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No Brasil, investidores monitoram o cenário político e o repasse prometido aos pequenos e médios empresários
A preocupação com o coronavírus está longe do fim, principalmente com os primeiros resultados de março chegando e mostrando o real impacto da doença aos investidores.
Mas, enquanto o mundo segue trancando suas portas e paralisando as suas operações, a China, epicentro inicial da doença, começa a se recuperar.
Ontem à noite, o país divulgou os seus índices PMI industrial e de serviços. O primeiro subiu de 35,7 para 52 em março. Já o último avaçou de 29,6 para 52,3 no mesmo período. Os números indicam a volta da expansão logo após o pior do surto da doença ter passado no país.
Com a boa notícia no bolso, os negócios fecharam majoritariamente em alta na Ásia. A única excessão foi o mercado japônes, onde o índice Nikkei caiu 0,88%.
Reação positiva também no mercado europeu, que abre em alta. Agora pela manhã, o índice pan-europeu Stoxx-600 avançava cerca de 1,5%.
Nesta manhã, os índices futuros em Wall Street ficam próximos da estabilidade e o EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York sobe apenas 0,03% por volta das 8h
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O dia de alta moderada foi uma tendência mundial. Lá fora, O Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq tiveram ganhos acima dos 3%. Na Europa, o ritmo foi o mesmo.
É que os primeiros dados econômicos de março começaram a ganhar a luz do dia e o estrago causado pelo coronavírus começa a tomar a forma de números mais concretos na economia.
No Brasil, o mercado baixou a projeção de crescimento da economia brasileira para uma retração de 0,48% no Boletim Focus. Lá fora, o sentimento econômico da zona do euro teve a maior queda da história, despencando 11,36 pontos no mês passado.
Nos Estados Unidos, Donald Trump adotou medidas mais rígidas para conter o avanço do coronavírus no país. Agora, o isolamento social foi estendido até o fim de abril. Já são mais de 164 mil contaminados, sendo mais de 3 mil casos fatais.
Em um primeiro momento, Wall Street regiu mal, mas as bolsas inverteram as perdas após a declaração da Johnson & Johnson de que testes em humanos para uma vacina para a doença começarão já em setembro e a visão de que o presidente fez o que precisava ser feito.
Na Câmara, a presidente da Casa, Nancy Pelosi, tenta emplacar mais um pacote de estímulos, dessa vez focado em investimentos em infraestrutura.
O Ibovespa encerrou o dia com um avanço de 1,65%, aos 74.639,48 pontos, seguindo a tendência moderado do exterior. O dólar subiu 1,53%, a R$ 5,1805.
No Brasil, o Ministério da Saúde também atualizou os números na noite de ontem, o que elevou para mais de 4.600 casos. Já são 159 mortes confirmadas pela doença.
Enquanto isso, o mercado local também monitora o andamento do auxílio emergencial do governo.
Ontem, o Senado aprovou o pacote emergencial para os trabalhadores informais, que agora segue para sanção presidencial.
Todos seguem na expectativa também pela operacionalização do repasse de crédito já aprovado aos pequenos e médios empresários.
Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, cerca de 30,5 milhões de brasileiros devem ser beneficiados pelo auxílio emergencial.
A onda de recuperação atinge também o petróleo. Os contratos futuros da commodity operavam em alta durante a madrugada, após atingirem o menor nível em 18 anos na sessão de ontem. Por volta das 8h, o petróleo WTI para maio subia, 1,46%, na Nymex. Já o Brent para junho avançava 1,24%, na Intercontinental Exchange (ICE).
Os American Depositary Receipts (ADRs) da Petrobras pegam carona na alta e subiam cerca de 5,36% por volta das 7h20.
A CVC não conseguirá divulgar o seu balanço dentro do prazo regulamentar. A empresa, que analisa erros contábeis, também sofre os efeitos da pandemia e do isolamento social.
A agenda da semana é carregada e dados importantes devem ser divulgados hoje. É o caso dos dados da atividade (ISM) e da confiança do consumidor nos Estados Unidos.
No Brasil, a agenda conta com a divulgação da taxa de desemprego na Pnad Contínua (9h) e o déficit fiscal.
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