De volta à bolsa aos 80 anos
Caro leitor, CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Muitas vezes você já deve ter ouvido que bolsa é investimento de longo prazo. Por esta razão, o investimento em ações tende a ser muito associado com o objetivo de construção de patrimônio, para quem ainda está formando as reservas para a aposentadoria e tem […]

Caro leitor,
Muitas vezes você já deve ter ouvido que bolsa é investimento de longo prazo. Por esta razão, o investimento em ações tende a ser muito associado com o objetivo de construção de patrimônio, para quem ainda está formando as reservas para a aposentadoria e tem um horizonte de acumulação de uns 20 ou 30 anos pela frente.
Mas isso não quer dizer que os mais velhos não invistam na bolsa, não senhor! Muito pelo contrário. Entre as pessoas físicas, há alguns notáveis que construíram fortunas em ações e que permanecem na bolsa, mesmo depois dos netos e dos cabelos brancos.
E o que dizer do perfil do investidor pessoa física cadastrado na B3? Quase 60% dos investidores da bolsa brasileira têm 56 anos ou mais (talvez você seja um deles!). Se considerarmos só aqueles que têm 66 anos ou mais, são quase 37% dos CPFs.
Mas o que você acha de entrar na bolsa aos 80 anos? E justamente agora? Bem, é isso que o nosso colunista Ivan Sant’Anna está fazendo. Está certo que ele não é nenhum novato nesse mercado, pois atuou como trader profissional por quase 40 anos.
Mas ele estava afastado do mercado financeiro há 25 anos, durante os quais viveu dos rendimentos da grana que juntou na sua primeira carreira e dos direitos autorais dos livros publicados na sua segunda carreira como escritor. Afastado como investidor, mas ainda bastante atento como espectador.
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Só que justo agora, o Ivan resolveu voltar ao mercado, mas não para operar contratos futuros, como antigamente. E sim para comprar ações. Na sua coluna de hoje, ele nos conta por que está fazendo isso e qual é o perfil das empresas que procura.
Dólar faz história…
A moeda americana não dá trégua. Mais uma vez, bateu recorde e terminou o pregão cotado a R$ 5,26, nova máxima histórica de fechamento. Neste ano, a moeda já acumula alta superior a 30%. O Ibovespa, por sua vez, continua sua trajetória de queda, embalada pelo noticiário internacional negativo, como conta o Victor Aguiar.
…e dá adeus
Uma das causas para a aceleração da alta do dólar frente ao real é justamente o fluxo de saída da moeda do país. Isso diminui a oferta da moeda e pressiona o seu preço, dada a demanda por ativos seguros em contextos de estresse dos mercados. O Banco Central divulgou hoje o dado que demonstra essa realidade: em 2020, até 27 de março, mais de US$ 10 bilhões fugiram do Brasil. Já o Instituto de Finanças Internacionais estimou, em relatório, uma saída de capital de recorde de mercados emergentes no mês passado.
Quem diria!
Os fundos de ações estão se mostrando fortes — mesmo em meio ao caos. Apesar de um mês de queda recorde do Ibovespa, eles ainda tiveram captação líquida positiva, segundo dados da Anbima. Os ETFs (fundos negociados em bolsa que refletem o comportamento de um índice acionário ou de renda fixa) também tiveram um bom desempenho nesse sentido. Confira em detalhes esses números na matéria do Felipe Saturnino.
Ninguém sai, mas pode entrar
E, por falar em ações, a B3 revelou hoje as empresas que deverão entrar na lista da próxima carteira do Ibovespa. Três companhias foram incluídas e nenhuma excluída. Com as novidades, o principal índice da bolsa brasileira passará a contar com 76 papéis.
XP derruba Via Varejo
A XP Gestão anunciou que reduziu sua posição no capital da Via Varejo de 5% para menos de 3%. E o mercado reagiu com desconfiança, derrubando o preço da ação em 11% - lembre-se de que a XP entrou no negócio quando a família Klein retomou o controle da empresa no ano passado.
Oi, querida
O UBS passou hoje a recomendar a compra de ações do Itaú. Segundo o banco suíço, uma rentabilidade acima dos custos embasa a visão positiva sobre o papel, que tem potencial de alta de 17%, para os analistas. No entanto, a ação de banco preferida do UBS é outra. O Vinícius Pìnheiro te conta tudo nesta matéria.
Otimismo acionário
A gestora de patrimônio TAG investimentos tem uma visão positiva para as ações brasileiras — apesar da crise que fez a nossa bolsa tombar e que não dá sinais de alívio. A gestora também vê com bons olhos o investimento em títulos públicos atrelados à inflação, mas tem um pé atrás com os fundos multimercados. Quer saber por quê? Vem cá que eu te explico.
Medidas contra a crise
E o governo continua a se mobilizar para suavizar os impactos da crise do coronavírus. Entre as medidas de hoje, o anúncio de recursos bilionários para complementar o salário de trabalhadores de jornada menor e o auxílio a informais, no valor de R$ 600, sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro. Além disso, uma espécie de orçamento paralelo que visa definir gastos de emergência, o chamado “orçamento de guerra” já começou a tramitar na Câmara, com assinatura de Rodrigo Maia.
Modos de viver no escuro
Como ficar em um mundo que não pode ser calculado? Para os investidores, a incerteza foi a principal entrega deixada pelo coronavírus. A falta de previsibilidade sobre lucros e prejuízos da empresas desconcerta a todos que buscam um horizonte de como se posicionar: tateando no escuro, sem entender no que estamos tocando, como sobreviver? Com direito a John Lennon, Felipe Miranda discute o que se fazer quando não se pode entender o que se passa.
Um grande abraço e ótima quarta-feira!
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