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Esquenta dos mercados

Bolsas globais ensaiam recuperação em meio à instabilidade do petróleo

Investidores começam o dia mais dispostos ao risco e os mercados reagem mantendo as bolsas no campo positivo. No Brasil,o dia deve ser de ajuste após pausa para o feriado.

Petróleo mercados Ibovespa dólar
Alta do petróleo coloca em risco a atual política de preços da Petrobras - Imagem: Shutterstock

Após a pausa para o feriado, que deixou as bolsas fechadas nesta terça-feira (21), o dia deve começar sendo de ajustes, para acompanhar o clima dos últimos dias. Mas, a menor aversão ao risco observada nesta manhã pode diminuir as perdas na bolsa brasileira.

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Ontem, as bolsas americanas - Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq - fecharam o dia com quedas superiores a 2,5%. Além de dados econômicos mais fracos do que o esperado, a queda histórica do petróleo também pesou sobre os índices. Foram dois dias de fortes perdas lá fora, mas, o que prevalece pela manhã no exterior é uma menor aversão ao risco

Enquanto por aqui a B3 estava fechada, o EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York e que representa as ações locais no exterior, teve uma queda de 3,21%.

O grande susto

Na segunda-feira, os investidores tiveram um susto, com o WTI para maio sendo negociado abaixo de US$ 0 pela primeira vez na história.
A commodity teve queda de mais de 300% e fechou o pregão do dia 20 com valor negativo, US$ -37,63 o barril.

Com a demanda da commodity em baixa e os estoques cheios, os compradores precisaram se desfazer dos contratos um dia antes do vencimento, para evitar que os barris fossem entregues de forma física, que não teriam onde ser armazenados.

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Na terça-feira, enquanto o mercado estava fechado no Brasil, o preço da commodity continuou em queda livre, com o barril do tipo Brent, para junho,registrando pesadas perdas, influenciado pela queda do WTI. Durante a madrugada, o Brent chegou a atingir o menor valor desde 1999 durante a madrugada.

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Nesta manhã, o petróleo WTI para junho continua no vermelho, caindo 2,33%, a US$ 11,30 o barril - menor nível histórico desde 1999. Já o Brent, também para junho, recupera parte das perdas e oscila perto da estabilidade.

A divulgação dos dados dos estoques americanos da commodity, prevista para hoje, devem mexer ainda mais com a cotação. Também circulam informações de que a Opep pode realizar uma nova reunião no dia 10 de maio para avaliar novos cortes na produção.

Os ADRs da Petrobras sobem 4,79% no pré-mercado em Nova York, por volta das 7h. A estatal usa o barril do tipo Brent como referência para seus preços.

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As incertezas que se multiplicam

A queda histórica do petróleo não foi o único assunto do feriado. As incertezas geradas pela pandemia e avanço do coronavírus continuaram aumentando a cautela dos investidores.

Já são 2,5 milhões de casos confirmados no mundo todo, com um total de 178 mil mortos. No Brasil, o número ultrapassou a marca dos 43 mil infectados pela covid-19, com 2,7 mil mortes registradas.

A aprovação de um pacote fiscal de US$ 480 bilhões para pequenas empresas e hospitais nos Estados Unidos dão fôlego aos mercados.
Ainda nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump proibiu por 60 dias a entrada de novos imigrantes no país.

Na Itália, o primeiro-ministro do país, Giuseppe Conte, confirmou que o país pode começar a sua reabertura econômica no dia 4 de maio, mas descartou um relaxamento total das medidas.

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Virando a página

Mesmo com a queda do petróleo, as bolsas asiáticas fecharam o pregão majoritariamente em alta durante a madrugada, apagando parte das perdas recentes, quando os mercados estiveram fortemente pressionados pelo tombo da commodity.

Na Europa, os investidores também enxergam um dia mais positivo. O mercado se prepara para o ínicio da temporada de balanços, com as primeiras empresas divulgando os seus resultados nesta manhã, e repercute as notícias sobre avanços nos testes de algumas vacinas contra o coronavírus.

O cenário ainda é caótico no mercado da commodity, mas o índice intercontinental Stoxx-600 avança mais de 1,0% no começo da manhã.

Os índices futuros em Nova York também operam em alta.

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Novas apostas

Na segunda-feira, mesmo em meio ao caos do petróleo, a bolsa brasileira se manteve próxima da estabilidade, com queda de 0,02%, aos aos 78.972,76 pontos.

Nesta manhã, o EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York, avança 2,82%.

A tensão no exterior fez o dólar ter um ganho de 1,35%, indo aos R$ 5,3078. Os juros futuros caíram, com o mercado precificando novos cortes na Selic nas proxímas reuniões do Copom, que acontecem em maio e junho. Os contratos de DI para janeiro de 2021 chegaram a fechar abaixo de 3% pela primeira vez, em 2,83%.

Com a retomada do risco no exterior, o dólar aparece mais enfraquecido ante outras moedas emergentes nesta manhã.

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Pegou mal

O ministro do STF Alexandre de Moraes abriu um inquérito para apurar a organização das manifestações que ocorreram no último domingo (19). O ministro concluiu que se tratou de um episódio 'gravíssimo' e que atenta contra o Estado Democrático de Direito e as instituições republicanos

Agenda

Em Brasília, o Senado deve votar hoje as alterações nas regras do auxílio emergencial. Na Câmara, expectativa pela votação do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

A Receita Federal também divulga hoje os dados da arrecadação de março.

A temporada de balanços lá fora tem a divulgação dos números da AT&T, Alcoa, Heineken e Delta Air Lines.

Fique de olho

  • Conselho da Unidas aprovou compra de mais de 20 milhões de ações ordinárias, correspondente a 4% do capital social
  • IRB Brasil elegeu Regina Nunes, Ivan Passos Henrique Luz e Marcos Falcão para o conselho após renúncias.
  • Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS, afirmou em evento da XP que listagem na Nyse é prioridade.
  • Assembleias da BRF serão aprcialmente digitais.
  • Eneva retirou a proposta de fusão com a AES Tietê.
  • Roberto Monteiro é o novo CEO da PetroRio.
  • Grupo Fleury cancelou Assembleia Geral Ordinária marcada para o dia 30, ainda sem nova data para acontecer.
  • Michael Klein deixará a presidência do conselho da Via Varejo e será substituído pelo seu filho, Raphael Klein.
  • Fábio Schvartsman deixará a Vale. Ele era presidente na época do rompimento da barragem de Brumadinho.
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