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A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório
Em semana de queda do Ibovespa por conta dos receios com o conflito no Oriente Médio, uma ação chamou a atenção por caminhar na direção oposta.
Os papéis da Sanepar (SAPR11) subiram quase 5% nesta semana até o fechamento de ontem (23), com uma notícia que traz esperança aos amantes de dividendos.
Mas para entender melhor essa história, precisamos voltar um pouco no tempo e falar sobre um tal precatório bilionário que a companhia recebeu do governo.
Ainda nos anos 90, a Sanepar ingressou uma ação contra a União questionando o pagamento de determinados impostos aos quais ela deveria estar isenta por ser uma empresa pública que prestava um serviço essencial à população (saneamento).
A disputa durou décadas, mas em 2025 a companhia finalmente recebeu cerca de R$ 4 bilhões da União, o que equivale a aproximadamente 30% do valor de mercado atual da Sanepar.
Com a primeira etapa concluída, restava saber qual a parcela desse montante poderia ser distribuída para os acionistas na forma de dividendos.
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De acordo com as instruções do próprio regulador, cerca de 75% da receita desse tipo de crédito extraordinário deveria ser utilizada para desconto em tarifas e investimentos que não poderiam ser cobrados pela companhia posteriormente (não onerosos).
Esse argumento abria a possibilidade para que os 25% restantes (R$ 1 bilhão) pudessem ser distribuídos na forma de dividendos — o que equivaleria a um ótimo yield de 7% nas cotações atuais de SAPR11.
Em março, veio o banho de água fria: a Agência Reguladora do Paraná (Agepar) decidiu que 100% do valor do precatório deveria ser utilizado na redução de tarifas e investimentos não onerosos, contra as diretrizes de seu próprio manual de revisão tarifária.
Como essa decisão eliminava a possibilidade de qualquer fatia do precatório ser destinada para dividendos, as ações reagiram mal na época, mas voltaram a dar sinal de vida nesta semana.
O motivo foi um fato relevante emitido pela Sanepar, comunicando que vai tentar anular a decisão da Agepar e, quem sabe, garantir a distribuição de parte do precatório aos acionistas.
Para ser bastante sincero, eu não acredito muito neste “presente”, dado o histórico não muito amigável da Agepar com a Sanepar e também pelo fato de estarmos em ano eleitoral.
Mas não é por isso que temos a companhia na carteira de dividendos; existem uma série de outros gatilhos que podem ajudar os papéis: Sanepar é negociada a múltiplos atrativos (4,7x valor da firma/ebitda) e está inserida em um contexto de grandes investimentos em saneamento, que devem se traduzir em aumento de receitas lá na frente.
Além disso, com a Copasa (de Minas Gerais) entrando na reta final de seu processo de privatização, a Sanepar se tornará em breve a única estatal de saneamento listada em Bolsa, o que naturalmente levará o próximo governo do Paraná a pensar sobre o assunto também.
Apenas para que você tenha uma ideia do que uma privatização poderia representar em termos de valorização, hoje a Sanepar é negociada por um múltiplo valor da firma/base de ativos regulatórios (EV/RAB) de 0,75x, enquanto a privatizada Sabesp e a quase privatizada Copasa são negociadas por múltiplos de 1,6x e 1,9x respectivamente, mais do que o dobro!
Neste contexto, a Sanepar se torna uma alternativa interessante para uma carteira de dividendos.
Não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas tem múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo o precatório que pode fazer o dividend yield de 2026 passar de 5% para algo em torno de 12%-13%.
Por esses motivos, SAPR11 está presente na série Vacas Leiteiras, que você tem acesso por meio do Empiricus+, uma plataforma que inclui dezenas de assinaturas da Empiricus por menos de R$ 1 por dia. Se quiser saber mais, deixo aqui o convite.
Um abraço e até a próxima,
Ruy!
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