Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Alta do risco no mercado de crédito impacta fundos imobiliários e principalmente fiagros; é hora de ficar conservador?

Fiagros demandam atenção, principalmente após início da guerra no Irã, e entre os FIIs de papel, preferência deve ser pelo crédito de menor risco

3 de maio de 2026
8:00 - atualizado às 12:36
Impacto dos juros e do risco de crédito sobre o mercado imobiliário e o agronegócio
Impacto dos juros e do risco de crédito sobre o mercado imobiliário e o agronegócio. - Imagem: ChatGPT

Nos últimos meses, o mercado começou a dar alguns sinais de alerta. Entre guerras, eventos de crédito mais frequentes e a persistência de juros elevados, o ambiente ficou mais desafiador, especialmente para quem está exposto a ativos de maior risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A combinação de custo financeiro alto, menor liquidez e algumas surpresas negativas trouxe uma mudança relevante de humor no segmento de crédito, exigindo mais cautela e seletividade dos investidores.

Foi nesse contexto que revisitei o cenário de crédito e seus impactos nos fundos imobiliários (FIIs), olhando tanto para os riscos que começam a aparecer quanto para as oportunidades que ainda fazem sentido no atual momento de mercado.

Atualizações no cenário macro devem repercutir no mercado de crédito

O processo de desinflação que marcou boa parte de 2025 começa a dar sinais de esgotamento. O IPCA de março veio em 0,88% no mês, puxado principalmente pela alta dos combustíveis, que pressiona o custo de transporte e contamina outros itens da cesta. No acumulado de 12 meses, a inflação já está em 4,14%.

A equipe de economistas do BTG revisou as projeções: 4,7% para 2026 e 4,1% para 2027. O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) realizou um novo corte na taxa Selic na última quarta-feira (29), mas adotou um tom mais restritivo no comunicado. A tendência é de juros altos por mais tempo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No mercado de crédito, as despesas financeiras elevadas e uma originação restrita impactam o custo do crédito, que permanece alto.

Leia Também

A inadimplência tem mostrado aumento em algumas linhas, tal como no agronegócio. Em um cenário de pressão de curto prazo, a continuidade da deterioração deve ser considerada.

De olho nos Fiagros

Em conversa com Jean Miranda, responsável pela cobertura de commodities no Digital Research do BTG Pactual, concluímos que vale uma atenção adicional aos Fiagros.

O cenário do setor agrícola em 2026, inicialmente marcado por expectativa de recuperação após anos de compressão de margens, foi revertido pelo conflito no Oriente Médio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O bloqueio do Estreito de Ormuz e os ataques à infraestrutura energética provocaram forte alta nos preços de petróleo, gás e derivados, elevando significativamente os custos de produção agrícola.

O impacto é direto sobre insumos-chave como diesel e fertilizantes, que representam parcela relevante do custo ao produtor.

O diesel subiu cerca de 70% em importantes mercados, enquanto fertilizantes nitrogenados, como a ureia, avançaram mais de 70%, pressionados pelo encarecimento do gás natural e por restrições de oferta.

No Brasil, esses itens podem responder por mais de 80% do custeio em culturas como soja e algodão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao mesmo tempo, os preços das commodities agrícolas não acompanharam essa escalada. Soja, milho e trigo apresentaram variações limitadas, insuficientes para compensar o aumento dos custos, resultando em nova compressão de margens para o produtor.

Esse ambiente agrava a situação financeira do setor, especialmente para produtores alavancados. Já há aumento relevante nos casos de recuperação judicial, refletindo custos mais altos e crédito mais restrito.

Lembro que o segmento de Fiagros é majoritariamente composto por operações de crédito (CRAs, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio), com nível de risco um pouco mais apimentado. Portanto, há uma perspectiva de elevação de risco no curto prazo.

Em síntese, o setor enfrenta um duplo choque — operacional e financeiro — que deve pressionar a rentabilidade ao longo de 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No curto prazo, o balanço de riscos segue negativo. No médio prazo, porém, a compressão de margens pode levar a um ajuste de oferta global, abrindo espaço para uma eventual recuperação dos preços agrícolas.

Caso queira aprofundar no assunto, o Jean divulgará, nos próximos dias, um relatório especial sobre o agronegócio e os impactos dos últimos eventos. Fique atento ao BTG Content para novidades.

Dinâmica do mercado imobiliário e fundos imobiliários (FIIs) de papel

Nos últimos anos, os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) ganharam espaço como fonte relevante de financiamento para o setor imobiliário.

O crescimento foi impulsionado pelo maior conhecimento dos investidores sobre o produto — favorecido pela atratividade da renda fixa nos últimos anos — e pela estagnação da caderneta de poupança como alternativa de captação. O resultado: mais volume, mais demanda por esses ativos e spreads (prêmios de risco) fechando.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os CRIs estão presentes em boa parte da indústria de FIIs por meio dos fundos de papel. Inclusive, quem olha para a carteira desses fundos encontra o crédito residencial como principal exposição. Mas o setor não é homogêneo, e entender essa diferença é fundamental.

De um lado, o segmento econômico vive um momento de recordes, turbinado pelo Minha Casa Minha Vida. As operações de cessão de recebíveis dessas empresas têm estruturas sólidas de subordinação e histórico robusto.

Do outro, média e alta renda mostram desaceleração: a velocidade de venda diminui, os estoques crescem e algumas companhias com estrutura de capital mais frágil começam a sentir a pressão — especialmente em São Paulo. O recente aumento dos custos de construção, representado pelo INCC (Índice Nacional de Custos da Construção), também não favorece.

A estrutura de garantias do mercado imobiliário segue sendo um amortecedor importante para os indicadores das operações, mas nota-se um aumento de eventos de crédito na indústria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale lembrar que o fluxo de um CRI não depende apenas da ocupação do imóvel — depende da capacidade de pagamento do devedor. Eventos pontuais de crédito atrelados a locatários podem aparecer e impactar a percepção de risco dos títulos.

Foco no High Grade

De forma geral, o segmento de recebíveis apresenta bons rendimentos e um nível de precificação atrativo atualmente.

O nível de dividend yield está na casa de dois dígitos — lembrando que há isenção de imposto de renda nos rendimentos. No curto prazo, o potencial aumento da inflação também deve favorecer os proventos dos fundos indexados à inflação, beneficiados pela correção monetária dos contratos.

Olhando para métricas de preço, boa parte dos FIIs ainda negocia com desconto, em especial nos perfis de maior risco (high yield).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda assim, diante do cenário, na Empiricus mantemos a recomendação de maior seletividade para os ativos do setor e reforçamos nossa preferência por FIIs de recebíveis high grade (de menor risco). Entre as justificativas, destacamos:

  1. Diferencial de yield limitado: com apenas 220 bps separando o dividend yield do high grade (~12,3%) do high yield (~14,5%), o investidor assume um risco de crédito significativamente maior por um retorno adicional modesto;
  2. Previsibilidade e estabilidade: FIIs high grade apresentam menor ocorrência de eventos de crédito e garantias robustas, proporcionando maior estabilidade dos resultados e previsibilidade dos fluxos;
  3. Baixa visibilidade para melhora dos indicadores de risco: o cenário doméstico ainda não indica melhora significativa dos indicadores de risco, o que pode pressionar os ativos mais sensíveis.

Em termos de precificação, o mercado já reflete os diferentes níveis de risco, com spreads mais baixos para high grade e mais altos para mid grade e high yield.

Mas o prêmio de risco não compensa plenamente a maior exposição a eventos de crédito, especialmente em um cenário econômico desafiador.

Apesar da visão construtiva para o mercado imobiliário, o cenário de crédito demanda disciplina, acompanhamento constante e atuação ativa dos gestores para mitigar riscos e capturar oportunidades, com foco em estratégias high grade e gestão ativa como diferencial na geração de valor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atualmente, o segmento de crédito é o mais representativo nas carteiras recomendadas de FIIs da Empiricus. Caso queira dar uma olhada nas recomendações, convido você a acessar o Empiricus+. Com apenas um acesso, você explora todas as recomendações de investimento dos analistas da Empiricus.

Um abraço,

Caio

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Selic e a expectativa para o futuro, resultados da Vale (VALE3) e Santander (SANB11) e o que mais move os mercados hoje

29 de abril de 2026 - 8:25

Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Super Quarta no meio da guerra entre EUA e Irã, os resultados da Vale (VALE3), e o que mais move os mercados hoje

28 de abril de 2026 - 8:20

A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta em meio ao caos da guerra: Copom e Fed sob a sombra de Ormuz

28 de abril de 2026 - 7:38

Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A maratona dos bancos brasileiros, Super Quarta, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

27 de abril de 2026 - 8:09

Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Fogo na cozinha de Milei: Guia Michelin e o impasse da alta gastronomia na Argentina

25 de abril de 2026 - 9:01

Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A disputa pelos precatórios da Sanepar (SAPR11), as maiores franquias do Brasil, e o que mais você precisa saber hoje

24 de abril de 2026 - 8:50

Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria

SEXTOU COM O RUY

Amantes de dividendos: Sanepar (SAPR11) reage com chance de pagamento extraordinário, mas atratividade vai muito além

24 de abril de 2026 - 6:01

A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como imitar os multimilionários, resultados corporativos e o que mais move os mercados hoje

23 de abril de 2026 - 8:36

Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Lições da história recente sobre sorrir ou chorar no drawdown

22 de abril de 2026 - 20:00

O mercado voltou a ignorar riscos? Entenda por que os drawdowns têm sido cada vez mais curtos — e o que isso significa para o investidor

ALÉM DO CDB

Teste na renda fixa: o que a virada de maré no mercado de crédito privado representa para o investidor; é para se preocupar?

22 de abril de 2026 - 19:31

Alta nos prêmios de risco, queda nos preços dos títulos e resgates dos fundos marcaram o mês de março, mas isso não indica deterioração estrutural do crédito

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que atrapalha o sono da Tenda (TEND3), o cessar-fogo nos mercados, e o que mais você precisa saber hoje 

22 de abril de 2026 - 8:31

Entenda por que a Alea afeta o balanço da construtora voltada à baixa renda, e saiba o que esperar dos mercados hoje

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

A estratégia vencedora em um cessar-fogo que existe e não existe ao mesmo tempo

21 de abril de 2026 - 9:30

Mesmo que a guerra acabe, o mundo atravessa um período marcado por fragmentação e reorganização das cadeias globais de suprimento, mas existe uma forma simples e eficiente de acessar o que venho chamando de investimento “quase obrigatório” em tempos de conflito

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder dos naming rights, impasse no Estreito de Ormuz continua e pressiona economia, e o que mais você deve ficar de olho hoje

20 de abril de 2026 - 8:56

O Nubank arrematou recentemente o direito de nomear a arena do Palmeiras e mostra como estratégia de marketing continua sendo utilizada por empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As aventuras de Mark Mobius, os proventos da Petrobras (PETR4), resultados da Vale (VALE3), e o que mais você precisa saber hoje

17 de abril de 2026 - 8:13

Conheça a intensa biografia de Mark Mobius, pioneiro em investimentos em países emergentes, e entenda quais oportunidades ainda existem nesses mercados

SEXTOU COM O RUY

A ironia do destino de Mark Mobius: o rali histórico de emergentes que o ‘pai dos emergentes’ não terá chance de ver

17 de abril de 2026 - 6:07

Ainda não me arrisco a dizer que estamos entrando em um rali histórico para os mercados emergentes. Mas arrisco dizer que, esteja onde estiver, Mobius deve estar animado com as perspectivas para os ativos brasileiros.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As incertezas nos balanços do 1T26, dólar a R$ 4,90, resultado da Vale (VALE3), e o que mais esperar dos mercados hoje

16 de abril de 2026 - 8:12

Com transformações e mudanças de tese cada vez mais rápidas, entenda o que esperar dos resultados das empresas no primeiro trimestre de 2026

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ibovespa — matando a sede com a metade cheia do copo 

15 de abril de 2026 - 20:00

Com a desvalorização do dólar e a entrada de gringos na bolsa brasileira, o Ibovespa ganha força. Ainda há espaço para subir?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A invasão gringa nos FIIs, a relação entre economia e eleições, e o que move os mercados hoje

15 de abril de 2026 - 8:29

Entenda como a entrada de capital estrangeiro nos FIIs pode ajudar os cotistas locais, e como investir por meio de ETFs

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger dos choques cada vez mais comuns de petróleo, recorde na bolsa, e o que mais move os mercados hoje

14 de abril de 2026 - 8:34

Confira qual é o investimento que pode proteger a carteira de choques cada vez mais comuns no petróleo, com o acirramento das tensões globais

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

O novo normal é o choque: o investimento “obrigatório” em tempos de guerra

14 de abril de 2026 - 6:04

Fundo oferece exposição direta às principais empresas brasileiras ligadas ao setor de commodities, permitindo ao investidor, em um único ativo listado em bolsa, acessar uma carteira diversificada de companhias exportadoras e geradoras de caixa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia