SPX espera alta da Selic ainda neste ano e segue comprada em dólar
Para a gestora fundada por Rogério Xavier, que possui R$ 40 bilhões sob gestão, o país saiu da beira do abismo com aprovação da reforma da Previdência e deve crescer 2,5% neste ano
Enquanto parte do mercado financeiro especula sobre a possibilidade de uma nova queda de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a SPX Capital, do renomado gestor Rogério Xavier, aposta que o Banco Central não só vai interromper o ciclo de cortes como trabalha como um cenário de alta da Selic ainda neste ano.
Com R$ 40 bilhões em patrimônio, a gestora zerou em dezembro as posições aplicadas na parte curta da curva – ou seja, deixou de apostar na possibilidade de queda dos juros. A SPX também mantém espera que o dólar continue se valorizando em relação ao real.
Na bolsa brasileira, a gestora espera a continuidade do processo de migração de recursos que estão na renda fixa e segue com posições compradas em empresas dos setores de utilities (serviços públicos), bancos e consumo. Em 2019, o fundo SPX Nimitz – o carro-chefe da casa – rendeu 7,7%, contra 6% do CDI.
Tom mais light
Xavier é conhecido pela visão pessimista, principalmente quando fala em público. Mas na carta mensal aos investidores referente a dezembro publicada no site da SPX adotou um tom bem mais "light".
Do lado da economia internacional, o risco de uma recessão tanto nos Estados Unidos como na Europa parece afastado neste ano, segundo a SPX. A grande incógnita é a China, que deve ter dificuldade em manter o crescimento em torno dos 6%. "Vêm de lá minhas principais preocupações para este e para os próximos anos", escreveu o gestor.
Para a SPX, o país saiu da beira do abismo com a aprovação da reforma da Previdência, embora ainda haja muito por fazer. Xavier mantém a visão de que o governo não conseguirá aprovar nenhuma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) em 2020, com exceção da PEC paralela da Previdência nos Estados.
Leia Também
O gestor também acredita que há chances de aprovação do projeto de autonomia do Banco Central e avanços na agenda de privatizações. A projeção da SPX é de um crescimento do PIB em 2,5% neste ano. Parte da aposta na alta do dólar é baseada justamente na expectativa de recuperação da economia.
"A conta corrente do balanço de pagamentos têm se deteriorado e a tendência é de continuidade nesse processo, uma vez que a economia irá se acelerar."
Embora acredite que a inflação se mantenha ao redor do centro da meta em 2020, os índices de preços começarão a surpreender para cima, exigindo que o Banco Central comece a retirar parte do estímulo monetário.
"Portanto, não vejo mais espaço para quedas adicionais, como também trabalho com um cenário de alta no fim do ano."
Vale lembrar, contudo, que desde o fim de dezembro foram divulgados indicadores que apontam para uma recuperação mais lenta da economia brasileira, incluindo as vendas do varejo e a produção industrial.
Leia também:
- PREMIUM: Fora, isentão! Um fundo “long biased” para compor a sua carteira em renda variável
- Leia também [Patrocinado]: as três melhores ações para 2020
- Como o multimercado mais rentável de 2019 obteve retorno de 116% em um ano
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar
“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237
Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)
‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus
CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.
Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem
Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário
Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025
Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira
Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall
A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão
