você é arriscado.
Sei disso porque, de outra forma, você não teria vindo até aqui — disse o gato que ri.
P.S.: Para aqueles que dormem com Alice ou outras histórias, iniciamos um projeto com o Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte para mapeamento (anônimo) de sonhos de investidores pré e pós-corona. Acesse aqui para participar!
Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela
Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina
A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje
A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity
O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?
O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?
FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado
As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas
Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025
Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente
Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres
Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência
Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky
Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)
FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque
Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs
O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia
Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores
De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar
Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026
Tony Volpon: Uma economia global de opostos
De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026
Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa
A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais
O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje
O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora
A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década
Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso
As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje
Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você
Rodolfo Amstalden: De Flávio Day a Flávio Daily…
Mesmo com a rejeição elevada, muito maior que a dos pares eventuais, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem chance concreta de seguir em frente; nem todas as candidaturas são feitas para ganhar as eleições
Veja quanto o seu banco paga de imposto, que indicadores vão mexer com a bolsa e o que mais você precisa saber hoje
Assim como as pessoas físicas, os grandes bancos também têm mecanismos para diminuir a mordida do Leão. Confira na matéria
As lições do Chile para o Brasil, ata do Copom, dados dos EUA e o que mais movimenta a bolsa hoje
Chile, assim como a Argentina, vive mudanças políticas que podem servir de sinal para o que está por vir no Brasil. Mercado aguarda ata do Banco Central e dados de emprego nos EUA
Chile vira a página — o Brasil vai ler ou rasgar o livro?
Não por acaso, ganha força a leitura de que o Chile de 2025 antecipa, em diversos aspectos, o Brasil de 2026